quarta-feira, 3 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
Meditação da Paixão de Nosso Senhor
Jesus cravado à Cruz
Assim que o Senhor foi despido, deitaram-no sobre a cruz preparada e estendida sobre o chão. Não foi difícil fazer cair esse corpo titubeante e sem forças. Esse divino Salvador, aliás, que ardia de amor pelos homens e, portanto, pela cruz, o instrumento da salvação deles, deixou-se estender voluntariamente e sem resistência sobre essa cruz que ele mesmo desejava ardentemente e via como o leito nupcial onde desposaria a Igreja em geral, e em particular todas as almas fiéis, que devia amar como se fossem esposas.
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| Via Crucis de Lourdes, França |
Mas, meu Deus, que leito nupcial para um esposo tão belo, tão nobre, tão augusto e tão santo! Que rigor, que dureza! Mas que coragem para sofrer por nosso amor e que condenação de nossa moleza e covardia! Ah! Senhor! Esse não é um leito de delícias e coberto de flores como merecíeis e como o pinta o esposo dos sagrados cânticos, mas um leito de dor e um leito cruel, porque devíeis ser um esposo de sangue e nos ensinar que são sangrentas as estradas que nos levam aos céus.
Deitado sobre a cruz, estende a mão direita com bondade e a dá ao carrasco que devia perfurá-la; mão todo-poderosa, que poderia derrubar e fulminar todos os adversários; mão benévola e divina, à qual deviam, ao contrário, dar mil respeitosos beijos como homenagem e para atrair graças e bênçãos. Toma desumano o carrasco essa mão sagrada; fura-a cruelmente com vários golpes; faz a carne entrar com o prego na madeira da cruz. Tomam-lhe a outra mão, puxam-na com violência para fazê-la corresponder ao buraco preparado, provocando uma tensão cruel e dolorosa; perfuram-na, enfim e a cravam como a outra.
Assim é, Senhor, que suportais que tratem as vossas mãos, origem de tantos prodígios. Foram as suas mãos, dizia o profeta, que criaram o céu e a terra; foram as vossas mãos que me formaram; de vossas mãos os judeus acabavam de receber tantos favores; mãos que haviam tocado os olhos do cego e o haviam curado na presença de tanta gente. Essas mãos adoráveis são agora perfuradas e estendidas sobre a cruz, que abraçais carinhosamente, como uma esposa entre os braços da qual quereis morrer para me dar a vida.
Para prender com mais força esse divino Salvador à cruz, furam os dois pés com a mesma crueldade, e deles sai sangue em abundância, assim como das mãos. Esses pés tão belos, diz um profeta, que nos trouxeram a paz; esses pés que Madalena penitente regara com suas lágrimas na casa do fariseu; esses pés que tanto caminharam para ir curar os doentes mais sem esperança, para ir buscar os pecadores mais endurecidos e para ir ressuscitar os mortos, estão agora sem movimento, pregados a uma cruz infame, e sofrem uma dor infinita por meu amor.
Ah! Senhor, recorro a essas mãos e a esses pés: reconheço na fraqueza deles a omnipotência; e peço-vos que essas mãos dolorosas concedam às minhas mãos obras de penitência, e esses pés conduzam meus passos nas trilhas da justiça.
Meditação do Pe. franciscano Jean-Baptiste-Élie Avrillon (1652-1729) sobre a crucifixão de Cristo, para a segunda-feira da Paixão. Avrillon foi um dos mais populares escritores católicos franceses do século XVIII.
Dn. Silvia Cardoso Ferreira da Silva
Sílvia Cardoso Ferreira da Silva nasceu no dia 26 de Julho, dia de S. Ana, de 1882, em Paços de Ferreira. Foram seus pais Manuel Umbelino Ferreira da Silva e Joaquina Emília da Conceição Cardoso. O pai, de fé simples mas profunda, era estimado pela generosidade e pelo espírito de sacrifício; a mãe era exemplo de dedicação à família e aos pobres. Foi baptizada no dia 4 de Agosto. Sílvia era a primeira filha do casal, a primeira dos quatro irmãos que
chegaram à maioridade. O nome sendo raro na família e no tempo lembra duas santas mulheres da história da Igreja, Sílvia de Constantinopla que no século IV combateu as heresias, e Sílvia mãe de S. Gregório Magno.
Fez a primeira comunhão aos 11 anos, no dia 23 de Abril de 1893. O Santo Crisma recebeu-o em 1903.
Estudou as primeiras letras com uma professora particular e depois, no Porto, o Colégio Inglês; e em Vila Nova de Gaia, o Colégio do Sardão, onde foi sempre aluna aplicada e bem classificada.
Durante o ano de 1913 preparou o seu casamento, mas a morte do noivo impede a realização do mesmo. Em 1917 participa em Tuy num retiro donde sai o gérmen do que deveria ser o seu futuro apostolado: a assistência às crianças pobres e aos doentes. Esta dedicação tão intensa é causa de em 1918 se contagiar pela febre pneumónica. Uma vez curada será sempre incansável no seu apostolado.
Sempre trazia consigo uma espécie de saco onde tudo cabia: rosários e devocionários, medalhas e folhetos, peças de roupa que vestiriam os pobres, crucifixos que seriam a última âncora de moribundos. Porque não se demorava muito no mesmo lugar, precisava daquele alforge para as suas explorações de andarilha de Deus. Era o alforge da caridade que se enchia aqui e além, conforme calhava, e ia esvaziar-se junto das camas dos hospitais, nas creches, nos patronatos, nas celas das prisões, nas salas da catequese, nos armazéns onde houvesse empregadas que precisassem de auxílio. Os pobres faziam parte da sua vida.
Se lhe batiam à porta, nunca precisavam de bater duas vezes. Batiam uma só, e logo se ouvia de dentro um "já vou" rápido, carinhoso e nítido. Dona Sílvia foi apóstola do verbo ir e do advérbio já. Era toda asas. Ir depois corresponde, a cada passo, a não valer a pena ir.
O bispo do Porto, D. António Augusto de Castro Meireles, tinha por Dona Sílvia a maior admiração e estima. Em carta de 5 de Dezembro de 1931, recomenda-lhe: "É preciso em tudo muito método e muita serenidade. Mas Dona Sílvia só adoptava um método: o deitar o coração pelo peito fora, direito a todas as desgraças ou problemas a que importa acudir. E acode, como ela diz: "É para mim um grande gosto caminhar com os olhos fechados, conduzida pela Providência; os seus desígnios são impenetráveis, mas sempre doces e suaves para os que n’Ela confiam".
A 21 de Janeiro de 1923, sob o patrocínio do Menino Jesus de Praga, inicia, na Casa de Sequeiros, do Concelho de Lousada, a Obra dos Retiros espirituais para leigos. Durante três anos, participaram nos retiros de Sequeiros 195 cavalheiros, 471 senhoras, 568 lavradeiras e criadas, 115 lavradores e operários, 13 Filhas de Maria, 19 professoras e 25 meninas. Gorada, porém, a Casa de Retiros de Sequeiros outras nascerão de norte a sul do país, sempre com grande proveito de quanto as frequentam.
Sílvia Cardoso via e amava as crianças. Via-as com a suprema ternura das suas estranhas pupilas descobridoras. Amava-as como se devem amar, na harmonia da Criação, como estrelas que despertam e como sementes que nascem. Dona Sílvia nunca estudara sociologia nem se especializara em qualquer método pedagógico, mas doutorara-se no amor do Evangelho. Quando encontrava as crianças estremecia toda interiormente, como se a tomassem as milagrosas surpresas de uma aparição. É que via nas crianças o Menino Jesus das palhas de Belém e das horas caladas de Nazaré. O Menino Jesus surgia-lhe maltrapilho e de olhos tristes, na aresta de uma esquina ou na poeira de uma praça. Confrangia-se-lhe o coração perante o espectáculo das crianças órfãs, abandonadas ou vagabundas. E se milhares de inocências não se destroçaram na vida foi porque Dona Sílvia lhes lançou a tempo as amarras dos seus braços inquebrantáveis.
Um dos aspectos mais relevantes da sua vida foi a sua piedade. Era mulher de piedade forte e profunda, de fé e esperança, responsável e disponível para a caridade. Membro fiel da comunidade eclesial, actuava dentro dela em obediência à Hierarquia, oferecendo-lhe a máxima colaboração, sem quaisquer reservas às suas indicações e aos seus apelos. Tinha a certeza da invencibilidade da Igreja, mas não se acomodava a posições estáticas, antes procurava servi-la na liberdade e no sacrifício.
Depois de Cristo era a Nossa Senhora que mais dedicava o seu afecto de piedade filial. Outras devoções particularmente gratas a Dona Sílvia foram a Sagrada Família, o Menino Jesus de Praga e Santa Teresinha do Menino Jesus.
No Verão de 1949 o seu corpo macerado começou a dar sinais da terrível doença que havia de vitimá-la. Dona Sílvia aceita a prova sem protestos, mas não consegue ocultar o avanço do mal implacável. Morreu na madrugada do dia 2 de Novembro de 1950. No dia seguinte, festa litúrgica de S. Silvia, foi o seu funeral.
terça-feira, 19 de março de 2013
São José, Patrono da Igreja Católica
S. JOSÉ, esposo puríssimo de Maria Santíssima e pai nutrício de Jesus Cristo, era de origem nobre, como testificam os evangelistas Mateus e Lucas. A genealogia de José remonta a David e de David aos Patriarcas do Antigo Testamento. Mais importante, porém, que a origem, é a virtude que tanto enobrece a alma de S. José: a humildade. Não sabemos onde o santo Patriarca nasceu; alguns opinam que era natural de Nazaré, na Galileia, onde trabalhava na oficina de carpinteiro; outros porém, acham mais provável que Belém tenha sido a cidade natal de São José pois, Belém foi a cidade de David. A mãe de José era Estha. Não devemos estranhar a pobreza de José. Escolhido para ser o pai adotivo do Messias, convinha que compartilhasse a vida pobre deste. Nada sabemos a respeito da infância de S. José e nem tão pouco da vida que levou, até o casamento com Maria Santíssima. Os santos Evangelhos não nos dizem coisa alguma a esse respeito; limitam-se apenas a afirmar que José era justo, o que quer dizer: José era cumpridor da lei, homem santo.
Que a virtude e santidade de S. José foram extraordinárias, vemos pela grande e importante missão que Deus lhe confiou. Segundo a doutrina de São Tomás de Aquino, Deus confere as graças e privilégios à medida da dignidade e da elevação do estado, a que destina o indivíduo. Pode imaginar-se dignidade maior que a de S. José, que, pelos desígnios de Deus, devia ser esposo de MariaSantíssima e pai nutrício de seu divino Filho?
Parece fora de dúvida que os desposórios de Maria Santíssima com São José obedeceram a um plano extraordinário da Divina Providência. Maria Santíssima, consentindo no enlace com o santo descendente de David, não podia ter outra coisa em mira, senão uma garantia para o futuro, uma defesa de sua virtude e uma satisfação perante a sociedade, visto que no Antigo Testamento não era conhecida, e muito menos considerada, a vida celibatária. Celebrando o contrato matrimonial,Maria Santíssima certamente o fez com a garantia absoluta da pureza virginal, que por inspiração divina votara a Deus. São Jerônimo afirma que S. José conservou em toda a vida a virgindade. Ninguém pode estranhar o título de “Irmão deJesus”, visto que os livros bíblicos empregam muitas vezes a palavra “Irmão” por “parente”. Abraão disse a Lot: “Não haja contenda entre nós, pois somos “Irmãos”. E Abrão não era irmão, mas tio de Lot.
Realizou-se a grandiosa obra da Encarnação do Verbo Unigênita de Deus. O Arcanjo S. Gabriel saudou a Maria e comunicou-lhe o grande mistério, que nela se havia de realizar. Maria pronunciou o “fiat”, consentindo na maternidade que se operaria nela pelo Espírito Santo, e deixou a São José em completa ignorância. Com esse consentimento, dirigiu-se à casa de S. Isabel, onde se demorou três meses e, de volta para casa, seu estado causou no espírito de José as mais graves preocupações e cruéis dúvidas. A virtude e santidade da esposa estavam acima de qualquer suspeita, não lhe permitindo explicação menos favorável. De outro lado se vai diante de uma realidade, que lhe torturava a alma. Nesta perplexidade invencível, resolveu abandonar a esposa. Quando já tinha providenciado tudo para a partida, apareceu-lhe, em sonho, um Anjo do Senhor e disse-lhe: “José, Filho de Davi, não temas admitir Maria, tua Esposa, porque o que nela se operou, é obra do Espírito Santo”. Foram assim de vez dissipadas as negras nuvens do espírito de José. É mais fácil imaginar do que descrever a alegria que lhe foi na alma, sabendo do grande mistério, que se operava em Maria. Com quanto respeito, com quanta atenção não teria tratado aquela, que pela fé sabia ser o tabernáculo vivo do Messias.
Nascimento de Jesus - Fra Angélico
A época do nascimento de Jesus coincidiu com a publicação de um decreto do imperador Augusto, exigindo que os súditos romanos se alistassem na cidade de origem. Foi necessária esta determinação imperial, para que se cumprissem as profecias do antigo Testamento, que indicavam Belém como cidade onde havia de nascer o Messias. José e Maria, sendo da família de David, em obediência ao decreto, fizeram a jornada para aquela cidade. O Messias, prestes a aparecer, chegou ao que era seu e os seus não o receberam. Fecharam-se-lhe todas as portas, e os pobres pais outro abrigo não acharam, a não ser uma estrebaria fora da cidade. Provação duríssima para um coração tão extremoso como era o de S. José. Essa tristeza foi largamente recompensada, dando lugar a uma alegria incomparável, quando, naquela noite do desterro, Maria Santíssima deu à luz o Filho de Deus. Com que transportes de alegria não teria contemplado o divino Infante com que satisfação não o teria tomado nos braços e coberto de ternos beijos!
Esta alegria foi aumentada ainda pelas circunstâncias extraordinárias, que acompanharam o grande acontecimento: A aparição dos Anjos nos campos de Belém e o celestial canto, que igual o mundo jamais ouvira, desde sua existência, o comparecimento dos pobres pastores no estábulo, mais tarde a chegada dos reis Magos do Oriente. Todos estes fatos, cada qual mais extraordinário, despertaram em São José novos motivos, não só de alegria, como também de grande admiração. Pela primeira vez lhe surgiu no espírito bem nítida, a sublime missão que Deus na sua bondade lhe tinha reservado, a missão de Pai nutrício de seu Filho Unigênito. Este conhecimento, se bem que o tenha confundido, de certo lhe encheu a alma de paz indescritível.
Apresentação de Jesus no Templo - Fra Angélico
Passados quarenta dias, José, em companhia do Menino Deus e Maria Santíssima, se dirigiu a Jerusalém, em obediência à lei, que exigia a apresentação do filho no templo. Sentiu-se-lhe a alma profundamente comovida, pela recepção que tiveram do velho Simeão. Este, sem antes ter visto a criança, conheceu nela o Filho de Deus e, no transporte de satisfação que lhe invadiu a alma, desejou morrer.
Pouco tempo depois S. José recebeu de Deus a ordem de fugir com a família para o Egito, para assim salvar a vida da criança, seriamente ameaçada pelo rei Herodes. Sem demora se pôs a caminho e ficou no Egito até segunda ordem. Esta veio, quando os perseguidores de Jesus tinham morrido, e José voltou para a sua terra. Por cautela, porém, não ficou em Belém, mas se estabeleceu em Nazaré.
A perda e o encontro de Jesus no Templo Discutindo com os Doutores da Lei
Conforme o costume na terra dos judeus, José ia anualmente, por ocasião da Páscoa, a Jerusalém, para oferecer a Deus no templo, os sacrifícios prescritos pela lei. Quando o Menino Jesus tinha doze anos, foi pela primeira vez com os pais a Jerusalém. No dia da partida Jesus ficou no templo, sem que os pais o soubessem. Resultou daí a grande aflição para as duas santas pessoas, que, com a maior ânsia, procuraram o filho durante três dias, ora nas casas dos parentes, ora entre os grupos de romeiros já de volta, até que o acharam no Templo, sentado no meio dos sacerdotes e escribas. Jesus desceu com os pais para Nazaré e ficou-lhes sujeito.
É tudo quanto sabemos de São José e o que os santos Evangelhos dele nos relatam. Sendo a Sagrada Família legalmente constituída, José era considerado pai de Jesus e Jesus filho do carpinteiro. Não devemos pôr em dúvida que José tenha trabalhado com toda dedicação para ganhar o sustento das pessoas confiadas ao seu cuidado. Da mesma forma é certo que Jesus cumpriu para com ele as obrigações de filho, prestando-lhe obediência, respeito e amor do modo mais perfeito.
Morte de São José
Ignora-se quando S. José morreu. Há razões que fazem supor que o desenlace se tenha dado antes da vida pública de Jesus Cristo. Certamente não se achava mais entre os vivos quando seu Filho morreu na cruz; do contrário não se explicaria porque Jesus recomendou a Mãe a S. João Evangelista, não tendo para isto razão, se estivesse vivo S. José.
Que morte santa terá tido o Pai nutrício de Jesus! Que felicidade morrer nos braços do próprio Jesus Cristo, tendo à cabeceira a Mãe de Deus! Mortal algum teve igual ventura. A Igreja com muita razão invoca S. José como padroeiro dos moribundos e os cristãos se lhe dirigem com confiança, para alcançar a graça de uma boa morte.
Não existem relíquias de S. José, nem tão pouco sabe-se algo do lugar onde lhe foi sepultado o corpo. Homens ilustrados e versados nas ciências teológicas houve e há, que defendem a opinião de que S. José, em atenção a sua alta posição e grande santidade, foi, como S. João Batista, santificado antes do nascimento e já gozava de corpo e alma da glória de Deus no céu, em companhia de Jesus, seu Filho e Maria, sua santíssima Esposa.
Grande deve ser a nossa confiança na intercessão de S. José. A dignidade, a amizade íntima com Jesus e Maria, o lugar proeminente no plano da Redenção, são outros tantos títulos que lhe garantem a influência e o poder junto ao trono de Deus. Não há pessoa, não há classe que não possa, que não deva se lhe dirigir. Santa Tereza, a grande propagandista da devoção a São José, chegou a dizer: “Não me lembro de ter-me dirigido a São José, sem que tivesse obtido tudo que pedira”.
A devoção a S. José na Igreja Católica é antiquíssima. A Igreja do Oriente celebra-lhe a festa, desde o século nono, no domingo depois do Natal; os Coptos comemoram-na no dia 20 de julho. Os Carmelitas introduziram-na na Igreja ocidental. Os Franciscanos em 1399 já festejaram a comemoração do santo Patriarca. Xisto IV inseriu-a no breviário e no missal; Gregório XV generalizou-a em toda a Igreja. Clemente XI compôs o ofício, com os hinos, para o dia 19 de março e colocou as missões da China sob a proteção de S. José. Pio IX introduziu, em 1847, a festa do Patrocínio de S. José, e em 1871 declarou-o Padroeiro da Igreja Católica; Leão XIII e Benedito XV recomendaram aos fiéis a devoção a S. José, de um modo particular, chegando este último Papa a inserir no missal um prefácio próprio.
Fonte: http://www.lepanto.com.br/
***
Oração à São José
A vós São José, recorremos na nossa tribulação, e depois de ter implorado o auxílio da vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos o vosso patrocínio.
Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, oh! guarda providente da Divina Família, a linhagem escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, oh! nosso poderosíssimo Protetor, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vosso constante patrocínio, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Palavras iniciais sobre Francisco
Por SPES.
Ao que tudo indica, as principais
características de Francisco I são as seguintes:
1) É hiperecumenista;
2) É contrário aos
tradicionalistas;
3) É contrário ao “casamento
gay” e ao comunismo.
Pois bem, escrevem-nos
dizendo duas coisas contraditórias:
1) Ai, que saudade de
Bento XVI;
2) Agora a sede está
mesmo vacante.
Respondamos:
1) Em que se diferenciaria
Francisco I, por exemplo, de João Paulo II?
2) Se Francisco I é contrário
aos tradicionalistas, Bento XVI não os queria perto senão para anulá-los.
3)
Logo, para os que nunca
antes fomos sedevacantistas, ao menos por enquanto tampouco há razões
para vir a sê-lo agora; nem, muito menos, há razões para ter saudade de
nenhum liberal que antecedeu a
Francisco I.
Corolários:
1) Sigamos nós, os da Resistência,
em nosso combate, sempre sob o lema “Não só não devemos ao magistério conciliar,
enquanto tal, obediência alguma em ponto algum, mas devemos mover-lhe
ininterrupta oposição católica”.
2) Qualquer novidade
positiva não pode ser senão segredo de Deus; e qualquer negativa está no
horizonte que podemos divisar.
SOMOS FIÉIS DA IGREJA DE
SEMPRE, E COM A GRAÇA DE DEUS JAMAIS CURVAREMOS A CERVIZ DIANTE DA NEOIGREJA LIBERAL E HUMANISTA.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A Igreja Católica: Construtora da Civilização
Série da EWTN apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Thomas Woods graduou-se na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia.
"Nós, Católicos, temos um obrigação particular: temos que aprender o que pudermos sobre nossa fé, e temos que espalhar o que aprendemos. Temos de contar às pessoas a verdadeira história da Igreja Católica, porque se nós não nos defendermos, ninguém o fará por nós" Thomas Woods
"Nós, Católicos, temos um obrigação particular: temos que aprender o que pudermos sobre nossa fé, e temos que espalhar o que aprendemos. Temos de contar às pessoas a verdadeira história da Igreja Católica, porque se nós não nos defendermos, ninguém o fará por nós" Thomas Woods
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Jejum e abstinência quaresmal
| "Na Quaresma como cães vão os homens ao açougue." Nossa Senhora em La Salette |
Jejum e abstinência no Novo Código de Direito Canônico de 1983
Os dias
e períodos de penitência para a Igreja universal são todas as
sextas-feiras de todo o ano e o tempo da Quaresma [Cânon 1250]. A
abstinência de carne ou de qualquer outro alimento determinado pela
Conferência Episcopal deve ser observada em todas as sextas, exceto nas
solenidades. [Cânon 1251].
A
abstinência e o jejum devem ser observados na Quarta-feira de Cinzas e
na Sexta-feira Santa. [Cânon 1252]. A lei da abstinência vincula a todos
que completaram 14 anos. A lei do jejum vincula a todos que chegaram à
maioridade, até o início dos 60 anos [Cânon 1252]
Jejum e abstinência tradicionais conforme o Código de Direito Canônico de 1917
Entre
1917 e o Novo Código de 1983, certos países tinham dias de jejum e
abstinência particulares, e.g., os Estados Unidos tinham a vigília da
Imaculada Conceição em vez da Assunção como dia de abstinência;
dispensas para S. Patrício e São José, etc. Não é possível relacioná-los
todos. Publicamos as prescrições do código de 1917, com menção da
extensão do jejum e abstinência do Sábado Santo até meia noite que foi
ordenada por Pio XII.
Dias de jejum simples:
O jejum
consiste numa refeição completa e duas menores, que juntas são menos
que uma refeição inteira. Não é permitido comer entre as refeições, mas
líquidos podem ser tomados. É permitido comer carne em dia de jejum
simples. Os dias de jejum simples são: segundas, terças, quartas e
quintas-feiras da Quaresma. [Cânon 1252/3]
Todos eram vinculados à lei do jejum a partir dos 21 até os 60 anos.
Dias de abstinência:
A
abstinência consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue
quente, molhos ou sopa de carne nos dias de abstinência. A abstinência
era em todas as sextas-feiras, a não ser que fosse um Dia de Guarda
[cânon 1252/4]. A lei da abstinência vinculava a todos que tinham
completado 7 anos de idade. [Cânon 1254/1].
Dias de jejum e abstinência:
O jejum
e abstinência consistem numa refeição completa e duas refeições menores
que juntas são menos que uma refeição inteira. Não era permitido comer
carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne. Não era
permitido comer entre as refeições, embora bebidas pudessem ser tomadas.
Esses dias eram: quarta-feira de cinzas, toda sexta e sábado da
Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Temporas, Vigília de Pentecostes, Assunção, Todos os Santos e Natal. [Cânon 1252/2]
Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são Quartas e Sábados.
Fonte: The year of Our Lord Jesus Christ 2009, The Desert Will Flower Press
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O Carnaval - Santa Margarida Maria Alacoque
"Era dos últimos dias de carnaval; toda a galharda juventude da aldeia entregava-se a alegres folguedos. Enquanto reboavam na praça publica o canto e a música, propôs-lhe o irmão que se permutassem as roupas e se mascarassem. Margarida, que ainda não tinha completado cinco anos, opôs-se terminantemente e afastou-se do irmão, dizendo que aquilo podia ofender a Deus.A esta delicadeza de consciência unia um amor ardente pela oração e pela solidão, e precoces instintos de penitencia, tais que enchiam de maravilha a quantos a rodeavam. Rezar e sofrer eram as supremas aspirações da sua alma virgem" (A Esposa do Sagrado Coração de Jesus - História da sua Vida - P. Beltrami - 2ª ed. brasileira).
Numa noite de carnaval vestiu-se luxuosamente para tomar parte num festim, ao qual muitas das suas companheiras a haviam convidado. De volta, quando estava para se deitar, apareceu-lhe Jesus no mistério doloroso da sua flagelação, todo desfigurado pelos açoites, com o corpo ensangüentado, o semblante pálido e macilento, os lábios crestados pela sede e os divinos olhos cheios de lágrimas; e, depois de a haver fitado com olhar severo: «Filha cruel, disse-lhe, vê a que estado me reduziram as tuas vaidades! Tu estás perdendo um tempo infinitamente precioso de que deve-verás prestar rigorosas contas; atraiçoá-me e me persegues, depois de eu te haver dado tantas provas do meu amor» (A Esposa do Sagrado Coração de Jesus - História da sua Vida - P. Beltrami - 2ª ed. brasileira).
Numa noite de carnaval vestiu-se luxuosamente para tomar parte num festim, ao qual muitas das suas companheiras a haviam convidado. De volta, quando estava para se deitar, apareceu-lhe Jesus no mistério doloroso da sua flagelação, todo desfigurado pelos açoites, com o corpo ensangüentado, o semblante pálido e macilento, os lábios crestados pela sede e os divinos olhos cheios de lágrimas; e, depois de a haver fitado com olhar severo: «Filha cruel, disse-lhe, vê a que estado me reduziram as tuas vaidades! Tu estás perdendo um tempo infinitamente precioso de que deve-verás prestar rigorosas contas; atraiçoá-me e me persegues, depois de eu te haver dado tantas provas do meu amor» (A Esposa do Sagrado Coração de Jesus - História da sua Vida - P. Beltrami - 2ª ed. brasileira).
"Certa vez, em tempo de Carnaval... Ele (Jesus) se me apresentou na figura de um ECCE HOMO (“Eis aqui o homem” Jo 19,5), carregando sua Cruz, todo coberto de chagas e contusões e brotando, de todo o seu corpo, seu Sangue adorável. Com uma voz dolorosamente triste, dizia:"Não haverá ninguém que tenha piedade de Mim e queira compadecer-se e tomar parte em minha dor vendo o lastimoso estado em que Me põem os pecadores, sobretudo neste tempo de Carnaval?" Prostrando-me aos seus sagrados pés, ofereci-me a Ele, com lágrimas e suspiros. Colocou sobre os meus ombros aquela pesada Cruz , toda eriçada de pontas de pregos, e sentindo-me sucumbida sob o seu peso, comecei a compreender melhor a gravidade e malícia do pecado, a qual sentia tão vivamente no meu coração, que teria preferido mil vezes precipitar-me no Inferno a cometer voluntariamente um único pecado. “Maldito pecado – disse – que detestável és, pela injúria que fazes a meu soberano Bem!” (Santa Margarida Maria, Autobiografia, capítulo 9).
“Parecia-me que me cravavam em uma cruz dolorosíssima, na qual sofri tanto que dificilmente poderia explicar e nem conhecia a mim mesma, sobretudo nos três últimos dias de Carnaval, nos quais acreditei que estava próximo o meu fim” (Carta de Santa Margarida Maria à Madre Saumaise – n° 62 – em Março de 1687).
“Meus sofrimentos são tais que acreditava que ia morrer em cada momento, embora já tivessem sido anunciados por este caritativo Coração. Creio que me fez o seguinte pedido: ‘Se queria acompanhá-Lo na Cruz durante este tempo (de Carnaval) em que está tão abandonado pelo empenho que todos tem de divertir-se, e pelas amarguras que me faria sentir, poderia eu, em algum modo, suavizar as que os pecadores derramam sem cessar em seu Sagrado Coração; que devia, sem cessar, gemer com Ele para alcançar misericórdia, a fim de que os pecados não chegassem ao cúmulo, e Deus perdoasse os pecadores pelo amor que tem a este amável Coração, que não cessa de consumir-Se pelo amor que tem aos homens.” (Carta 97 de Santa Margarida Maria à Madre Saumaise)
“Durante os três dias de Carnaval, queria fazer-me em pedaços para reparar os ultrajes que fazem sofrer os pecadores à Sua Divina Majestade; e enquanto me era possível, os passava jejuando a pão e água, dando aos pobres o que recebia para meu alimento.” (Santa Margarida Maria, Escritos Autobiográficos – Tejada SJ – 2ª Edição, p.99).
“Meu Reverendo Padre: Nosso soberano Dono Se dignou infundir-me muito consolo com a leitura de vossa carta, depois de ter-me proibido de lê-la por muito tempo, por causa de certo impulso demasiado impetuoso que me tinha vindo de buscar nela consolo no sensível e doloroso estado de sofrimento em que Ele me havia colocado durante o Carnaval. Ofendem-No e O abandonam tantos pecadores! Parece-me que de tal modo é este o meu tempo de dor e amargura que não posso ver nem gostar de outra coisa do que ao meu Jesus sofredor e abandonado. Compadeço-me de Suas dores e penetra-me tão vivamente com elas o Seu Coração adorável que não conheço mais a mim mesma.” (Carta 135. de 17/1/1690, o.cit. pg. 471).
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