Assoc. Fronteira Católica: concilio vaticano ii
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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Atividades de julho: visita do Pe Joaquim FBMV e do seminarista Deivid Nass SAJM

 Conferência com o Pe. Joaquim FBMV no Paraguai: o Traditionis custodes e nossa posição

Conferência com o seminarista Deivid Nass em Santa Terezinha de Itaipu

Imposição do Escapulário do Carmo nas crianças

Santa Missa com o Pe. Joaquim FBMV

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Condição Patológica

Isabel, a Católica, a grande Rainha da Espanha, segundo um relato, encomendou certa vez uma pintura que mostrava um padre no altar, uma mulher dando à luz e um criminoso sendo enforcado. Em outras palavras, que cada um faça o que tem que fazer, e não outra coisa. Mas esses “Comentários” sugeriram semana passada que hoje as pessoas não estão sendo o que elas são: professores frequentemente não ensinam, médicos frequentemente não curam, policiais frequentemente não protegem, e – o pior de tudo, eu poderia ter acrescentado – padres frequentemente não estão sendo homens de Deus. Uma palavra moderna usada por um amigo italiano para descrever esse desajuste à realidade tão propagado hoje em dia é: “patológico”.  
 Agora, “patológico” é uma palavra pertencente a um jargão de psiquiatras que é propriamente conhecido como “psychobabble”, que se refere a palavras que se disfarçam de novinhas em folha, com muitas sílabas, mas que na verdade representam simplesmente as boas e velhas misérias da natureza humana decaída. Ora, os psiquiatras, eles mesmos irreligiosos, não podem resolver problemas de irreligiosidade, embora ao menos eles estejam, por assim dizer, tentando. Assim, a novidade do “psychobabble” serve pelo menos para sugerir que há algo sem precedentes nas misérias que têm se acumulado nos seres humanos desde os séculos passados até então, culminando na apostasia. Meu amigo escreve:-- 
 “A patologia pode significar uma doença ocasional ou congênita e, por extensão, um modo de ser anormal ou distorcido que, seja inato ou adquirido, se torna parte de uma constituição de um indivíduo. O mesmo conceito pode ser aplicado por extensão a um grupo de indivíduos ou uma sociedade. Desse modo, pode-se falar da patológica, ou seja, da doente, anormal, condição do mundo moderno. E independente de ser adquirida ou inata, não é vista como ela é pela pessoa ou pessoas relacionadas. Mais ainda, como elas a vêem como normal, a usam como um escudo, e mesmo se gabam dela. A anormalidade se torna normal e vice versa; esse é o drama do mundo moderno e do homem moderno.” 
Então nós devemos encontrar o padre negligenciando o altar, a mulher não dando à luz e os criminosos não sendo enforcados. Mas esse é exatamente o mundo em torno de nós – o “psychobabble” corresponde aos fatos! Assim, aqui está o que o mesmo amigo disse sobre como os católicos devem reagir à essa condição patológica do mundo moderno:
  “Os católicos precisam entender que nós estamos vivendo em uma situação sem precedentes em que todo o senso da realidade objetiva vem sendo continuamente perdido. Isso significa para a Igreja que os pontos de referência ainda válidos há 50 anos não mais se aplicam. Soluções diferentes são buscadas não só para que se tenha em conta a possibilidade de a desordem aumentar ainda mais, mas também para se permanecer elástico o suficiente a fim de se adaptar à situação que constantemente piora. Se então a doutrina é fundamental e decisiva, os católicos e os futuros sacerdotes devem ser ensinados doutrinariamente como esse fim dos tempos é único. Os Evangelhos falam-nos de sua vinda no futuro, mas eles estão conosco aqui e agora, e estão sujeitos a causar somente o pior, até o momento em que Deus disser que é suficiente.” 
Em resumo, séculos de apostasia crescente têm acumulado na raça humana uma recusa da realidade que pode ser chamada de “patológica”, e que está causando desconhecidos níveis de angústia nas pessoas, angústia não aliviada por um nível de prosperidade material igualmente sem precedentes. A Igreja Católica combateu essa apostasia, mas quando no Vaticano II ela desistiu do combate, a fantasia patológica tomou conta do mundo, e deu uma guinada em direção ao Anti-Cristo. O Arcebispo Lefebvre criou uma fortaleza de sanidade dentro da Igreja em ruínas, mas agora a mesma patologia está a caminho de tomar conta de sua Fraternidade.
 Professores, ensinem! Médicos, curem! Mulheres, dêem à luz! Padres, estudem tudo o que o Arcebispo disse e fez. E Rainha Isabel, por favor, rogai por nós. 

Kyrie eleison

sábado, 10 de agosto de 2013

Canonizações verdadeiras?


“O que o senhor acha da intenção do Papa Francisco” de “canonizar” João Paulo II e João XXIII na próxima primavera? Não é uma forma de “canonizar” o Vaticano II? E isso não levanta a questão da autoridade, uma vez que todos os manuais de teologia antes do Vaticano II ensinam que o Papa é infalível quando ele pronuncia uma canonização?” Essa foi a séria pergunta (ligeiramente modificada) feita a mim recentemente por um jornalista de Rivarol. Eu respondi o seguinte:
       A determinação manifestada pelos chefes da Igreja Conciliar para canonizar os Papas conciliares demonstra a firme vontade dos inimigos (ao menos objetivamente) de Deus para terminar com a religião católica e substituí-la pela nova religião da Nova Ordem Mundial. Assim, a uma Neo-Igreja correspondem neo-santos a serem fabricados por um processo de canonização que tenha sido desmontado e “renovado”. Como sempre acontece com o modernismo, as palavras permanecem as mesmas, mas seu conteúdo é bastante diferente. Portanto, os católicos que têm a verdadeira Fé não precisam se preocupar nem um pouquinho se essas neo-canonizações são infalíveis ou não. Elas são provenientes da Neo-Igreja, que é uma imitação da Igreja Católica. 
      Mas então, o que é essa imitação? Essa é uma pergunta delicada, pois facilmente se é acusado de ser um “sedevacantista”, uma palavra que hoje em dia assusta as pessoas quase tanto como a palavra “antissemita”. Mas o que nós precisamos é nos concentrar na realidade e “julgar conforme a justiça, e não de acordo com a aparência”, como diz o Senhor (Jo VII, 24). Não devemos nos deixar enganar pelas aparências, por emoções ou por palavras. Hoje, por exemplo, as escolas não se tornaram centros de desaprendizagem em vez de aprendizagem, os hospitais lugares de matar em vez de curar, a polícia instrumento de opressão em vez de proteção, e assim por diante? 
      Assim, pelo que a Irmã Lúcia chamou de processo de “desorientação diabólica”, os clérigos têm se tornado agentes da mentira em vez da verdade. Eles permitiram que suas mentes e corações fossem tomados pelas ideias e pelos ideais da Revolução, aquele levante radical e universal do homem moderno contra o seu Deus e Criador. No entanto, esses traidores objetivos (que ainda podem ter a intenção em seus corações de estarem servindo a Deus – Jo. XVI, 2) ainda são religiosos no sentido de que ninguém mais do que eles está “sentado na cadeira de Moisés”, nas palavras de Nosso Senhor (Mt . XXIII, 2). O Papa está sentado lá. 
      Em outras palavras, a Igreja de imitação em questão é a Igreja ocupada não por homens que não são religiosos, mas por clérigos cujos corações e cabeças estão mais ou menos ocupados por uma nova religião, que não é absolutamente Católica. Mas note o “mais ou menos”. Assim como a podridão não toma uma maçã de uma só vez, assim a igreja de imitação, ou a Neo-Igreja, pode estar no processo de eclipsar a Igreja Católica, mas dentro dela ainda há alguns bispos, muitos sacerdotes e uma série de leigos que podem guardar a Fé Católica até agora.
      Então, quando se trata das autoridades da Neo-Igreja, eu trataria a sua autoridade como se faz com um pai de família que ficou temporariamente louco. Não se presta mais atenção à sua loucura do que estar observando o momento em que essa chega ao fim. Mas nesse meio tempo não se deixará de amá-lo ou até mesmo de respeitar a autoridade intrínseca à sua paternidade. Então, que Deus me ajude.
Kyrie eleison.