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sexta-feira, 18 de março de 2016
sábado, 30 de maio de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
domingo, 21 de setembro de 2014
Somos Católicos
Católicos tradicionalistas assistindo a uma Missa Tradicional
durante a Segunda Guerra Mundial?
Não, apenas católicos assistindo À
Missa durante a Segunda Guerra Mundial.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Posições controversas? Entrevista com Dom Williamson
Esta entrevista é um dos resultados de quatro dias de conversação com o Bispo Richard Nelson Williamson quando era o reitor do Seminário da Fraternidade São Pio X, Nuestra Senora Corredentora, em La Reja, na Argentina.
Ao longo dos anos o Bispo Williamson explorou muitas questões relacionadas com a invasão da cultura anticatólica que nos rodeia. Muitos leram as cartas, mas poucos sabem muito sobre ele.
P- Vossa Excelência, por que suas palavras dividem tanto as opiniões?
R - Porque esse personagem Williamson é um dinossauro militante, não contente em ser extinto. Ele há muito tempo já chegou à conclusão de que o mundo moderno está muito errado. Mas o mundo moderno surgiu porque muitas pessoas acreditaram (e ainda acreditam) nele. Então, se ele se recusa a acreditar nele, não admira que haja um confronto.
P - Eu admito que costumava ser muito difícil para mim ouvir o que o senhor tinha a dizer. Eu não podia suportar as suas ideias, Vossa Excelência, nos meus primeiros anos de Tradição. Mas quanto mais eu aprendi mais sobre a minha fé e sobre a crise, mais eu percebi que eu não estava vendo o quadro inteiro, como o senhor estava.
A entrada da Wikipedia sobre Richard Williamson é uma verdadeira ladainha das posturas controversas de Williamson, com uma imagem encantadora de Julie Andrews em seu filme favorito. Deixe-me pedir breves relatos de suas ideias mais controversas:
Mulheres e calças
O Bispo de Castro Mayer disse que calças são piores nas mulheres do que as minissaias porque minissaias atacam apenas o homem inferior através da sensualidade, enquanto que as calças das mulheres atacam a parte superior do homem por perverter a própria ideia de mulher, colocando-a em roupas masculinas.
Cada vez que uma mulher coloca uma saia ou calça ela reconhece em si mesma, consciente ou inconscientemente, a diferença entre as duas para sua psique. São as mulheres que me dizem isso. É lógico.
Mulheres e Faculdade
Universidades verdadeiras são para ideias.
Meninas verdadeiras não são para ideias.
Meninas verdadeiras não são para universidades verdadeiras.
Isso levanta a questão, o que é verdadeiro para meninas?
Ser mãe, seja física ou espiritual. Em seu sentido mais amplo e nobre. A maternidade é sagrada. É o futuro da humanidade. A Mãe de Deus é a glória do Catolicismo.
Alegado antissemitismo
Só um tolo é contra os judeus, simplesmente porque eles são judeus. Deve haver pouquíssimos diretores de seminários católicos tradicionais, que tenham convidado, como eu fiz uma vez, um rabino judeu para palestrar para seminaristas. Por outro lado, apenas um católico que não entende a sua fé não é contra os inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu sou contra judeus ou gentios, que são inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Maçonaria
A Maçonaria é uma organização secreta que tem sido repetidamente condenada pelos Papas Católicos em seu juízo perfeito, porque desde o início ela foi projetada para subverter a Igreja Católica. Há alguns maçons, talvez haja muitos deles, que não sabem que este é o propósito profundo da Maçonaria, e que deixariam de ser maçons se soubessem. No entanto, os Papas Católicos sempre souberam disso.
A Noviça Rebelde (The Sound of Music)
É subversivo. Por exemplo, Julie Andrews interpreta uma gatinha sexy que é uma irmã para filhas de seu marido, em vez de ser mãe, entre outras coisas. Em última análise, A Noviça Rebelde é uma apresentação falsa sobre maternidade, paternidade, família, autoridade, vida. Há mais, mas isso é suficiente.
Tecnologia
Em teoria, a tecnologia é um instrumento neutro aberto para ser usado para o bem ou para o mal, mas na prática, hoje em dia desempenha um papel enorme no materialismo do homem moderno, pois o homem moderno seria muito melhor espiritualmente, se ele não tivesse as tentações e distrações da tecnologia, especialmente dos eletrônicos.
Diz-se que o dino-bispo Williamsorus Rex, é excessivamente pessimista. Uma das cartas do padre Le Roux do Seminário mencionou recentemente que não somos uma religião de pessimismo ou otimismo, porque a virtude da Esperança supera tais ideias transitórias. Então deixe-me enquadrar a próxima série de perguntas para o senhor nos dizer onde vê esperança, e onde precisamos melhorar.
Famílias e Pais
Sempre que há famílias com grande número de crianças, algo está dando certo, de acordo com o plano de Deus. Quanto mais as famílias se expõem à tradição católica, mais vemos famílias numerosas no mundo.
No entanto, muitos pais mais jovens precisam pensar sobre o quanto mais eles precisam fazer a fim de garantir a salvação eterna de todos (leia-se: todos) os membros de sua família.
Mães
Quando eu costumava visitar os EUA, para a Crisma, eu via regularmente jovens mães com várias crianças pequenas. Estas mães eram, obviamente, femininas, felizes, e mulheres realizadas.
No entanto, mais e mais moças precisam receber ajuda para perceber que a sua verdadeira felicidade está na maternidade, com todos os seus vínculos e obrigações.
Adolescentes
Existem poucos pais de família que dão suficiente bom exemplo de levar a sua religião a sério para evitar que os meninos se afastem da prática de sua religião, como muitos o fazem, quando chegam aos 13, 14, 15 anos de idade.
No entanto, mais pais precisam manter os seus meninos longe de eletrônica ao lidar com o mundo real, em qualquer modo, tamanho ou forma. Além disso, os pais devem manter o difícil equilíbrio entre deixar seus meninos se contaminar pelo mundo e mantê-los em uma bolha de superproteção a qual os meninos são obrigados a estourar. Nenhum garoto digno desse nome quer viver na artificialidade, mesmo numa artificialidade piedosa.
Escolas
Nossa esperança aqui é a própria existência de escolas católicas tradicionais. É uma espécie de milagre que elas existam.
No entanto, as escolas católicas de hoje devem manter o mesmo equilíbrio difícil como os pais, ou seja, entre superproteger as crianças do mundo de hoje e desprotegê-las, o que naturalmente causa danos incalculáveis aos seres humanos em seus anos mais jovens e vulneráveis. Ninguém finge que é um equilíbrio fácil de manter. Uma fé forte é necessária.
Paróquias
Como a família é a unidade básica da natureza, a paróquia é a unidade básica do sobrenatural. É encorajador ver quase-paróquias crescerem ao redor da Verdadeira Missa, em todo o mundo. Mas estas quase-paróquias sofrem grandes dificuldades de distância, podendo apenas se encontrar no domingo, e assim por diante. Assim, o sacerdote que garante uma missa dominical sabe que deve fazer o que puder para construir uma família sobrenatural em torno da Missa
Ambiente de trabalho
Em primeiro lugar, os homens devem, na medida do possível, ficar de fora do ambiente de trabalho de hoje. E as mulheres devem ficar em casa, onde esses homens devem fomentar e amar a maternidade de suas esposas.
Quanto aos homens, que devem estar no ambiente de trabalho de hoje, eles devem, pelo menos, perceber de quantas maneiras este ambiente é prejudicial ao seu bem-estar espiritual, e eles devem sabiamente agir da forma mais evasiva possível.
Mais e mais mulheres estão querendo ficar em casa. Isso é definitivamente esperançoso. Mas para isso tanto o pai quanto a mãe devem desejar e amar crianças. Porque, sem filhos, a mãe é susceptível de ser insuficientemente empregada em casa, e insuficientemente respeitada para ficar em casa.
Quanto aos homens, o desejo de fugir da cidade grande e moderna é certamente um sinal de sanidade. Se eles podem fazê-lo é outra questão.
Modos de vida
Muitos católicos tradicionais estão começando a ver a artificialidade radical da maneira suburbana [1] de vida. Isso é esperançoso.
Em termos gerais, a grande cidade moderna e subúrbios são ambiente totalmente anticatólicos. Em termos gerais, quanto mais uma família puder se manter afastada dos eletrônicos e retornar à natureza, ou o campo, melhor. No entanto, um retorno ao campo e à vida do campo, que é muito mais saudável para as crianças, precisa ser bem pensado e planejado de antemão, se é para ter sucesso e não falhar em seu propósito.
Um grande tema que o senhor fala muitas vezes é os “1950 ismos”. O senhor pode definir esse termo para os nossos leitores que não o conhecem?
É o tipo de catolicismo a partir da década de 1950 que nos levou ao colapso conciliar do Vaticano II. A aparência de religião sem a substância. Um sentimentalismo farisaico. Uma dieta espiritual de balas e doces. Como tentar viver de doces.
O antídoto é uma Fé forte que não quer fugir da realidade, a não ser para ir para o Céu. O Céu é real. Nenhum caminho irreal vai nos levar ao Céu real.
O senhor, como eu, acredita que o 11 de setembro foi um trabalho interno. Por que é tão difícil para os católicos tradicionais até mesmo ter a mente aberta para ouvir essa possibilidade? E o que o senhor diz sobre a acusação de que deve manter a questões religiosas e deixar de colocar questões laicas, neste caso, o assassinato de 3.000 civis, para leigos?
Bem, para responder a sua última pergunta, qualquer questão humana é essencialmente uma questão religiosa, e o 11 de setembro foi um trabalho tremendo feito nas mentes e vontades humanas.
Para a primeira pergunta, eu responderia que o 11 de setembro causou uma grande mudança no pensamento mundial. Pessoas foram movidas numa direção globalista. Então, deve-se examinar em primeiro lugar se o 11 de setembro foi uma fraude global, e se foi, então deve-se examinar se é produtivo ou contraprodutivo dizer isso.
No entanto, mesmo para começar a examinar os fatos, devemos divagar. Isto porque, para muitos queridos americanos, sua religião verdadeira é o seu governo. Para tais americanos, o 11 de setembro não pode ser uma fraude porque o seu governo maravilhoso não poderia fazer uma coisa dessas com eles!
Mas como poderia um governo secular se transformar em religião de um povo?
Porque os Estados Unidos estão unidos pela liberdade religiosa, o que significa que todas as religiões particulares contradizendo umas às outras não são sérias, nenhuma delas, deixando como fonte de unidade e da salvação da nação apenas seu governo secular. A liberdade religiosa é o porquê de muitos americanos tratarem o seu governo como a sua verdadeira religião, e por isso é claro que não podem lidar com a noção de o 11 de setembro ser uma fraude global.
O famoso político conservador-liberal do século XVIII na Inglaterra, Edmund Burke, foi um caso semelhante?
Sim, ele também queria glorificar uma revolução nacional, a chamada Revolução Gloriosa de 1688. Mais tarde, ele condenou a Revolução Francesa de 1789, mas o deslizar de um para o outro era inevitável, a menos que as almas se voltassem para o verdadeiro Deus, ou seja, para o Catolicismo.
E o deslizar para o Anticristo é agora inevitável? Posso fazer alguma coisa para impedi-lo?
Você e eu podemos abrandar o deslizar, permanecendo fiéis a Deus, mas pelas Escrituras, sabemos que o deslizar moderno termina com o Anticristo. O globalismo está em marcha. Mais rápido do que nunca.
Voltando à ideia do campo, no sermão do Arcebispo [Lefebvre] por seu jubileu sacerdotal na Festa de São Pio X, de 1979, em Paris, ele é citado como dizendo (e aqui estou citando a biografia de Tissier de Mallerais, p. 513) que as famílias deveriam “fazer a escola em casa, se possível, e voltar para o campo, que é saudável, aproxima de Deus, equilibra temperamentos, e nos encoraja a trabalhar”. Algumas pessoas disseram que esta citação “é fora de contexto”, mas dada a forma que o Arcebispo favoreceu o ambiente rural em Êcone, alguém pode seriamente sustentar que o Arcebispo não defendia regressar ao campo sempre que possível? E em que contexto isso poderia ser colocado como tendo um significado diferente?
Obviamente, o Arcebispo quis dizer o que disse. Inúmeros pensadores sérios, e não apenas católicos, têm entendido o quanto a grande cidade moderna é prejudicial para os seres humanos que vivem vidas humanas, quanto mais para chegar ao Céu.
O Arcebispo está apenas dizendo o que é o senso comum para qualquer um que tenha pensado sobre o assunto. Mas é claro que é um tanto exigente de bom senso. É por isso que alguém pode inventar uma desculpa conveniente para sair dela, como dizer que a citação está “fora de contexto”.
Em seguida ele diz “escola em casa quando possível”. Em uma entrevista com Bernard Janzen recentemente transcrita e publicada pela Angelus, o senhor foi citado como tendo dito que o ensino em casa é o segundo melhor. O senhor ainda se sente assim, e como pesa a sua resposta no contexto da citação do Arcebispo?
É muito simples. Três, dois, um.
O terceiro melhor ensino é o das escolas públicas corruptas em todos os lugares hoje. O segundo melhor é a pureza do ensino em casa [homeschooling]. O primeiro melhor ensino é o das boas escolas fora de casa, especialmente para os meninos.
Mas o que dizer do custo dessas boas escolas (se não houver bolsas de estudo ou ajuda financeira disponível)?
“A necessidade exige”, diz o provérbio. Se o papai não pode pagar por uma boa escola fora de casa, em seguida, a escola em casa torna-se a melhor opção. Infelizmente, boas escolas são sempre caras.
E ainda mais em uma época sem muitas Irmãs e Irmãos ensinando...
Verdade. No entanto, os católicos em eras passadas sempre fizeram sacrifícios enormes para a educação escolar de seus filhos, porque eles sempre souberam sua importância.
“The Restoration of Christian Culture” [“A Restauração da Cultura Cristã”] é o título de um livro do falecido Dr. John Senior que soa como um desafio assustador. No entanto, alguns defendem que tudo o que é necessário é ir a Missa e para tentar converter as pessoas, em vez de “resolver os problemas do mundo”, por exemplo, voltar para o campo. Como o senhor responde, Excelência?
A simples frequência a Missa obviamente não é o suficiente.
Se um homem se vê no meio de um pântano, ele tem duas perguntas:
1) Onde é que ele quer colocar o pé em seguida?
2) Em que direção fica a terra seca?
Estas duas perguntas não são a mesma coisa.
Praticidade imediata é uma coisa, o objetivo a longo prazo é outra. Talvez eu tenha que pisar imediatamente a sul, a fim de ir finalmente para o norte.
O senhor chamaria tal catolicismo mínimo uma mentalidade de ‘cerco bunker’ [2]?
As pessoas que só querem ir à missa e não fazem mais nada para catolicizar suas vidas não estão em uma mentalidade de ‘cerco bunker’, eu não acho que eles sequer sabem que estão sob cerco.
Elas ainda não perceberam o quão perigosa tornou-se a situação moderna. E como o ambiente moderno é sempre anticatólico.
Uma hora e meia no domingo não pode defender de 166,5 horas de ataque (24 horas por dia, 7 dias da semana - 1,5) .
Falando de cercos e bunkers, Excelência, e esta crise do Líbano que eclodiu recentemente?
Os israelenses fazer praticamente o eles querem, e o que eles querem não é justo. Se alguém quer dizer que é antissemita, que eles saibam que eu poderia muito bem ter dito a mesma coisa sobre os nazistas no início da 2ª Guerra Mundial, e os nazistas eram principalmente gentios.
Pensamentos finais, meu senhor?
Vigiai e orai, vigiai e orai,
Quinze Mistérios, todos os dias!
Entrevista publicada em 2009.
Original aqui.
__________________________________________
Notas da tradutora:
[1] No texto o subúrbio é referente aos Estados Unidos. No Brasil a palavra subúrbio refere-se a bairros afastados do centro da cidade, mas não propriamente áreas projetadas para residências, como acontece nos EUA. Lá o subúrbio é uma área mais afastada do centro da cidade, mas com quase nada de comércio, bastante artificial, onde as pessoas terminam tendo que trabalhar muito para manter um padrão de vida mais elevado. Por exemplo, como é distante, é preciso ter dois carros e sendo assim todos os gastos aumentam, fazendo com que muitas vezes as mulheres tenham que trabalhar fora para ajudar com as despesas. No fim das contas desfavorece a família, e por isso também é ruim.
[2] “Bunker”- construção para proteger as pessoas de ataques de bombas, feitas geralmente em áreas subterrâneas.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
Canonizações verdadeiras?
“O que o senhor acha da intenção do Papa Francisco” de “canonizar” João Paulo II e João XXIII na próxima primavera? Não é uma forma de “canonizar” o Vaticano II? E isso não levanta a questão da autoridade, uma vez que todos os manuais de teologia antes do Vaticano II ensinam que o Papa é infalível quando ele pronuncia uma canonização?” Essa foi a séria pergunta (ligeiramente modificada) feita a mim recentemente por um jornalista de Rivarol. Eu respondi o seguinte:
A determinação manifestada pelos chefes da Igreja Conciliar para canonizar os Papas conciliares demonstra a firme vontade dos inimigos (ao menos objetivamente) de Deus para terminar com a religião católica e substituí-la pela nova religião da Nova Ordem Mundial. Assim, a uma Neo-Igreja correspondem neo-santos a serem fabricados por um processo de canonização que tenha sido desmontado e “renovado”. Como sempre acontece com o modernismo, as palavras permanecem as mesmas, mas seu conteúdo é bastante diferente. Portanto, os católicos que têm a verdadeira Fé não precisam se preocupar nem um pouquinho se essas neo-canonizações são infalíveis ou não. Elas são provenientes da Neo-Igreja, que é uma imitação da Igreja Católica.
Mas então, o que é essa imitação? Essa é uma pergunta delicada, pois facilmente se é acusado de ser um “sedevacantista”, uma palavra que hoje em dia assusta as pessoas quase tanto como a palavra “antissemita”. Mas o que nós precisamos é nos concentrar na realidade e “julgar conforme a justiça, e não de acordo com a aparência”, como diz o Senhor (Jo VII, 24). Não devemos nos deixar enganar pelas aparências, por emoções ou por palavras. Hoje, por exemplo, as escolas não se tornaram centros de desaprendizagem em vez de aprendizagem, os hospitais lugares de matar em vez de curar, a polícia instrumento de opressão em vez de proteção, e assim por diante?
Assim, pelo que a Irmã Lúcia chamou de processo de “desorientação diabólica”, os clérigos têm se tornado agentes da mentira em vez da verdade. Eles permitiram que suas mentes e corações fossem tomados pelas ideias e pelos ideais da Revolução, aquele levante radical e universal do homem moderno contra o seu Deus e Criador. No entanto, esses traidores objetivos (que ainda podem ter a intenção em seus corações de estarem servindo a Deus – Jo. XVI, 2) ainda são religiosos no sentido de que ninguém mais do que eles está “sentado na cadeira de Moisés”, nas palavras de Nosso Senhor (Mt . XXIII, 2). O Papa está sentado lá.
Em outras palavras, a Igreja de imitação em questão é a Igreja ocupada não por homens que não são religiosos, mas por clérigos cujos corações e cabeças estão mais ou menos ocupados por uma nova religião, que não é absolutamente Católica. Mas note o “mais ou menos”. Assim como a podridão não toma uma maçã de uma só vez, assim a igreja de imitação, ou a Neo-Igreja, pode estar no processo de eclipsar a Igreja Católica, mas dentro dela ainda há alguns bispos, muitos sacerdotes e uma série de leigos que podem guardar a Fé Católica até agora.
Então, quando se trata das autoridades da Neo-Igreja, eu trataria a sua autoridade como se faz com um pai de família que ficou temporariamente louco. Não se presta mais atenção à sua loucura do que estar observando o momento em que essa chega ao fim. Mas nesse meio tempo não se deixará de amá-lo ou até mesmo de respeitar a autoridade intrínseca à sua paternidade. Então, que Deus me ajude.
Kyrie eleison.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
A Tradição: garantia do Bem
Tradução: Gederson Falcometa
Este artigo foi escrito pelo já falecido Padre
Giuseppe Pace em 1978, que depois foi publicado no volume Zibaldone (de Frei
Galdino da Pescarenico, Editiones Sancti Michaelis, pg. 42-45).
_________________________ ________________________
Muitos ingleses obedeceram aos seus bispos, e
tornaram-se Anglicanos, primeiro cismáticos e então, heréticos. Do mesmo modo
no tempo de Ário, muitos fiéis, obedeceram aos seus bispos e se tornaram
Arianos.
Eis porque não é possível meditar sobre a
obediência sem ter também presente a fidelidade.
Os Apóstolos se recusaram obedecer ao Sinédrio,
embora sendo o Sinédrio a suprema autoridade de todos os Judeus, e então também
dos Apóstolos: ”É preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (Atos V, 29).
Quando São Paulo, não apenas não se conformou a
conduta de São Pedro, apesar da mesma estar se tornando norma de conduta
universal, acolhida por personagens de primaria importância como São Barnabé:
mas precisamente porque estava para se tornar norma de conduta universal, com
inelutáveis consequências doutrinais, São Paulo resistiu em face a São Pedro “In faciem ei restiti, quia reprehensibilis erat” (Gal. II, 12).
É este o primeiro caso de um bispo, e qual bispo!, que se opõe
abertamente ao seu Papa, e qual Papa!
Se São Paulo, pro
Bono pacis, não houvesse se insurgido corajosamente contra São Pedro, uma
Igreja católica não desvinculada do Judaísmo teria morrido ao nascer, nós hoje,
se ainda cristãos, estaríamos sob o julgo da lei judaica, que Jesus em vão
teria tentado substituir com a sua nova lei.
O Senhor permitiu tal caso, e o quis
documentado na Sagrada Escritura, como aviso e exemplo para os seus fiéis, e
mais vezes ao longo do decorrer dos séculos na história da Igreja, os bispos e
Santos encontraram no dito episódio o paradigma da sua conduta sofrida, mas necessária e
providencial.
Um dos pecados mortais que segue ex ipsa natura rei a
excomunhão dos Maçons é o juramento de fidelidade que esses devem fazer mais e
mais vezes, a cada novo grau da sua carreira, de obediência incondicionada as
ordens que lhes serão dadas do alto.
Prometer tal obediência a um homem, por mais que esteja revestido
de altíssima autoridade, é pecado intrinsecamente grave.
Incondicionadamente se obedece apenas a Deus.
Incondicionadamente se obedece apenas a Deus.
Assim, obedeceu Abraão a Deus, que lhe ordenava
imolar em sacrifício Isaque; assim obedeceu Nossa Senhora, uma vez que a
pergunta que ela dirigiu respeitosamente ao Arcanjo Gabriel não continha uma
condição, mas simplesmente uma oração para que lhe fosse concedida a luz
necessária afim de iluminar-lhe ao menos os primeiros passos do novo caminho,
que aceitou seguir sem outro percorrer, segundo a manifesta divina vontade.
Eis porque nas próprias fórmulas de emissão dos
votos religiosos se declara explicitamente de prometer obediência aos comandos
conforme as Regras aprovadas pela Santa Sé.
Todo outro comando do superior não conforme as
ditas Regras são abusivas, e a obediência em tal caso não é virtude religiosa,
mas covardia, se não até mesmo cumplicidade no mal.
Disto segue-se que a obediência “cega”,
entendendo por cega àquela que não quer se dar conta da autoridade da ordem,
não é virtude, nem religiosa, nem cristã e nem humana.
Mesmo para obedecer a Deus é preciso se dar conta de olhos bem abertos que a ordem derive de Deus: São José obedece ao Anjo porque foi certo que se tratava de um anjo e não de um fantasma de sonho natural.
Mesmo para obedecer a Deus é preciso se dar conta de olhos bem abertos que a ordem derive de Deus: São José obedece ao Anjo porque foi certo que se tratava de um anjo e não de um fantasma de sonho natural.
Por isto se deve refletir seriamente sobre o conteúdo de uma ordem
incomum, dada pela autoridade subalterna, que é outra autoridade em respeito
àquela de Deus.
Mesmo hoje, de fato, não faltam lobos ávidos
travestidos de pastores que, exigindo obediência para as suas disposições,
distanciam a grei da fidelidade a santa Tradição, e então da Fé, começando a
separar aos poucos os fiéis das tradições litúrgicas, mesmo das mais
sacrossantas, quais a própria Missa apostólico-romana.
É esta a via percorrida por todos os
heresiarcas e por todos os fautores de cismas.
Não podemos nos surpreender se lhes vemos a
obrar sob os nossos olhos: já São Paulo o avisava aos presbíteros de Éfeso: “Ego scio quoniam intrabunt post discessionem
meam lupi rapaces in vos non parcentes gregi. Et ex vobis ipsis exsurgent
viri loquentes perversa, ut abducant discipulos post se.- Sei que
depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não
pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir
doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos.” (Atos, 20, 29-30) .
Talvez percebam que certas ordens estão
ultimamente contrariando a santa lei de Deus pelos frutos amargos que vão
produzindo.
Ao menos então, depois de tal constatação, devem recusar lhes obediência, mesmo se está atitude nos impõe ir contra a corrente, e se ir contra a corrente é incomodo, difícil, nos expõe a censura, ao isolamento e a condenação aberta.
Ao menos então, depois de tal constatação, devem recusar lhes obediência, mesmo se está atitude nos impõe ir contra a corrente, e se ir contra a corrente é incomodo, difícil, nos expõe a censura, ao isolamento e a condenação aberta.
Será uma prova de que, graças a Deus, estamos
vivos: jamais se viu um peixe morto indo contra a corrente.
Todavia, não será por isto que seremos
autorizados a considerar culpado o superior que a ordenou. Pode
acontecer, de fato, que lhe tenha dado por ignorância e então por zelo mal
aconselhado. Se, porém, não veem retificadas ou revogadas, nem mesmo quando
aparecem manifestos os frutos da ousadia que produzem, então, nos será difícil
desculpar o superior que lhe foi a causa.
Se, no entanto ele também esteja com culpa, nós
não podemos saber com certeza: devemos nisto entregar tudo ao juízo de Deus, e
rezar para que Deus envie a quem de razões a luz necessária, e trabalhar com
todas as nossas forças para deter o mal do qual nos podemos defender.
É claro que até quando a legalidade, mesmo que aparente, trabalha
para o mal não se poderá trabalhar para o bem a não ser agindo fora da
legalidade.
Tal foi o caso de muitos Mártires.
Tal foi o caso de muitos Mártires.
Às vezes pode acontecer que baste falar ao
superior, para que este perceba como estão as coisas e retifique uma
ordem errada ou sem mais, a revogue. Se acreditarmos que a nossa palavra é
suficiente para tanto, temos o dever de dizê-lo, em tempo devido, evitando
colidir, sem o ar e o animo de querer repreender, mas apenas para iluminar.
Outras vezes a ordem pode ser irracional, mas
segui-la não comporta nem ofensa a Deus nem perigo para as almas.
Então, se consideramos inútil a nossa palavra
para que ela seja revogada, a executaremos, unindo-lhe a penitência, que
comporta a execução de uma fadiga inútil, a Paixão do Senhor, e seguros que de
tal modo se tornará uma fadiga útil, utilíssima, e lhe derivará por fim um bem.
Plantaremos então os repolhos de cabeça para
baixo?
Certamente, e com obediência interna.
Que quero dizer?
Que nos convençamos que plantá-lo de tal modo seja demonstrado o modo cientificamente melhor para ter o máximo rendimento?
Que nos convençamos que plantá-lo de tal modo seja demonstrado o modo cientificamente melhor para ter o máximo rendimento?
Não, certamente; mas que o divino Redentor, a
qual obediência associamos a nossa, saberá obter da execução daquela ordem
errada um bem maior daquele que teríamos obtido se houvéssemos obtido a
revogação da mesma.
Eis a adesão interna!
Não a irracionalidade do comando, mas a execução do mesmo qual
como complemento da Paixão redentora do Senhor.
Mesmo a obediência do Senhor, enquanto
obediência aos seus inimigos, aos seus crucificadores, foi obediência a toda
uma série de ordens injustas, e por isso muitas vezes irracionais: e todavia
qual fruto lhe derivou!
Mesmo no caso dos repolhos plantados de cabeça para baixo, uma
obediência cega, isto é uma execução puramente mecânica, esta fora de questão:
resta uma obediência duplamente vigente, que se vê com o olho da razão e com o
olho da fé, que age a luz da razão e a luz da fé.
Que dizer das normas dadas a qualquer
comunidade ad experimentum ?
O experimento se faz para saber se uma certa
norma é apta ou ao mesmo favorece a perseguição de um certo bem.
Não tem ainda por objeto o bem comum certo, por
isso não pode ser objeto de lei e a norma que o prescreve não pode ter caráter
de lei.
De fato, diz-se lei daquele ordenamento conforme a reta razão
promulgada pela legítima autoridade, tendo por objeto certo bem, isto é,
certamente adequado ao bem comum.
Ora, dita certeza falta até quando o
experimento não tenha dado êxito positivo. Somente depois disso poderá se
tornar lei. Antes disso não se pode impô-lo a comunidade enquanto tal: se pode
propô-lo a qualquer voluntário, disposto a fazer a cobaia do experimento na
esperança de contribuir em certo modo para o bem comum, pelo menos evitando à
comunidade as consequências da adoção de uma norma danosa.
De qualquer modo, se deverá solicitar ao fim do
experimento, seja porque é mais difícil ver em uma disposição havendo
caracteres de experimento a vontade de Deus significada, especialmente se dita
disposição aparece em contraste com as normas tradicionais, nas quais ele tinha
visto e venerado até então; seja porque ninguém pode aspirar a embarcar-se em
uma barca ainda sob experiência, e que, portanto, não se sabe se irá navegar ou
naufragar.
Não só uma norma em experiência e em
vista de ser adotada como lei, mas a própria lei, tendo como objeto um bem
verdadeiro e indubitável, se si apresenta como nova, levanta desconfiança e
repugnância; enquanto uma norma tradicional, e tornada portanto costume, suscita
confiança e docilidade espontânea.
Por isto toda mudança de lei constituí um trauma no corpo social a evitar-se o quanto possível, como se busca de evitar uma intervenção cirúrgica perigosa, até quando não se apresente como absolutamente indispensável.
Por isto toda mudança de lei constituí um trauma no corpo social a evitar-se o quanto possível, como se busca de evitar uma intervenção cirúrgica perigosa, até quando não se apresente como absolutamente indispensável.
Por isso mesmo, somente quando a lei antiga se
revelasse gravemente danosa ao corpo social, de tal modo a desagregar-lhe a
estrutura, subvertendo aquela ordem que deveria constituir; e a suscitar sérias
inquietudes e depois abertas rebeliões generalizadas também por parte dos mais
observadores; só então seria ab-rogada.
Que se depois de qualquer ab-rogação de uma lei antiga se
manifestasse no corpo social um mal estar qualquer antes desconhecido, ou um
mal estar já existente e que se queria mitigar e que ao invés recrudesceu de
modo alarmante, isto indicaria que a dita ab-rogação não era necessária, que
foi feita de maneira inconsulta, que, portanto, juridicamente é nula:
consequentemente a antiga lei permanece ipso
facto se ipsa em
vigor, sem a necessidade de repromulgação formal.
A Tradição é garantia de bem; as inovações
participam muito amiúde em medida mais ou menos relevante da rebelião de
Satanás. Por isso Satanás odeia a tradição e impulsiona a inovações, difundindo
uma subdola infecção, muito contagiosa e causa de um irresistível prurido: o
prurido da reforma.
Aos seus mais íntimos, Satanás confia
abertamente os seus projetos e fala de reforma e de revolução; aos outras fala
simplesmente de “aggiornamento”. Aggionar-se quer dizer deixar o velho pelo
novo. Afim de que isto se concretize Satanás substitui as categorias de bem e
de mal, as categorias de novo e de velho. Bem é novo, porque novo, ainda que de
fato seja mal; mal é velho, apenas porque é velho, mesmo se de fato é bom e
ótimo. Assim, induzindo a aggiornar-se, induzindo a deixar o velho, induz-se a
sair do caminho e a fazer o mal.
Para não cair na “armadilha” de Satanás, é
preciso ter sempre presente que a lei de Deus é velha e muito antiga, é eterna!
E que os seus mandamentos, apesar de velhos e muito velhos, são a via
indispensável ao Paraíso. Qualquer outra lei, que não tenha razão de lei, e não
seja iniuria, deve
ser conclusão ou determinação da lei de Deus, e se não o é, é abusiva e vem de
Satanás.
Existem aqueles que exigem dos fiéis, do clero,
dos religiosos, uma conversão, que prefiro chamar metanóia, radical e
permanente; porque tal seria a vontade de Deus, expressa por João Batista lá
onde diz: “Convertei-vos e credes no Evangelho” (Marcos 1,5), e porque só de
tal modo se pode nos adaptar, come é de dever, aos tempos que mudam.
Mas João Batista pregava à conversão do pecado
a vida da graça, e não vice-versa, enquanto o adaptar-se aos tempos poderia
significar propriamente o contrário, se por tempo não se entende a simples
medida de um movimento, mas a história humana que se desenvolve no tempo.
De fato os pregadores da metanóia radical e
permanente miram a destruir nos corações o senso do pecado, a inculcar neles o
relativismo moral, que nega toda distinção entre bem e mal; a induzir as
pessoas a obedecerem a Satanás, príncipe do mundo e artífice último de todas as
ruindades que se cometem. Se apelam ao Evangelho para aparecer embaixadores de
Deus, e exigem obediência em nome de Deus, enquanto miram impor a todos o julgo
tirânico de Satanás.
Existem aqueles que exigem dos fiéis, do clero,
dos religiosos, uma conversão, que prefiro chamar metanóia, radical e
permanente; porque tal seria a vontade de Deus, expressa por João Batista lá
onde diz: “Convertei-vos e credes no Evangelho” (Marcos 1,5), e porque só de
tal modo se pode nos adaptar, come é de dever, aos tempos que mudam.
Mas João Batista pregava a conversão do pecado
a vida da graça, e não vice-versa, enquanto o adaptar-se aos tempos poderia
significar propriamente o contrário, se por tempo não se entende a simples
medida de um movimento, mas a história humana que se desenvolve no tempo.
De fato os pregadores da metanóia radical e
permanente miram a destruir nos corações o senso do pecado, a inculcar neles o
relativismo moral, que nega toda distinção entre bem e mal; a induzir as
pessoas a obedecerem a Satanás, príncipe do mundo e artífice ultimo de todas as
ruindades que se cometem. Se apelam ao Evangelho para aparecer embaixadores de
Deus, e exigem obediência em nome de Deus, enquanto miram impor a todos o julgo
tirânico de Satanás.
Somente a fidelidade a Santa Tradição nos permitirá subtrair-nos a
tal pesado e infame julgo, para conservar sobre as nossas costas aquele Daquele
que disse: “O meu julgo é suave, e o meu fardo é leve” - Iugum enim meum suave est, et onus meum leve
– (Mt. 11, 30).
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Sermão do II Domingo depois de Pentecostes - Pe. René Trincado
Pe. René Trincado - México
Tradução: Capela N. Senhora das Alegrias
Tradução: Capela N. Senhora das Alegrias
“Não os
estranheis se o mundo os odeia”. Com essas palavras começa a epístola de hoje
(1 Jo 3,13)
E disse
Nosso Senhor no Evangelho de São João: Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a
mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus.
Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos
odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o
seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. (Jo 15, 18 – 20).
São João
Crisóstomo comenta esta passagem evangélica dizendo que ser odiado do mundo é
uma prova de santidade; e que é de lamentar ser amado pelo mundo, porque isso
prova nossa perversidade. E São Gregório diz que a censura dos maus é a
aprovação de nossa vida.
Disse também
Nosso Senhor: Os odiarão todos os homens por causa do meu nome, mas o
que perseverar e estiver firme até o fim, esse será salvo (Mt 10, 22; Mc 13, 13)
E acrescenta: Bem
aventurados sereis quando os injuriarem e os perseguirem e dizendo todo mal
contra vós, mentindo, por minha causa. Exultai-vos e alegrai-vos, porque vosso
prêmio é muito grande nos céus, pois assim também perseguiram os profetas que
houveram antes de vós. (Mt 5, 11-12)
E no Evangelho
de São Lucas: Bem aventurados sereis quando os odiarem os homens, e os
expulsarem, e os ultrajarem, e rejeitarem vosso nome como mal por causa do
Filho do homem. Alegrai-vos naquele dia, e regozijai-vos; porque vosso prêmio
será grande no céu. (Lc 6,22-23)
Em 1988, Monsenhor
Lefebvre, com o fim de manter vivo o combate pela fé, a guerra contra o
modernismo imperante até hoje; se viu na obrigação de consagrar quatro bispos.
Os modernistas de Roma o excomungaram, junto a Monsenhor de Castro Mayer e os
quatro bispos consagrados. Se tratou – por certo – de uma sanção nula em razão
de sua total injustiça. Mas aos olhos do mundo ficaram excomungados.
Se cumpriam
brilhantemente as palavras de Cristo nestes homens: junto com o decreto de
excomunhão fulminado pelos hereges modernistas, se faziam credores do ódio de
todos os inimigos de Deus. Essa era uma prova paupável, a certidão de uma
predileção de Deus, como também um correlativo ódio particular do demônio. Essa
excomunhão era, portanto, uma imensa honra e um título de singular glória aos
olhos de Deus.
Morreram
Monsenhor Lefebvre e Monsenhor de Castro Mayer, passaram os anos, e, como
sabemos, as idéias a respeito foram mudando. Já não se olhou essa excomunhão de
maneira sobrenatural, como algo honroso em extremo, senão que se começou a
considerar de modo puramente humano: a excomunhão era um estigma, uma
ignomínia, um impedimento para que as almas se aproximassem da Tradição, um
obstáculo para os tratamentos com Roma, uma lepra ultrajante e espantosa que
nos condenava a viver excluídos e confinados.
Foi assim como,
no ano de 2009, a petição da Fraternidade, Roma liberal depos o “levantamento”
da dita sanção. Os modernistas tiveram a intenção, com ele, de realizar um ato
de “perdão aos culpáveis”, uma “remissão misericordiosa”.
Se cantou o Te
Deum e muitos na Fraternidade celebraram jubilosos este acontecimento. Era a
hora do crepúsculo. A congregação explorava caminhos novos. Se começava a
diluir a antiga santa intransigência de Monsenhor Lefebvre, ao tempo que se
consolidava um modo novo de relacionar-se com os modernistas destruidores da
Igreja, um proceder estranho cujas notas distintivas são a ambiguidade nas
palavras, a astúcia diplomática, o cálculo político, o sigilo e a covardia.
Caminhava e segue caminhando a congregação ao precipício, conduzida pelos que
buscam alianças adúlteras e acordos traidores. Mas esta é vossa hora, e
o poder das trevas (Lc 22, 53).
Estimados
fiéis: o que perseverar e estiver firme até o fim, esse será salvo. Estejamos
firmes. Que nada nem ninguém nos faça abandonar os princípios de Monsenhor
Lefebvre. Que nada nem ninguém nos separe da verdade. Que Deus nos faça sempre
fiéis a ela. Que nos conceda seguir o exemplo dos mártires que deram a vida por
negar-se a oferecer um só grão de incenso. Que nos dê sua graça para imitar a
resolução de homem como o Padre
Maldonado, cuja tumba se encontra a poucos
metros de nossa capela, cujos familiares estão aqui presentes: esse santo
sacerdote soube morrer por Cristo nas mãos destes filhos do diabo cujas
venenosas idéias inspiraram o fatídico Vaticano II, a maior calamidade em toda
a história da Igreja, da qual um dia não ficará nem uma só vírgula, quando Deus
purificar a sua Igreja.
![]() |
| Pe. Maldonado |
Não fomos
criados para a mediocridade, nem para a traição, nem para a covardia, nossa
vocação comum é a caridade ardente e combativa. Mas os covardes, os
incrédulos, os abomináveis, os homicidas, os fornicadores, os feiticeiros, os
idólatras e os mentirosos, terão sua parte no lago de fogo e enxofre (Ap.
21, 8) Que o Céu nos conceda a fé profunda, a abrasadora caridade e a fortaleza
heróica do P. Maldonado. Então seremos invencíveis. Então diremos como São
Paulo: tudo posso nAquele que me faz forte (Fil. 4, 13).
Ânimo!,
estimados fiéis, ânimo! Ânimo na batalha! Conservemos o posto de combate até o
fim! Animo porque é inevitável nossa vitória, a vitória de Cristo! Nos disse Nosso Senhor: no mundo tereis tribulações, mas ânimo!. Eu
venci o mundo. (Jo 16, 33)
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Carta de súplica ao Pe. Morgan e padres britânicos pelos fiéis do distrito
Fonte: SPES
Tradução: Ana Luara Rinaldi - Grupo Dom Bosco
Tradução: Ana Luara Rinaldi - Grupo Dom Bosco
21 de Maio de 2013
Estimado Padre Morgan, estimados padres,
Vos suplicamos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote e amante das almas, e em nome de sua Santíssima Mãe, e em nome de Monsenhor Lefebvre, e em nome de todos os santos ideais que os levaram à converter-se em Pastores de almas, ajudem a nossas almas agora, neste momento de necessidade.
A subversão da FSSPX
Desde há algum tempo, nos sentimos traídos por uma porção da FSSPX e deixados e abandonados pela falta de resposta da outra porção. A direção da FSSPX está seguindo voluntariamente uma nova direção e uma nova agenda: refazer a Fraternidade à sua própria imagem e com temerário desprezo pelas almas que a Divina Providência colocou sob seu cuidado. Cada mês, algumas vezes por semana, novas evidências surgem do liberalismo na cabeça da Fraternidade, o qual desce até seus membros de menor classe e por fim aos fiéis. Não escutamos nem sequer uma só explicação convincente, nada que tranquilize nossas mentes, ainda que não é raro que Menzingen ou o DICI façam "aclarações" proclamando que Mons. Fellay foi mal interpretado de algum modo.
O que nos preocupa especialmente é que vemos que a nova direção está agora oficialmente arraigada na FSSPX. Recentemente comprovamos o liberalismo de Mons. Fellay na forma de uma "Declaração Doutrinal" modernista, uma declaração de sua própria posição doutrinal apresentada à Roma com sua assinatura e supostamente também representando-nos, nós os fiéis da FSSPX. Entre outras coisas, agora podemos ver que Mons. Fellay aceita a legitimidade da nova Missa (Novus Ordo), à qual Mons. Lefebvre e a FSSPX sempre tiveram como ilegítima; aceita a idéia da colegialidade, contra a qual Mons. Lefebvre sempre lutou desde o concílio porque ia contra à noção do Magistério da Igreja, substituindo-a por algo como "democracia docente" realizada pelos bispos modernos; aceita a "hermenêutica da continuidade" e a idéia de que a Tradição e a Revolução podem ser consideradas como consistentes entre si; aceita todo o Código de Direito Canônico de 1983, do qual João Paulo II disse que era o Vaticano II transformado em lei e que inclui o cânon 844 o qual prevê dar-se os sacramentos a não-católicos; ele declara explicitamente que as modernas idéias diabólicas como o ecumenismo e a liberdade religiosa são reconciliáveis com o verdadeiro ensinamento da Igreja e com a Tradição; e finalmente declara explicitamente que o Vaticano II "ilumina e aprofunda... a vida e doutrina da Igreja".
Padres, os senhores podem ver tão claramente como nós que esta declaração doutrinal é um sério insulto a Deus Altíssimo, uma traição total à missão da Fraternidade fundada por Mons. Lefebvre. Também é uma traição pessoal a cada uma das almas que coloram sua confiança na FSSPX e que trabalharam para levanta-la e fortalece-la, e consequentemente, um insulto pessoal ao Arcebispo que, longe de aceitar a nova religião da igreja conciliar, declarou que: "Começa em heresia e termina em heresia, inclusive se nem todos seus atos são formalmente heréticos". Permita-nos recordar-te, Padre, que este documento em questão não é uma declaração descartável, uma má tradução, ou uma infeliz escolha de palavras feitas no calor do momento - teve meses para prepara-la, e uma vez entregue, se esperou dois meses para saber-se se havia sido aceita ou não. Este documento, ademais, é uma Declaração Doutrinal: seu propósito é declarar a doutrina. Se um declara algo, é de se esperar que se declare em público e não secretamente. Como pode haver uma doutrina secreta?
E também, já que é uma declaração de doutrina, isto é, é a declaração do que crê Mons. Fellay, é uma perfeita estupidez que ele diga que a "retirou" - como é possível que se possa "retirar" a doutrina? Se Mons. Fellay estava preparado para crer essas coisas recentemente, mas agora diz que "retirou" seu documento secreto já que saiu à luz, então podemos assumir que ele ainda crê no documento. Como foi apanhado traindo à Fraternidade, seria muito "otimista" até o ponto da irresponsabilidade temerária, crer que ele é um de nós outra vez. Nem ele nem seus aliados são confiáveis e pensamos que se os senhores são honestos consigo mesmo, devem admiti-lo.
Como permaneceremos fiéis à Tradição?
Juntando isto com todos os outros sinais do ano passado, especialmente o Capítulo Geral e suas escandalosas "Três Condições" (e as três "condições desejáveis" - que na realidade são "três coisas pelas quais não estamos preparados para lutar e portanto estamos felizes de perder"), estabeleceram a revolução na FSSPX, e com a desobediência do Superior geral no Capítulo de 2006, se legitimou a revolução e agora é a posição oficial da Fraternidade - isto é o que nós vemos agora: a revolução dentro da FSSPX estabelecida completamente no poder.
As idéias e não as pessoas são o que nos preocupa mais. E na pessoa de Mons. Fellay, do Pe. Pfluger e em grande número de Superiores e membros do Capítulo Geral, vemos novas idéias, as mesmas que odiamos e com as quais não queremos ter parte.
Não queremos estar abaixo da influência destes padres cujas idéias e posições doutrinais são tão diferentes às nossas, e também não queremos que haja nenhum risco ou perigo para a Fé ao continuar abaixo destes padres com os quais não estamos de acordo. Não podemos deixar de recordar estas simples mas perspicazes palavras de Mons. Lefebvre: são os superiores quem formam os inferiores, não o contrário.
Para nós está claro que a FSSPX é agora um barco que afunda. Os homens que têm a autoridade sobre ela são um problema, e não podem serem removidos de suas posições (a única oportunidade real para faze-lo foi o último Capítulo geral). O que atraiu as bênçãos de Deus até à FSSPX foi sua adesão fiel à Tradição e sua determinação a não comprometer-se com o modernismo. Agora isto está sendo fraudado pelos superiores oficialmente, estes atributos já se foram. Sua ausência é a diferença essencial entre a FSSPX de antes e a de hoje. Os bons padres que se opõem ao compromisso mas que permanecem dentro da Fraternidade, são bons apesar de estar nela e não por ela. Como os senhores não podem servir a dois senhores, devem perguntar-se: à qual FSSPX desejam permanecer fiéis? Ainda que os senhores permaneçam sem ser perturbados por Menzingen à comparação de outros, têm que estar ciente do que se passa em todo o mundo com a Fraternidade. Sendo este o caso, agora é só uma questão de tempo: mais cedo ou mais tarde se os senhores não escolheram permanecer fiéis à Tradição a custo de sua adesão à FSSPX, os senhores verão que escolheram permanecer membros da FSSPX à custa de sua fidelidade à Tradição.
Padres, por favor considerem: em seu juizo, Deus não os julgará como servidores fiéis pelo que os senhores disseram ou pensaram em segredo, mas sim pelo que os senhores falaram abertamente e pelas ações que empreenderam publicamente. Nós que somos seus fiéis esperamos já há um ano que o liberalismo se torne evidente. Não quisemos atuar precipitadamente. Pedimos que nos dirijam. Sem dúvida, se os senhores não o farão, nós partiremos com grande tristeza. Está claro que a situação somente pode piorar, e sob tais circunstâncias, não vemos outra alternativa que começar novamente. Podemos ter confiança no futuro, já que a única coisa que começará novamente seriam as estruturas administrativas. A Fé permanece, e isso é o que importa.
Se nós fizermos o correto, Deus nos ajudará, pois Deus ajuda àqueles que ajudam a si mesmos, como se diz o ditado. Vos suplicamos e vos imploramos que venham em nossa ajuda e não abandonem as almas que vos necessitam por uma falsa obediência aos superiores que nos vêem como um problema, no melhor dos casos, e com quem os senhores terão cada vez menos em comum.
Deus os abençoe e os pague pelos anos de trabalho, cuidando de nossas almas.
Gregory Taylor
Waltraud Taylor
Olivia Bevan
Jeremy Bevan
Susan Warren
Alun Rowland
Anna Thompson
Vos suplicamos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote e amante das almas, e em nome de sua Santíssima Mãe, e em nome de Monsenhor Lefebvre, e em nome de todos os santos ideais que os levaram à converter-se em Pastores de almas, ajudem a nossas almas agora, neste momento de necessidade.
A subversão da FSSPX
Desde há algum tempo, nos sentimos traídos por uma porção da FSSPX e deixados e abandonados pela falta de resposta da outra porção. A direção da FSSPX está seguindo voluntariamente uma nova direção e uma nova agenda: refazer a Fraternidade à sua própria imagem e com temerário desprezo pelas almas que a Divina Providência colocou sob seu cuidado. Cada mês, algumas vezes por semana, novas evidências surgem do liberalismo na cabeça da Fraternidade, o qual desce até seus membros de menor classe e por fim aos fiéis. Não escutamos nem sequer uma só explicação convincente, nada que tranquilize nossas mentes, ainda que não é raro que Menzingen ou o DICI façam "aclarações" proclamando que Mons. Fellay foi mal interpretado de algum modo.
O que nos preocupa especialmente é que vemos que a nova direção está agora oficialmente arraigada na FSSPX. Recentemente comprovamos o liberalismo de Mons. Fellay na forma de uma "Declaração Doutrinal" modernista, uma declaração de sua própria posição doutrinal apresentada à Roma com sua assinatura e supostamente também representando-nos, nós os fiéis da FSSPX. Entre outras coisas, agora podemos ver que Mons. Fellay aceita a legitimidade da nova Missa (Novus Ordo), à qual Mons. Lefebvre e a FSSPX sempre tiveram como ilegítima; aceita a idéia da colegialidade, contra a qual Mons. Lefebvre sempre lutou desde o concílio porque ia contra à noção do Magistério da Igreja, substituindo-a por algo como "democracia docente" realizada pelos bispos modernos; aceita a "hermenêutica da continuidade" e a idéia de que a Tradição e a Revolução podem ser consideradas como consistentes entre si; aceita todo o Código de Direito Canônico de 1983, do qual João Paulo II disse que era o Vaticano II transformado em lei e que inclui o cânon 844 o qual prevê dar-se os sacramentos a não-católicos; ele declara explicitamente que as modernas idéias diabólicas como o ecumenismo e a liberdade religiosa são reconciliáveis com o verdadeiro ensinamento da Igreja e com a Tradição; e finalmente declara explicitamente que o Vaticano II "ilumina e aprofunda... a vida e doutrina da Igreja".
Padres, os senhores podem ver tão claramente como nós que esta declaração doutrinal é um sério insulto a Deus Altíssimo, uma traição total à missão da Fraternidade fundada por Mons. Lefebvre. Também é uma traição pessoal a cada uma das almas que coloram sua confiança na FSSPX e que trabalharam para levanta-la e fortalece-la, e consequentemente, um insulto pessoal ao Arcebispo que, longe de aceitar a nova religião da igreja conciliar, declarou que: "Começa em heresia e termina em heresia, inclusive se nem todos seus atos são formalmente heréticos". Permita-nos recordar-te, Padre, que este documento em questão não é uma declaração descartável, uma má tradução, ou uma infeliz escolha de palavras feitas no calor do momento - teve meses para prepara-la, e uma vez entregue, se esperou dois meses para saber-se se havia sido aceita ou não. Este documento, ademais, é uma Declaração Doutrinal: seu propósito é declarar a doutrina. Se um declara algo, é de se esperar que se declare em público e não secretamente. Como pode haver uma doutrina secreta?
E também, já que é uma declaração de doutrina, isto é, é a declaração do que crê Mons. Fellay, é uma perfeita estupidez que ele diga que a "retirou" - como é possível que se possa "retirar" a doutrina? Se Mons. Fellay estava preparado para crer essas coisas recentemente, mas agora diz que "retirou" seu documento secreto já que saiu à luz, então podemos assumir que ele ainda crê no documento. Como foi apanhado traindo à Fraternidade, seria muito "otimista" até o ponto da irresponsabilidade temerária, crer que ele é um de nós outra vez. Nem ele nem seus aliados são confiáveis e pensamos que se os senhores são honestos consigo mesmo, devem admiti-lo.
Como permaneceremos fiéis à Tradição?
Juntando isto com todos os outros sinais do ano passado, especialmente o Capítulo Geral e suas escandalosas "Três Condições" (e as três "condições desejáveis" - que na realidade são "três coisas pelas quais não estamos preparados para lutar e portanto estamos felizes de perder"), estabeleceram a revolução na FSSPX, e com a desobediência do Superior geral no Capítulo de 2006, se legitimou a revolução e agora é a posição oficial da Fraternidade - isto é o que nós vemos agora: a revolução dentro da FSSPX estabelecida completamente no poder.
As idéias e não as pessoas são o que nos preocupa mais. E na pessoa de Mons. Fellay, do Pe. Pfluger e em grande número de Superiores e membros do Capítulo Geral, vemos novas idéias, as mesmas que odiamos e com as quais não queremos ter parte.
Não queremos estar abaixo da influência destes padres cujas idéias e posições doutrinais são tão diferentes às nossas, e também não queremos que haja nenhum risco ou perigo para a Fé ao continuar abaixo destes padres com os quais não estamos de acordo. Não podemos deixar de recordar estas simples mas perspicazes palavras de Mons. Lefebvre: são os superiores quem formam os inferiores, não o contrário.
Para nós está claro que a FSSPX é agora um barco que afunda. Os homens que têm a autoridade sobre ela são um problema, e não podem serem removidos de suas posições (a única oportunidade real para faze-lo foi o último Capítulo geral). O que atraiu as bênçãos de Deus até à FSSPX foi sua adesão fiel à Tradição e sua determinação a não comprometer-se com o modernismo. Agora isto está sendo fraudado pelos superiores oficialmente, estes atributos já se foram. Sua ausência é a diferença essencial entre a FSSPX de antes e a de hoje. Os bons padres que se opõem ao compromisso mas que permanecem dentro da Fraternidade, são bons apesar de estar nela e não por ela. Como os senhores não podem servir a dois senhores, devem perguntar-se: à qual FSSPX desejam permanecer fiéis? Ainda que os senhores permaneçam sem ser perturbados por Menzingen à comparação de outros, têm que estar ciente do que se passa em todo o mundo com a Fraternidade. Sendo este o caso, agora é só uma questão de tempo: mais cedo ou mais tarde se os senhores não escolheram permanecer fiéis à Tradição a custo de sua adesão à FSSPX, os senhores verão que escolheram permanecer membros da FSSPX à custa de sua fidelidade à Tradição.
Padres, por favor considerem: em seu juizo, Deus não os julgará como servidores fiéis pelo que os senhores disseram ou pensaram em segredo, mas sim pelo que os senhores falaram abertamente e pelas ações que empreenderam publicamente. Nós que somos seus fiéis esperamos já há um ano que o liberalismo se torne evidente. Não quisemos atuar precipitadamente. Pedimos que nos dirijam. Sem dúvida, se os senhores não o farão, nós partiremos com grande tristeza. Está claro que a situação somente pode piorar, e sob tais circunstâncias, não vemos outra alternativa que começar novamente. Podemos ter confiança no futuro, já que a única coisa que começará novamente seriam as estruturas administrativas. A Fé permanece, e isso é o que importa.
Se nós fizermos o correto, Deus nos ajudará, pois Deus ajuda àqueles que ajudam a si mesmos, como se diz o ditado. Vos suplicamos e vos imploramos que venham em nossa ajuda e não abandonem as almas que vos necessitam por uma falsa obediência aos superiores que nos vêem como um problema, no melhor dos casos, e com quem os senhores terão cada vez menos em comum.
Deus os abençoe e os pague pelos anos de trabalho, cuidando de nossas almas.
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