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terça-feira, 15 de março de 2016
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Tutores para Tomates - Dom Williamson
COMENTÁRIO ELEISON CCXVII (10 de setembro de 2011)
Há pouco tempo, uma esposa e mãe me disse que estava tendo muitas dificuldades em falar com seu marido. Quase não podiam conversar sobre o que andava mal, sem terminarem muito nervosos um com o outro. Acertadamente ou não, percebi que seu problema vinha da negação universal, deliberada e diabólica do papel maravilhosamente complementar concebido por Deus para o homem e a mulher no matrimônio. Segue o que escrevi a ela. Me disse que a ajudou. Tomara que possa ajudar a outras. (Senhoras, NÃO penso que todo o problema esteja somente no seu lado!)
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| Família de Mons. Lefebvre |
Lamento que seu matrimônio passe por momentos ásperos.
Regra número um: nunca discuta, disputa com seu esposo na frente ou ao alcance dos filhos. Eles vêm primeiro. A senhora não poderá ajudar a família degradando (diminuindo) seu marido ou disputando com ele diante das crianças. Ao contrário.
Regra número dois: RESPEITE seu esposo, mesmo que ele nem sempre mereça. As mulheres se movem por amor, os homens pelo ego – uma enorme diferença. É por isso que São Paulo – PALAVRA DE DEUS – diz “Esposas obedeçam a seus maridos, maridos amem as suas esposas”. Enorme diferença! Em todo matrimônio onde o esposo demonstra amor por sua esposa e onde a esposa respeita a seu esposo, é normalmente onde achamos a essência de um matrimônio feliz. E se ele não demonstra amor pela senhora, ao menor faça-se digna de ser amada, o qual nunca acontecerá brigando com ele.
Custe o que custar, respeite o seu marido. Ele necessita do seu respeito mais do que necessita do seu amor. A senhora necessita do seu amor mais do que necessita do seu respeito. Obedeça a ele. Nunca demonstre que a senhora está dizendo o que ele tem que fazer. Faça com que ele decida fazer o que a senhora quer que ele faça. E, para a esposa, trabalhar fora de casa não é bom, especialmente se ela ganha mais do que ele. Se a senhora precisa ganhar dinheiro, e de fato ganha mais que ele, NUNCA demonstre. Disfarce este fato. Um homem necessita ver a si mesmo como sendo ele que ganha o pão, como cabeça da casa. A senhora é o coração, exatamente tão necessário para a família como é a cabeça, mas a senhora não é a cabeça. E se, às vezes, se vê obrigada a agir como a cabeça, não o demonstre, DISFARCE.
Me surpreenderia se a senhora não buscasse fazer seu matrimônio funcionar. Habitualmente depende da mulher adaptar-se ao homem e não o contrário. Provérbio russo – “Como a planta de tomate está para o tutor (pedaço madeira ao redor do qual a planta cresce), assim está a mulher para o homem”. Se ele não é um tutor, faça tudo o que pode para que o seja. E se ele não pode, então, novamente disfarce o fato. Deus faz com a adaptação seja mais fácil para as mulheres do que para os homens, de maneira tal que elas se adaptem ao seu marido.
A senhora disse uma vez que a família precisava de dinheiro para educar as filhas. Já lhe ocorreu que a melhor educação das meninas, e a mais importante, será recebida na cozinha da mãe? Assumindo que a mãe está em casa. Terá muito mais para dar a suas filhas com seu exemplo que qualquer escola fora de casa possa dar. E dê a elas o precioso exemplo de uma esposa e mãe que obedece e respeita a seu esposo apesar de tudo. As crianças são muito observadoras. O exemplo que a senhora der a elas será de crucial importância para a felicidade de seus futuros matrimônios e lares.
Dispute com seu esposo se quiser, mas tranqüilamente, respeitosamente, e longe das crianças. E não diga “Eu também trabalhei fora o dia todo, eu também preciso de compreensão em casa.” uma vez que não é normal que as mães trabalhem fora de casa, e os homens o percebem, mesmo quando seja por sua culpa. Os homens são o que são. Este é o homem que Deus designou para a senhora se casar. Dê a seus filhos o exemplo de respeitá-lo. Este é um presente precioso, especialmente para suas filhas.
Todas as famílias hoje em dia precisam de muitas orações. Mãe de Deus, ajuda!
Kyrie eleison.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Visão da Resistência
Algumas almas católicas que hoje mantêm a fé católica estão temendo pela direção que vem sendo tomada pela liderança da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, e como elas apreciam o quanto vinham recebendo da Fraternidade nas últimas décadas, elas desesperadamente optaram por uma nova Fraternidade substituta. Elas temem que a diferente visão de uma rede de pequenos grupos de resistência seja o seu futuro, mas podem ser tranquilizadas ao saberem que foi essa a visão de um proeminente profeta e pioneiro do movimento Tradicional, o padre dominicano francês Roger-Thomas Calmel (1914-1975). Aqui está uma página, livremente traduzida e adaptada do francês, de sua “Breve Apologia para a Igreja de todos os Tempos (pp. 48-51): --
“Por mais loucamente que possa se portar a hierarquia católica, padres não podem tomar o lugar dos bispos, e nem podem os leigos tomar o lugar dos padres. Estamos nós então pensando em criar uma liga ou associação mundial de padres e leigos cristãos para entrar no diálogo com a hierarquia e forçá-la a restaurar a ordem católica? É uma grande e tocante ideia, mas ela é irreal. Isso porque nenhum grupo que queira ser um grupo da Igreja, mas sem ser uma diocese, ou uma arquidiocese e nem uma paróquia e nem uma ordem religiosa, se encontrará sob alguma das categorias sobre as quais e pelas quais a autoridade é exercida na Igreja. Irá ser um grupo artificial, um artefato desconhecido para qualquer dos grupos reais da Igreja que são estabelecidos e reconhecidos como tais.
Assim, como com qualquer agrupamento de homens, os problemas de liderança e autoridade irão surgir, e quanto maior o grupo, mais acentuados serão. Infalivelmente irá se cair nisto: por ser uma associação, o grupo deve resolver o problema da autoridade; por ser artificial (não ser nenhum tipo de grupo natural ou sobrenatural), ele não pode resolver o problema da autoridade. Surgirão rapidamente subgrupos rivais, a guerra será inevitável, e não haverá meios canônicos para terminá-la ou travá-la.
Estamos então condenados a não poder fazer nada no meio do caos, um caos frequentemente sacrílego? Eu não penso assim. Em primeiro lugar, a indefectibilidade da Igreja garante que até o fim do mundo haverá pessoal suficiente compondo uma genuína hierarquia a manter os sacramentos, especialmente a Eucaristia e as Sagradas Ordenações, e a pregar a única e imutável doutrina da Salvação. E em segundo lugar, quaisquer que sejam as falhas da real hierarquia, todos nós, padres e leigos, temos nossa pequena parcela de autoridade.
Portanto, que o padre apto a pregar vá aos limites de seu poder de pregar, absolva pecados e celebre a verdadeira Missa. Que a Irmã que educa vá aos limites de sua graça e poder para formar moças na fé, na boa moral, na pureza e na literatura. Que cada padre e leigo, cada pequeno grupo de leigos e padres, que tenha autoridade e poder sobre um pequeno forte da Igreja e da Cristandade, vá aos limites de suas possibilidades e poderes. Que os líderes e ocupantes de tais fortes se conheçam e mantenham contato uns com os outros. Que cada um dos fortes protegidos, defendidos, treinados e dirigidos em suas orações e cantos por uma autoridade real se torne, tanto quanto possível, uma fortaleza de santidade. É isso que irá garantir a continuação da verdadeira Igreja e irá preparar eficazmente sua renovação no bom tempo de Deus.
Então nós não precisamos ter medo, mas orar com toda confiança e exercer sem medo, na esfera que é nossa, de acordo com a Tradição, o poder que nós temos, preparando assim o feliz tempo em que Roma voltará a ser Roma e os bispos voltarão a ser bispos.”
Kyrie eleison
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Condição Patológica
Isabel, a Católica, a grande Rainha da Espanha, segundo um relato, encomendou certa vez uma pintura que mostrava um padre no altar, uma mulher dando à luz e um criminoso sendo enforcado. Em outras palavras, que cada um faça o que tem que fazer, e não outra coisa. Mas esses “Comentários” sugeriram semana passada que hoje as pessoas não estão sendo o que elas são: professores frequentemente não ensinam, médicos frequentemente não curam, policiais frequentemente não protegem, e – o pior de tudo, eu poderia ter acrescentado – padres frequentemente não estão sendo homens de Deus. Uma palavra moderna usada por um amigo italiano para descrever esse desajuste à realidade tão propagado hoje em dia é: “patológico”.
Agora, “patológico” é uma palavra pertencente a um jargão de psiquiatras que é propriamente conhecido como “psychobabble”, que se refere a palavras que se disfarçam de novinhas em folha, com muitas sílabas, mas que na verdade representam simplesmente as boas e velhas misérias da natureza humana decaída. Ora, os psiquiatras, eles mesmos irreligiosos, não podem resolver problemas de irreligiosidade, embora ao menos eles estejam, por assim dizer, tentando. Assim, a novidade do “psychobabble” serve pelo menos para sugerir que há algo sem precedentes nas misérias que têm se acumulado nos seres humanos desde os séculos passados até então, culminando na apostasia. Meu amigo escreve:--
“A patologia pode significar uma doença ocasional ou congênita e, por extensão, um modo de ser anormal ou distorcido que, seja inato ou adquirido, se torna parte de uma constituição de um indivíduo. O mesmo conceito pode ser aplicado por extensão a um grupo de indivíduos ou uma sociedade. Desse modo, pode-se falar da patológica, ou seja, da doente, anormal, condição do mundo moderno. E independente de ser adquirida ou inata, não é vista como ela é pela pessoa ou pessoas relacionadas. Mais ainda, como elas a vêem como normal, a usam como um escudo, e mesmo se gabam dela. A anormalidade se torna normal e vice versa; esse é o drama do mundo moderno e do homem moderno.”
Então nós devemos encontrar o padre negligenciando o altar, a mulher não dando à luz e os criminosos não sendo enforcados. Mas esse é exatamente o mundo em torno de nós – o “psychobabble” corresponde aos fatos! Assim, aqui está o que o mesmo amigo disse sobre como os católicos devem reagir à essa condição patológica do mundo moderno:
“Os católicos precisam entender que nós estamos vivendo em uma situação sem precedentes em que todo o senso da realidade objetiva vem sendo continuamente perdido. Isso significa para a Igreja que os pontos de referência ainda válidos há 50 anos não mais se aplicam. Soluções diferentes são buscadas não só para que se tenha em conta a possibilidade de a desordem aumentar ainda mais, mas também para se permanecer elástico o suficiente a fim de se adaptar à situação que constantemente piora. Se então a doutrina é fundamental e decisiva, os católicos e os futuros sacerdotes devem ser ensinados doutrinariamente como esse fim dos tempos é único. Os Evangelhos falam-nos de sua vinda no futuro, mas eles estão conosco aqui e agora, e estão sujeitos a causar somente o pior, até o momento em que Deus disser que é suficiente.”
Em resumo, séculos de apostasia crescente têm acumulado na raça humana uma recusa da realidade que pode ser chamada de “patológica”, e que está causando desconhecidos níveis de angústia nas pessoas, angústia não aliviada por um nível de prosperidade material igualmente sem precedentes. A Igreja Católica combateu essa apostasia, mas quando no Vaticano II ela desistiu do combate, a fantasia patológica tomou conta do mundo, e deu uma guinada em direção ao Anti-Cristo. O Arcebispo Lefebvre criou uma fortaleza de sanidade dentro da Igreja em ruínas, mas agora a mesma patologia está a caminho de tomar conta de sua Fraternidade.
Professores, ensinem! Médicos, curem! Mulheres, dêem à luz! Padres, estudem tudo o que o Arcebispo disse e fez. E Rainha Isabel, por favor, rogai por nós.
Kyrie eleison
sábado, 10 de agosto de 2013
Canonizações verdadeiras?
“O que o senhor acha da intenção do Papa Francisco” de “canonizar” João Paulo II e João XXIII na próxima primavera? Não é uma forma de “canonizar” o Vaticano II? E isso não levanta a questão da autoridade, uma vez que todos os manuais de teologia antes do Vaticano II ensinam que o Papa é infalível quando ele pronuncia uma canonização?” Essa foi a séria pergunta (ligeiramente modificada) feita a mim recentemente por um jornalista de Rivarol. Eu respondi o seguinte:
A determinação manifestada pelos chefes da Igreja Conciliar para canonizar os Papas conciliares demonstra a firme vontade dos inimigos (ao menos objetivamente) de Deus para terminar com a religião católica e substituí-la pela nova religião da Nova Ordem Mundial. Assim, a uma Neo-Igreja correspondem neo-santos a serem fabricados por um processo de canonização que tenha sido desmontado e “renovado”. Como sempre acontece com o modernismo, as palavras permanecem as mesmas, mas seu conteúdo é bastante diferente. Portanto, os católicos que têm a verdadeira Fé não precisam se preocupar nem um pouquinho se essas neo-canonizações são infalíveis ou não. Elas são provenientes da Neo-Igreja, que é uma imitação da Igreja Católica.
Mas então, o que é essa imitação? Essa é uma pergunta delicada, pois facilmente se é acusado de ser um “sedevacantista”, uma palavra que hoje em dia assusta as pessoas quase tanto como a palavra “antissemita”. Mas o que nós precisamos é nos concentrar na realidade e “julgar conforme a justiça, e não de acordo com a aparência”, como diz o Senhor (Jo VII, 24). Não devemos nos deixar enganar pelas aparências, por emoções ou por palavras. Hoje, por exemplo, as escolas não se tornaram centros de desaprendizagem em vez de aprendizagem, os hospitais lugares de matar em vez de curar, a polícia instrumento de opressão em vez de proteção, e assim por diante?
Assim, pelo que a Irmã Lúcia chamou de processo de “desorientação diabólica”, os clérigos têm se tornado agentes da mentira em vez da verdade. Eles permitiram que suas mentes e corações fossem tomados pelas ideias e pelos ideais da Revolução, aquele levante radical e universal do homem moderno contra o seu Deus e Criador. No entanto, esses traidores objetivos (que ainda podem ter a intenção em seus corações de estarem servindo a Deus – Jo. XVI, 2) ainda são religiosos no sentido de que ninguém mais do que eles está “sentado na cadeira de Moisés”, nas palavras de Nosso Senhor (Mt . XXIII, 2). O Papa está sentado lá.
Em outras palavras, a Igreja de imitação em questão é a Igreja ocupada não por homens que não são religiosos, mas por clérigos cujos corações e cabeças estão mais ou menos ocupados por uma nova religião, que não é absolutamente Católica. Mas note o “mais ou menos”. Assim como a podridão não toma uma maçã de uma só vez, assim a igreja de imitação, ou a Neo-Igreja, pode estar no processo de eclipsar a Igreja Católica, mas dentro dela ainda há alguns bispos, muitos sacerdotes e uma série de leigos que podem guardar a Fé Católica até agora.
Então, quando se trata das autoridades da Neo-Igreja, eu trataria a sua autoridade como se faz com um pai de família que ficou temporariamente louco. Não se presta mais atenção à sua loucura do que estar observando o momento em que essa chega ao fim. Mas nesse meio tempo não se deixará de amá-lo ou até mesmo de respeitar a autoridade intrínseca à sua paternidade. Então, que Deus me ajude.
Kyrie eleison.
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