Conferência sobre o Desejo de Perfeição proferida pelo Pe. Joaquim FBMV em Toledo, Paraná, em setembro de 2021.
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domingo, 3 de outubro de 2021
sábado, 30 de maio de 2015
Chamado urgente de Dom Williamson
A Igreja e o mundo estão em uma situação de perigo sem precedentes. Isso porque a humanidade tem dado às costas a Deus. A humanidade sem Deus tem perdido seu caminho e a maldade está tomando o controle dia após dia, minuto a minuto. Muitos de nós sabemos disso.
Desde a eternidade Deus Todo-Poderoso previu esta situação. Como São Luiz Grignon de Monfort havia predito no século 18, o fim dos tempos virão nos quais Deus quer que Sua Mãe tenha um papel essencial na salvação da
humanidade. Efetivamente, dentre suas muitas intervenções nos tempos modernos, Fátima se destaca. Tal comop havia prometido em Fátima, Nossa Senhora regressou nos anos 20 para dar através de Irmã Lúcia e através da Igreja Católica a solução simples de Deus para os esmagadores problemas modernos: O Papa deve consagrar a Rússia junto com os bispos do mundo ao Imaculado Coração de Maria. E Nossa Senhora deixou claro que desta
consagração, Deus fazia depender a solução do problema massivo da Igreja e do mundo. Disso é claro que se Deus permitisse que qualquer outra solução funcionasse, Ele estaria fazendo mentir à Sua Mãe. Obviamente isto está absolutamente descartado. A consagração da Rússia deve ocorrer, o Demônio não deve tomar completamente o controle da Igreja e do mundo.
A realização da consagração depende do Papa e dos bispos. Desde os anos 20 eles tem-se negado a realizar esta Consagração porque preferem a política humana à solução divina. Há algo que os sacerdotes e leigos podem fazer? Há duas coisas. A primeira é rezar, especialmente a oração que Nossa Senhora está pedindo em quase todas as ocasiões onde Ela interveio, e esta é o Santo Rosário. Quinze mistérios diários são para muitos adultos mais fácil do que pensam, e são três vezes mais eficazes do que cinco mistérios diários. A segunda coisa que os sacerdotes e leigos podem fazer para cumprir os pedidos de Nossa Senhora é confessar-se, comungar, rezar um Rosário de cinco Mistérios e quinze minutos de meditação a cada primeiro sábado do mês. Si tão pouco suficientes católicos fizerem o que Nossa Senhora pediu, Ela poderia obter de Seu Filho a Graça necessária para que o Papa e os Bispos realizassem a Consagração da Rússia.
Basta que se tenha esta consagração tal como Deus a pediu através de Sua Mãe, a onda de maldade não pode ser detida. Que Deus abençoe a todas as almas que rezarão, mesmo que seja pouco, mas constante e insistentemente, para que se leve a cabo a Consagração da Rússia. Esta se realizará, Nosso Senhor o disse em 1931, mas será tarde. Pela devoção das almas católicas, que aconteça o mais rápido possível !
Una-se aos "Cruzados", para rezar pela Consagração da Rússia e o triunfo do Imaculado Coração de Maria.
Tradução não oficial.
terça-feira, 17 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
A Igreja falará: sagração de Pe. Faure
"Em 19 de março de 2015, festa de São José, Patrono da Igreja Católica, vendo ao incorrigível rumo tomado pela Neo-FSSPX em sua renúncia a continuar o combate pela integridade da Fé, considerando a pertinência liberal de Mons. Fellay e seus assistentes, e ante à destrutiva hostilidade de Francisco e a igreja conciliar contra a Tradição Católica, Mons. Williamson realizará um ato heroico de caridade, consagrando Bispo ao Revmo. Pe. Christian Jean-Michel Faure, talvez o homem que melhor conheceu e mais fiel foi a Mons. Lefebvre desde o início de seu combate."
Rezemos todos para que São José interceda sempre junto a Nosso Senhor, para que Ele possa guiar, iluminar e proteger sempre ao nosso novo Bispo.
Notícia motivo de muita alegria para todos nós católicos! Alegria singular para nós, fiéis de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este! Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora de Guadalupe! Viva São José! Viva Nossa Santa Igreja Católica!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Posições controversas? Entrevista com Dom Williamson
Esta entrevista é um dos resultados de quatro dias de conversação com o Bispo Richard Nelson Williamson quando era o reitor do Seminário da Fraternidade São Pio X, Nuestra Senora Corredentora, em La Reja, na Argentina.
Ao longo dos anos o Bispo Williamson explorou muitas questões relacionadas com a invasão da cultura anticatólica que nos rodeia. Muitos leram as cartas, mas poucos sabem muito sobre ele.
P- Vossa Excelência, por que suas palavras dividem tanto as opiniões?
R - Porque esse personagem Williamson é um dinossauro militante, não contente em ser extinto. Ele há muito tempo já chegou à conclusão de que o mundo moderno está muito errado. Mas o mundo moderno surgiu porque muitas pessoas acreditaram (e ainda acreditam) nele. Então, se ele se recusa a acreditar nele, não admira que haja um confronto.
P - Eu admito que costumava ser muito difícil para mim ouvir o que o senhor tinha a dizer. Eu não podia suportar as suas ideias, Vossa Excelência, nos meus primeiros anos de Tradição. Mas quanto mais eu aprendi mais sobre a minha fé e sobre a crise, mais eu percebi que eu não estava vendo o quadro inteiro, como o senhor estava.
A entrada da Wikipedia sobre Richard Williamson é uma verdadeira ladainha das posturas controversas de Williamson, com uma imagem encantadora de Julie Andrews em seu filme favorito. Deixe-me pedir breves relatos de suas ideias mais controversas:
Mulheres e calças
O Bispo de Castro Mayer disse que calças são piores nas mulheres do que as minissaias porque minissaias atacam apenas o homem inferior através da sensualidade, enquanto que as calças das mulheres atacam a parte superior do homem por perverter a própria ideia de mulher, colocando-a em roupas masculinas.
Cada vez que uma mulher coloca uma saia ou calça ela reconhece em si mesma, consciente ou inconscientemente, a diferença entre as duas para sua psique. São as mulheres que me dizem isso. É lógico.
Mulheres e Faculdade
Universidades verdadeiras são para ideias.
Meninas verdadeiras não são para ideias.
Meninas verdadeiras não são para universidades verdadeiras.
Isso levanta a questão, o que é verdadeiro para meninas?
Ser mãe, seja física ou espiritual. Em seu sentido mais amplo e nobre. A maternidade é sagrada. É o futuro da humanidade. A Mãe de Deus é a glória do Catolicismo.
Alegado antissemitismo
Só um tolo é contra os judeus, simplesmente porque eles são judeus. Deve haver pouquíssimos diretores de seminários católicos tradicionais, que tenham convidado, como eu fiz uma vez, um rabino judeu para palestrar para seminaristas. Por outro lado, apenas um católico que não entende a sua fé não é contra os inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu sou contra judeus ou gentios, que são inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Maçonaria
A Maçonaria é uma organização secreta que tem sido repetidamente condenada pelos Papas Católicos em seu juízo perfeito, porque desde o início ela foi projetada para subverter a Igreja Católica. Há alguns maçons, talvez haja muitos deles, que não sabem que este é o propósito profundo da Maçonaria, e que deixariam de ser maçons se soubessem. No entanto, os Papas Católicos sempre souberam disso.
A Noviça Rebelde (The Sound of Music)
É subversivo. Por exemplo, Julie Andrews interpreta uma gatinha sexy que é uma irmã para filhas de seu marido, em vez de ser mãe, entre outras coisas. Em última análise, A Noviça Rebelde é uma apresentação falsa sobre maternidade, paternidade, família, autoridade, vida. Há mais, mas isso é suficiente.
Tecnologia
Em teoria, a tecnologia é um instrumento neutro aberto para ser usado para o bem ou para o mal, mas na prática, hoje em dia desempenha um papel enorme no materialismo do homem moderno, pois o homem moderno seria muito melhor espiritualmente, se ele não tivesse as tentações e distrações da tecnologia, especialmente dos eletrônicos.
Diz-se que o dino-bispo Williamsorus Rex, é excessivamente pessimista. Uma das cartas do padre Le Roux do Seminário mencionou recentemente que não somos uma religião de pessimismo ou otimismo, porque a virtude da Esperança supera tais ideias transitórias. Então deixe-me enquadrar a próxima série de perguntas para o senhor nos dizer onde vê esperança, e onde precisamos melhorar.
Famílias e Pais
Sempre que há famílias com grande número de crianças, algo está dando certo, de acordo com o plano de Deus. Quanto mais as famílias se expõem à tradição católica, mais vemos famílias numerosas no mundo.
No entanto, muitos pais mais jovens precisam pensar sobre o quanto mais eles precisam fazer a fim de garantir a salvação eterna de todos (leia-se: todos) os membros de sua família.
Mães
Quando eu costumava visitar os EUA, para a Crisma, eu via regularmente jovens mães com várias crianças pequenas. Estas mães eram, obviamente, femininas, felizes, e mulheres realizadas.
No entanto, mais e mais moças precisam receber ajuda para perceber que a sua verdadeira felicidade está na maternidade, com todos os seus vínculos e obrigações.
Adolescentes
Existem poucos pais de família que dão suficiente bom exemplo de levar a sua religião a sério para evitar que os meninos se afastem da prática de sua religião, como muitos o fazem, quando chegam aos 13, 14, 15 anos de idade.
No entanto, mais pais precisam manter os seus meninos longe de eletrônica ao lidar com o mundo real, em qualquer modo, tamanho ou forma. Além disso, os pais devem manter o difícil equilíbrio entre deixar seus meninos se contaminar pelo mundo e mantê-los em uma bolha de superproteção a qual os meninos são obrigados a estourar. Nenhum garoto digno desse nome quer viver na artificialidade, mesmo numa artificialidade piedosa.
Escolas
Nossa esperança aqui é a própria existência de escolas católicas tradicionais. É uma espécie de milagre que elas existam.
No entanto, as escolas católicas de hoje devem manter o mesmo equilíbrio difícil como os pais, ou seja, entre superproteger as crianças do mundo de hoje e desprotegê-las, o que naturalmente causa danos incalculáveis aos seres humanos em seus anos mais jovens e vulneráveis. Ninguém finge que é um equilíbrio fácil de manter. Uma fé forte é necessária.
Paróquias
Como a família é a unidade básica da natureza, a paróquia é a unidade básica do sobrenatural. É encorajador ver quase-paróquias crescerem ao redor da Verdadeira Missa, em todo o mundo. Mas estas quase-paróquias sofrem grandes dificuldades de distância, podendo apenas se encontrar no domingo, e assim por diante. Assim, o sacerdote que garante uma missa dominical sabe que deve fazer o que puder para construir uma família sobrenatural em torno da Missa
Ambiente de trabalho
Em primeiro lugar, os homens devem, na medida do possível, ficar de fora do ambiente de trabalho de hoje. E as mulheres devem ficar em casa, onde esses homens devem fomentar e amar a maternidade de suas esposas.
Quanto aos homens, que devem estar no ambiente de trabalho de hoje, eles devem, pelo menos, perceber de quantas maneiras este ambiente é prejudicial ao seu bem-estar espiritual, e eles devem sabiamente agir da forma mais evasiva possível.
Mais e mais mulheres estão querendo ficar em casa. Isso é definitivamente esperançoso. Mas para isso tanto o pai quanto a mãe devem desejar e amar crianças. Porque, sem filhos, a mãe é susceptível de ser insuficientemente empregada em casa, e insuficientemente respeitada para ficar em casa.
Quanto aos homens, o desejo de fugir da cidade grande e moderna é certamente um sinal de sanidade. Se eles podem fazê-lo é outra questão.
Modos de vida
Muitos católicos tradicionais estão começando a ver a artificialidade radical da maneira suburbana [1] de vida. Isso é esperançoso.
Em termos gerais, a grande cidade moderna e subúrbios são ambiente totalmente anticatólicos. Em termos gerais, quanto mais uma família puder se manter afastada dos eletrônicos e retornar à natureza, ou o campo, melhor. No entanto, um retorno ao campo e à vida do campo, que é muito mais saudável para as crianças, precisa ser bem pensado e planejado de antemão, se é para ter sucesso e não falhar em seu propósito.
Um grande tema que o senhor fala muitas vezes é os “1950 ismos”. O senhor pode definir esse termo para os nossos leitores que não o conhecem?
É o tipo de catolicismo a partir da década de 1950 que nos levou ao colapso conciliar do Vaticano II. A aparência de religião sem a substância. Um sentimentalismo farisaico. Uma dieta espiritual de balas e doces. Como tentar viver de doces.
O antídoto é uma Fé forte que não quer fugir da realidade, a não ser para ir para o Céu. O Céu é real. Nenhum caminho irreal vai nos levar ao Céu real.
O senhor, como eu, acredita que o 11 de setembro foi um trabalho interno. Por que é tão difícil para os católicos tradicionais até mesmo ter a mente aberta para ouvir essa possibilidade? E o que o senhor diz sobre a acusação de que deve manter a questões religiosas e deixar de colocar questões laicas, neste caso, o assassinato de 3.000 civis, para leigos?
Bem, para responder a sua última pergunta, qualquer questão humana é essencialmente uma questão religiosa, e o 11 de setembro foi um trabalho tremendo feito nas mentes e vontades humanas.
Para a primeira pergunta, eu responderia que o 11 de setembro causou uma grande mudança no pensamento mundial. Pessoas foram movidas numa direção globalista. Então, deve-se examinar em primeiro lugar se o 11 de setembro foi uma fraude global, e se foi, então deve-se examinar se é produtivo ou contraprodutivo dizer isso.
No entanto, mesmo para começar a examinar os fatos, devemos divagar. Isto porque, para muitos queridos americanos, sua religião verdadeira é o seu governo. Para tais americanos, o 11 de setembro não pode ser uma fraude porque o seu governo maravilhoso não poderia fazer uma coisa dessas com eles!
Mas como poderia um governo secular se transformar em religião de um povo?
Porque os Estados Unidos estão unidos pela liberdade religiosa, o que significa que todas as religiões particulares contradizendo umas às outras não são sérias, nenhuma delas, deixando como fonte de unidade e da salvação da nação apenas seu governo secular. A liberdade religiosa é o porquê de muitos americanos tratarem o seu governo como a sua verdadeira religião, e por isso é claro que não podem lidar com a noção de o 11 de setembro ser uma fraude global.
O famoso político conservador-liberal do século XVIII na Inglaterra, Edmund Burke, foi um caso semelhante?
Sim, ele também queria glorificar uma revolução nacional, a chamada Revolução Gloriosa de 1688. Mais tarde, ele condenou a Revolução Francesa de 1789, mas o deslizar de um para o outro era inevitável, a menos que as almas se voltassem para o verdadeiro Deus, ou seja, para o Catolicismo.
E o deslizar para o Anticristo é agora inevitável? Posso fazer alguma coisa para impedi-lo?
Você e eu podemos abrandar o deslizar, permanecendo fiéis a Deus, mas pelas Escrituras, sabemos que o deslizar moderno termina com o Anticristo. O globalismo está em marcha. Mais rápido do que nunca.
Voltando à ideia do campo, no sermão do Arcebispo [Lefebvre] por seu jubileu sacerdotal na Festa de São Pio X, de 1979, em Paris, ele é citado como dizendo (e aqui estou citando a biografia de Tissier de Mallerais, p. 513) que as famílias deveriam “fazer a escola em casa, se possível, e voltar para o campo, que é saudável, aproxima de Deus, equilibra temperamentos, e nos encoraja a trabalhar”. Algumas pessoas disseram que esta citação “é fora de contexto”, mas dada a forma que o Arcebispo favoreceu o ambiente rural em Êcone, alguém pode seriamente sustentar que o Arcebispo não defendia regressar ao campo sempre que possível? E em que contexto isso poderia ser colocado como tendo um significado diferente?
Obviamente, o Arcebispo quis dizer o que disse. Inúmeros pensadores sérios, e não apenas católicos, têm entendido o quanto a grande cidade moderna é prejudicial para os seres humanos que vivem vidas humanas, quanto mais para chegar ao Céu.
O Arcebispo está apenas dizendo o que é o senso comum para qualquer um que tenha pensado sobre o assunto. Mas é claro que é um tanto exigente de bom senso. É por isso que alguém pode inventar uma desculpa conveniente para sair dela, como dizer que a citação está “fora de contexto”.
Em seguida ele diz “escola em casa quando possível”. Em uma entrevista com Bernard Janzen recentemente transcrita e publicada pela Angelus, o senhor foi citado como tendo dito que o ensino em casa é o segundo melhor. O senhor ainda se sente assim, e como pesa a sua resposta no contexto da citação do Arcebispo?
É muito simples. Três, dois, um.
O terceiro melhor ensino é o das escolas públicas corruptas em todos os lugares hoje. O segundo melhor é a pureza do ensino em casa [homeschooling]. O primeiro melhor ensino é o das boas escolas fora de casa, especialmente para os meninos.
Mas o que dizer do custo dessas boas escolas (se não houver bolsas de estudo ou ajuda financeira disponível)?
“A necessidade exige”, diz o provérbio. Se o papai não pode pagar por uma boa escola fora de casa, em seguida, a escola em casa torna-se a melhor opção. Infelizmente, boas escolas são sempre caras.
E ainda mais em uma época sem muitas Irmãs e Irmãos ensinando...
Verdade. No entanto, os católicos em eras passadas sempre fizeram sacrifícios enormes para a educação escolar de seus filhos, porque eles sempre souberam sua importância.
“The Restoration of Christian Culture” [“A Restauração da Cultura Cristã”] é o título de um livro do falecido Dr. John Senior que soa como um desafio assustador. No entanto, alguns defendem que tudo o que é necessário é ir a Missa e para tentar converter as pessoas, em vez de “resolver os problemas do mundo”, por exemplo, voltar para o campo. Como o senhor responde, Excelência?
A simples frequência a Missa obviamente não é o suficiente.
Se um homem se vê no meio de um pântano, ele tem duas perguntas:
1) Onde é que ele quer colocar o pé em seguida?
2) Em que direção fica a terra seca?
Estas duas perguntas não são a mesma coisa.
Praticidade imediata é uma coisa, o objetivo a longo prazo é outra. Talvez eu tenha que pisar imediatamente a sul, a fim de ir finalmente para o norte.
O senhor chamaria tal catolicismo mínimo uma mentalidade de ‘cerco bunker’ [2]?
As pessoas que só querem ir à missa e não fazem mais nada para catolicizar suas vidas não estão em uma mentalidade de ‘cerco bunker’, eu não acho que eles sequer sabem que estão sob cerco.
Elas ainda não perceberam o quão perigosa tornou-se a situação moderna. E como o ambiente moderno é sempre anticatólico.
Uma hora e meia no domingo não pode defender de 166,5 horas de ataque (24 horas por dia, 7 dias da semana - 1,5) .
Falando de cercos e bunkers, Excelência, e esta crise do Líbano que eclodiu recentemente?
Os israelenses fazer praticamente o eles querem, e o que eles querem não é justo. Se alguém quer dizer que é antissemita, que eles saibam que eu poderia muito bem ter dito a mesma coisa sobre os nazistas no início da 2ª Guerra Mundial, e os nazistas eram principalmente gentios.
Pensamentos finais, meu senhor?
Vigiai e orai, vigiai e orai,
Quinze Mistérios, todos os dias!
Entrevista publicada em 2009.
Original aqui.
__________________________________________
Notas da tradutora:
[1] No texto o subúrbio é referente aos Estados Unidos. No Brasil a palavra subúrbio refere-se a bairros afastados do centro da cidade, mas não propriamente áreas projetadas para residências, como acontece nos EUA. Lá o subúrbio é uma área mais afastada do centro da cidade, mas com quase nada de comércio, bastante artificial, onde as pessoas terminam tendo que trabalhar muito para manter um padrão de vida mais elevado. Por exemplo, como é distante, é preciso ter dois carros e sendo assim todos os gastos aumentam, fazendo com que muitas vezes as mulheres tenham que trabalhar fora para ajudar com as despesas. No fim das contas desfavorece a família, e por isso também é ruim.
[2] “Bunker”- construção para proteger as pessoas de ataques de bombas, feitas geralmente em áreas subterrâneas.
terça-feira, 15 de abril de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Sermão do Pe. Jean Faure - Bogotá, 26 de Janeiro
O Pe. Faure está de passagem por Bogotá (Colômbia).
Neste importante sermão, o fundador da FSSPX na América Latina nos explica a crise atual da FSSPX e faz uma série de revelações de alto interesse.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Sermão do III Domingo do Advento - Pe. René Trincado
Se a trombeta dá um toque
ambíguo, ninguém se prepará para a batalha. (I Cor XIV, 8).
O Evangelho deste domingo,
como o anterior e o seguinte, fala desse grande santo que foi João Batista.
Diz: E
este foi o testemunho de João quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes
e levitas a perguntar-lhe: “Tu quem és?” E confessou e não negou. Confessou: “Eu
não sou o Cristo”.
Confessou e não negou:
confessou a verdade e não a negou. São João Batista é um modelo perfeito de
santo amor à verdade para todos os cristãos e, porque tinha a missão de
anunciar a Cristo, em particular para os ministros de Deus, para os que devem
falar em nome de Deus. Suas palavras sempre foram frontais, claras e diretas,
nunca se valeu de rodeios, nunca usou expressões complicadas ou alambicadas.
Alma reta até o extremo da mais elevada santidade, as palavras de Batista não
eram ambíguas nem fazia cálculos sobre o efeito de seus feitos: sensivelmente
dizia a verdade nua e crua. E por isso, precisamente por isso, o mataram: por
ter falado sempre como deve falar um profeta de Cristo, um homem de Deus;
sempre com esse “sim sim, não não” que manda Nosso Senhor Jesus Cristo. Por
haver procedido de maneira covarde, diplomática ou política; por ficar calado,
por mentir ou por ter usado uma linguagem complicada ou ambígua, nunca haveria
de ser degolado. Mas, São João Batista não era esta classe de homem e soube
levar sua cruz para a glória de Deus.
Quê diferença, estimados
fiéis, entre a fortaleza, a veracidade e a franqueza heróicas de São João
Batista e a atitude do clero modernista e, também e infortunadamente, das
atuais autoridades da FSSPX, cujas palavras vazias de verdade chegaram a ser
algo habitual. Nos últimos dias temos sido testemunhas do triste espetáculo de
dois novos escândalos nesta ordem de coisas: em um, publicamente um Superior de
Distrito nega de maneira direta um ponto da doutrina católica sobre o deicídio;
em outro, o Superior Geral renega de uma verdade “politicamente incorreta”
sobre Francisco, que havia dito meses antes. Fez uma retratação parcial e
disfarçada de esclarecimento. São João Batista, cujo coração era um incêndio de
amor à verdade e de correlativo ódio ao erro, confessou e não negou a verdade. Estes depreciaram a verdade... mas,
a verdade é Cristo, e – disse São Paulo – não
vos enganeis: de Deus nada se burla (Gal VI, 7).
Quem és – perguntavam a São João Batista – para que podamos dar resposta aos
que nos enviaram? Quê dizes de ti mesmo? Ele disse: “Eu sou a voz que clama no
deserto: endireitai no caminho do Senhor, como disse Isaías, o profeta”.
Disse Santo Tomás de Aquino,
citando a Orígenes (Catena Áurea), que o efeito desta voz que clama no deserto
deve ser que as almas separadas de Deus voltem ao caminho reto que conduz a
Deus, não seguindo mais a malícia dos passos retorcidos da serpente, senão que
(agindo)... sem mescla alguma de mentira. Por isto diz: endireitai no caminho do Senhor.
São João Batista era a voz
que ia adianta de Cristo, o reto Caminho, a Verdade e a Vida; anunciando-O e
guiando os homens até Ele como as trombetas guiavam aos soldados nos combates
antigos. Cada toque da trombeta indicava aos combatentes quê movimento ou
manobra fazer no campo de batalha, começando pelo toque de alarme (al arma, pegar o armamento, munir-se)
que era a ordem inicial. Por isso diz São Paulo (em I Cor): se a trombeta dá um toque confuso, ambíguo,
ninguém se prepara para a batalha.
Os Bispos e Sacerdotes são
as trombetas de Deus que, através de palavras claras, diretas e cheias de
sabedoria divina, guiam aos homens para que estes militem sob a bandeira de
Cristo, levem esforçadamente o estandarte da Cruz e combatam valorosamente por
N. Senhor. Mas, sem os Bispos e Sacerdotes mudam a claridade de Cristo nas
palavras pela obscuridade de uma linguagem deliberadamente ambígua ou falsa, se
fazem a si mesmos trombetas inúteis que dão toques confusos ou enganosos, e que
de nada servem nas batalhas, como não seja para desorientar, confundir e
paralisar aos que devem pelejar por Cristo, causando a derrota.
Essas trombetas
deliberadamente ambíguas, esses Bispos e Sacerdotes que falam como o que são: almas
irresolutas, covardes e incostantes, canas dobradas por qualquer vento; se
tornam traidores. São semeadores de joio. São maus pastores, mercenários. São
sal desvirtuado: Vós sois o sal da terra.
Mas, se o sal se desvirtua, com quê se salgará? Já não serve para nada mais que
para ser atirado fora e pisoteado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se
pode ocultar uma cidade situada no cume de um monte. Nem tampouco se acende uma
lâmpada e a colocam debaixo do alqueire, senão sobre o candeeiro, para que
ilumine a todos os que estão na casa. Brilhe assim vossa luz diante dos homens –
por vossas palavras cheias de franqueza, de amor à verdade e de fé! – para que vejam vossas boas obras e
glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt V, 13-16).
São maus pais: Quê pai há entre vós que, se seus filho lhe
pede um peixe, no lugar de um peixe lhe dá uma cobra das palavras pouco
retas; ou, se lhe pede um ovo, lhe dá um
escorpião das expressões confusas ou ambíguas que envenenam? Ou se lhe pede pão lhe uma pedra da
mentira? (Mt VII, 9; Lc XI, 12).
São autores de escândalo,
porque com essa linguagem indigna dos ministros da Verdade, causam perplexidade
entre as pobres ovelhas e induzem ao erro às almas dos débeis e indefesos. Deus
tenha misericórdia destes homens traidores porque disse Nosso Senhor: Mas, se alguém escandalizar um destes
pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um
moinho e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos!
Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! (Mt XVIII, 6-7).
Que pela intercessão de São
João Batista e de Maria Santíssima, Deus nos conceda perseverar na Resistência
a todo erro e no verdadeiro amor à Verdade.
Tradução: Grupo Dom Bosco
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Carta Aberta de Fiéis Argentinos ao Pe. Bouchacourt
Pe. Christian Bouchacourt:
Devido à falta de resposta a
nosso email remetido ao Sr. sobre o mesmo assunto, decidimos fazer pública esta
carta. Cremos que a importância do tema, assim como o interesse de muitos fiéis, que não se animam a falar por temor a represálias, o justificam.
Desde o domingo 1º de
dezembro, em que saiu publicada uma entrevista sua no matutino Clarín, o escândalo, a polêmica, a
crítica e a dúvida se instalaram entre os fiéis, fazendo-se eco de tais
declarações suas diversos sites e blogues na Internet, favoráveis ou contrários
à FSSPX, de cujo Distrito América do Sul é o Sr. responsável.
Não é surpreendente a
repercussão, dada a massividade da publicação onde o Sr. falou, o diário de
maior tiragem da Argentina. Em
contrapartida, surpreende a alguns, e confunde e escandaliza a muitos (a
outros, lhes confirma em suas opiniões prévias) o feito de que o Sr.
oficialmente não teve nada que dizer, esclarecer, confirmar ou desmentir, sobre
tal entrevista. E ninguém pode escapar da gravidade do assunto que o exige.
Por isso lhe dirigimos esta
carta para fazer-lhe as seguintes perguntas, concernentes neste caso ao
principal tema que suscitou a atenção e o escândalo:
Disse o Sr. na entrevista
que “O povo judeu não cometeu deicídio”?
Se não o disse, porque até
esta data não desmentiu e iniciou a correspondente ação formal e legal contra o
meio de imprensa que o deturpou? Lhe parece um tema banal e irrelevante?
Se o disse, se da conta que
contraria a teologia católica de vinte séculos, o ensinamento dos Santos Padres,
de Santo Tomás, coincidindo, além disso, com a declaração inovadora do Vaticano
II Nostra aetate: “Ainda que as autoridades dos judeus e os
seus sequazes urgiram a condenação de Cristo à morte não se pode, todavia,
imputar indistintamente a todos os judeus que então viviam, nem aos judeus do
nosso tempo, o que na Sua paixão se perpetrou. E embora a Igreja seja o novo
Povo de Deus, nem por isso os judeus devem ser apresentados como reprovados por
Deus e malditos, como se tal coisa se concluísse da Sagrada Escritura.”?
Não podemos deixar de
observar o seguinte:
Se o Sr. fez estas
declarações, está traindo a doutrina da Igreja, presumivelmente com intenções acomodatícias
com a igreja conciliar – o que coincidiria com seus elogios a Francisco e sua
condenação aos sacerdotes e fiéis que protagonizaram o episódio recente da
Catedral de Buenos Aires, quando antes em uma entrevista em rádio (13 de
Novembro) não o fez; curiosamente coincidente com novas declarações de
Mons. Fellay onde, em parte, se contradiz de certa declaração condenatória sobre
Francisco.
Acaso é possível pensar que, concedeu a entrevista para dizer as coisas que disse e desse modo acalmar uma
pressão que o ameaçava, que pode ter recebido a FSSPX? Se foi assim, então pode
negar-se a doutrina de Cristo para conservar o status quo da Fraternidade? Tão pouco valeria a doutrina católica?
A paz e a tranqüilidade da FSSPX, sua boa imagem ante Roma e o mundo, permitem
adulterar a doutrina católica? É lícita a mentira oficiosa? Então Mons.
Lefebvre se equivocou ao aceitar ser “excomungado” pelos liberais de Roma?
Se o Sr. não fez estas
declarações, ainda assim: realizou uma entrevista em um meio anticristão e no qual não lhes interessam a verdade; segundo: não fez correspondente esclarecimento
e/ou desmentiu; e, terceiro: acusou aos sacerdotes e fiéis subordinados ao Sr.
de atuar estupidamente e de maneira estéril, mas nos parece que quem principalmente agiu desta forma foi o Sr., admitindo além do mais, de
maneira indireta, que os sacerdotes a seu cargo são rebeldes e/ou imprudentes,
pela qual sua condenação resulta deficiente e imprudente, já que havia
cometido um ato “estúpido e estéril” tal como acusa a seus subordinados. De
outra parte, o Sr. antes (entrevista de Radio La Red) se manifestou de acordo
com o protesto na Catedral. Com o que ficamos?
Poderá dar-se conta, Pe.
Bouchacourt, que julgar correta sua decisão de conceder essa entrevista para
dizer o que ali disse só pode se sustentar à luz de um possível acordo com Roma.
Do contrário, deverá concluir-se que foi um grosseiro erro que dana à FSSPX,
mais do que já está. Em conseqüência, o Sr. deveria dar um passo ao lado, não
sem antes fazer um mea culpa pelos
grandes danos causados.
Agradeceremos se responder a
esta carta, para bem de todos e na Verdade a quem desejamos servir, Cristo Rei.
Deus abençoe,
Carmen R. Fernández
Flavio Mateos
Diego A. Tomas
Rodrigo Tomas
Tradução: Grupo Dom Bosco
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Sermão da Festa da Imaculada Conceição (8/XII/13) - Pe. René Trincado
A partir de Adão e Eva, o
pecado original abre em cada alma e em cada corpo humano, uma espantosa e
sangrenta ferida. Ensina a Igreja que pelo pecado dos primeiros pais “foi mudado para pior o homem inteiro, ou
seja, enquanto ao corpo e a alma” (Concílio II de Orange). As funestas
chagas que foram deixadas em nós pelo pecado original são profundas e
numerosíssimas, e todos as experimentamos cada dia de nossas enfermas vidas.
O primeiro efeito deste pecado é a privação da justiça
original (...) Deste primeiro efeito se seguiu ficar o homem enfermo enquanto a
todas as faculdades da alma e corpo; e em primeiro lugar enquanto ao
entendimento e vontade. (...) A ignorância ainda das coisas necessárias à
conservação da vida, a fatuidade e rudeza de entendimento, a dificuldade em
adquirir os conhecimentos, a debilidade e instabilidade do ânimo, o continuo
vagar da mente, o atender a coisas vãs (...) com preferência às úteis,
importantes, e ainda necessárias, são outras tantas enfermidades de nossos
entendimentos infectados do pecado original.
Não são menos (...) as dolências que por ele padece nossa
vontade. O amor desordenado de nós mesmos [egoísmo],
e do qual nascem preocupações inúteis; os
temores, as invejas, os pleitos, rinhas, contendas, discórdias, artimanhas,
guerras, e vãos temores: a dificuldade em abraçar o bom, e afastarmo-nos do
mau: a inconstância com que nos fazemos a nós mesmos uma guerra interna,
querendo uma coisa e logo querendo outra, a debilidade da livre vontade para o
seguir o bem; são todos efeitos do pecado original, e enfermidades com a
contrição de nossa vontade.
Também a parte sensitiva (...) recebeu feridas (...),
sendo a principal aquela inclinação ao pecado, que nos ficou para o combate
(...) e pela qual a parte inferior se rebela continuamente contra a superior, a
carne contra o espírito, fazendo-nos sentir em cada momento aquela lei que
dizia S. Paulo era repugnante à de sua mente, e que queria reduzi-lo ao
cativeiro da lei do pecado.
Enquanto ao corpo são igualmente inumeráveis as desditas
e misérias em que incorremos pelo pecado original. Por ele nos vemos sujeitos à
fome, à nudez, às enfermidades, dores, tristezas e (...) à mais terrível entre
as coisas terríveis, que é a morte, preço do pecado. (“Comp. Mor. Salmatic.” V. 3).
Explica Santo Tomás de
Aquino que esta enfermidade terrível e múltipla que é o pecado original em nós,
além do sofrimento e da sujeição à morte – as duas chagas que afetam o corpo-
nos causou feridas na alma, opostas cada uma às quatro virtudes cardeais: 1- a
ferida de ignorância, ou seja, a dificuldade para conhecer a verdade, contra a
prudência; 2- a ferida da malícia, isto é, a debilidade de nossa vontade,
oposta à justiça; 3- a ferida da debilidade, isto é, a covardia para fazer o
bem e resistir ao mal, contraria à fortaleza; e 4- a ferida da concupiscência,
isto é, o desejo desordenado de satisfazer aos sentidos contra os ditados da
razão, oposta à temperança (Suma Teol. I-II c. 85 a. 3).
Como aquele infeliz da parábola
do bom samaritano, todos os filhos de homem e mulher viemos ao mundo
meio-mortos, cheios de chagas e enfermos por causa do pecado original. Todos,
desde Adão e Eva e até o fim do mundo. Todos com uma só exceção: a Santíssima
Virgem Maria. Nenhuma destas feridas, nenhuma destas misérias do corpo e da
alma padeceu a Santíssima Virgem, porque ela nunca contraiu o pecado original.
No Evangelho da grande festa
que hoje celebramos, lemos que o Arcanjo Gabriel disse à Santíssima Virgem
Maria certas palavras que vamos explicar brevemente:
Ave, cheia de graça, começa dizendo o Anjo. Cheia de graça: se a graça se dá aos demais com certa medida, à
escolhida desde todos os séculos para ser Mãe de Deus se lhe deu em toda sua
plenitude. Está cheia de graça santificante, dos dons do Espírito Santo, de
todas as virtudes. Tudo nela agrada a Deus. Sua conceição foi imaculada. Este é o dogma que festejamos. Isto
significa que ela foi preservada imune
de toda mancha (mácula) de culpa no
primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus
onipotente, em atenção aos méritos de Cristo. Cheia de graça desde sempre e
para sempre, Ela foi, é e será toda formosa, toda pura, adornada de todas as
virtudes e de todos os dons divinos.
O Senhor é convosco. Deus está nela desde o primeiro momento, desde a
concepção e para toda a eternidade; não como em nosso caso, pois nascemos
separados de Deus e inimigos seus por causa do pecado original, e desde que
chegamos ao uso da razão, muitas vezes, pelo pecado mortal, nos fazemos escravos
do demônio e expulsamos Deus de nossas almas.
Bendita sois vós entre as mulheres. Porque assim como a mulher foi causa do primeiro
pecado, e por ele, de todos os pecados e suas maldições até o fim do mundo; a
Virgem Maria é causa de todas as graças e bênçãos que recaem sobre os homens
pelos merecimentos de seu divino Filho. Nova Eva, Maria vence ao demônio que
venceu a Eva. O que Eva perdeu por desobedecer, Maria o recuperou mediante a
perfeita obediência de sua respostas: Eis
aqui a Escrava do Senhor; faça-se em mim segundo sua Palavra (Lc. I, 38).
Estimados fiéis: todos nós
nascemos manchados com o pecado original, por isso somos inclinados ao mal e –de
fato- pecadores, erramos e padecemos muitas debilidades e misérias. Esta
terrível e inexorável realidade deve ser sempre um motivo de humildade para
nós. Por pura misericórdia, com preferência aos milhões de pessoas, fomos
arrancados da escravidão do demônio mediante o santo Batismo. Por ele, de filhos de ira fomos transformados em filhos de Deus. Mas, cabe
perguntarmo-nos se temos sido fiéis à graça e às promessas de nosso Batismo, à
vestidura de inocência que com ele se nos deu.
A Santíssima Virgem Maria,
sendo preservada de todo pecado e propensão ao mal, gozava de uma perfeita paz;
sendo impecável, ainda assim vigiava e orava sem cessar. Nós, que somos
pecadores, que estamos fortemente inclinados a muitos males, que vivemos
rodeados de inimigos no mundo que se esqueceu de Deus e que cada dia demonstra
maior ódio ao seu Criador e Salvador, vigiamos (estamos atentos) à nossa alma,
aos inimigos desta e a Deus? Porque para conservar ou recobrar a pureza
batismal é necessário combater sem descanso, fugindo das ocasiões de pecado, da
sensualidade, da vaidade, da superficialidade, da curiosidade, das paixões
descontroladas, da ignorância, etc.
Ela vigiava a orava sem cessar.
Levamos diariamente o combate por nossas almas mediante a oração? Neste dia
santo, tomemos a resolução irrevogável de empunhar a arma invencível do
Rosário, para que pela intercessão incessante da Virgem Maria, Deus tire de
nossas almas todas essas manchas ou máculas, essas imundícias que as fazem
indignas da condição de templos do Espírito Santo.
E nunca esqueçamos que Maria
Imaculada, apesar da distância imensa que há entre sua santidade e nossa
indigência, além de ser a Mãe de Deus, é nossa Mãe. Peçamos-Lhe que nos acolha
sob seu manto maternal e que nos conduza ao Céu, para o qual fomos criados e
donde queremos viver eternamente com Ela na presença de Deus.
Tradução: Grupo Dom Bosco
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Sermão do XXV Domingo depois de Pentecostes - Pe. René Trincado
Semelhante
é o reino dos céus a um homem que semeou boa semente no campo. E enquanto
dormiam os homens, veio seu inimigo e semeou joio no meio do trigo e se foi. Disse S.
João Crisóstomo que com esta parábola, N. Senhor se refere à verdade adúltera,
porque é próprio do demônio misturar o erro com a verdade. Se vale o diabo de
um engano –continua o santo- confundindo sua própria semente e revestindo suas
obras com cores e semelhanças que surpreendem ao que se deixa enganar com
facilidade. Por isso disse que semeia joio, que é muito parecido com a planta
de trigo de boa semente do semeador. O joio é semeado depois do trigo. De igual
modo, o erro –segue dizendo o santo- vem depois da verdade, coisa demonstrada
pela experiência: depois dos profetas vieram os falsos profetas; depois dos
Apóstolos os falsos apóstolos; e depois de Cristo virá o Anticristo. Nós ainda
afirmamos que depois dos concílios católicos, veio o Vaticano II, anticatólico
enquanto liberal e diabólico. De fato, essa foi a pior emboscada, o maior
embuste, a maior e mais desastrosa semeadura de joio de toda a história da
Igreja. E também dizemos isto: que depois desse Bispo resoluto, combatente e de
palavras varonis, claras e inequívocas em defesa da Fé, depois de Mons.
Lefebvre veio Mons. Fellay a semear o joio entre nós com seu intento de
submeter-nos aos modernistas romanos e com suas atitudes erráticas e suas
palavras ambíguas.
E enquanto dormiam os homens, veio seu inimigo e semeou joio no meio do
trigo e se foi. Enquanto
dormiam os homens: porque – disse S. Agostinho- quando os chefes da Igreja
agem com negligência... vem o diabo e semeia. É precisamente o que passa na
FSSPX: dorme o Superior Geral e sonha com primaveras iminentes e concórdias com
os inimigos, enquanto tenta que durmam os sacerdotes e aos fiéis a fim de que
não reajam contra a cabeça semeadora de joio e infeccionada de liberalismo.
E chegando os servos disseram: Senhor, não semeaste boa semente em teu
campo? Pois de onde vem o joio? E lhes disse: o homem inimigo fez isto. O “homem
inimigo” é o demônio e os que fazem as obras do diabo. Pois bem: a arma de que
se valeu o demônio inimigo para dar o golpe feroz do Vaticano II é a
ambigüidade. O Vaticano II é uma obra mestra de ambigüidade, de palavras
confusas, de expressões equivocas. Não obstante, o atual Superior Geral da
Fraternidade, o líder nominal dos anti-liberais, também faz uso habitual da
ambigüidade.
Ambíguo é o que pode entender-se de vários modos ou admitir
distintas interpretações, como quando Mons. Fellay fala, em sua Declaração
Doutrinal de abril do ano passado, dos “Sacramentos
legitimamente promulgados pelos papas Paulo VI e João Paulo II”. O veneno,
o joio, está na frase “legitimamente
promulgados”, porque esta pode entender-se de modos diversos e opostos. Os
tradicionalistas devem entender que o Superior Geral afirma que esses
Sacramentos foram promulgados de modo regular, isto é, com sujeição às
formalidades legais correspondentes. Neste sentido uma lei de aborto pode estar
legitimamente promulgada, ainda que em si seja ilegítima por injusta e
criminal. Os modernistas, de sua parte, devem entender que o Superior Geral
considera legítimos em si esses Sacramentos. Pois bem: este modo de falar não é
católico senão é diabólico, por vir de quem se supõe que encabece a luta em
defesa da Verdade católica na pior crise de fé da história. O véu da escuridão
com que as expressões ambíguas cobrem a verdade, se opõe à claridade de Quem
disse “Eu sou a Verdade”, “Eu sou a Luz” e “vós sois a luz do mundo”. Disse o Pe. Sardá y Salvany em sua obra “O
Liberalismo é Pecado” que a linguagem confusa na boca dos Pastores “é escândalo... é induzir ao próximo ao erro
com palavras ambíguas... é... semear dúvidas, desconfianças, fazer vacilar na
fé às inteligências sensíveis”... “É
preciso antes de tudo... evitar o equívoco, que é o que mais favorece ao erro”.
“É grande professor o diabo nas artes e
enganos, e o melhor de sua diplomacia se exerce em introduzir nas idéias a
confusão. A metade de seu poder sobre os homens perderia o maldito se as
idéias, boas ou más, aparecessem francas e contrastantes... O diabo, pois, em
tempos de cisma e heresias, o primeiro que procurou foi que se embaralhassem e
mudassem os vocábulos; meio seguro para fazer desde cedo tontas... a maior
parte das inteligências” (idem).
Se poderiam dar muitos outros exemplos de palavras ambíguas
por parte de Mons. Fellay. Sua constante semeia de joio causou grave
inquietude, desconfiança, confusão e divisão entre os Sacerdotes e fiéis da
FSSPX. Sem necessidade de nenhum acordo com Roma, o joio constantemente semeado
pelo Superior Geral é um veneno que está matando lenta mas inexorávelmente à
congregação. Em sua carta de 7 de abril de 2012 a Mons. Fellay, os outros três
Bispos afirmam que se vê na Fraternidade uma diminuição na confissão da Fé. Contudo,
o responsável pelo colapso da congregação teve o atrevimento de desculpar-se
culpando aos que se opuseram à sua traição, disse que estes são os semeadores
de joio. Em uma entrevista sobre o Capítulo Geral, em 16 de julho de 2012, teve
o descaro de dizer o seguinte: “nos separamos
claramente de todos os que quiseram aproveitar a situação para semear joio,
opondo uns membros da Fraternidade com outros. Este espírito não é de Deus”.
Suas mesmas palavras o condenam. E em um sermão de 11 de Novembro do ano
passado, disse: “Vimos até em nossa
querida Fraternidade, uma confusão, uma má erva, um joio, uma turbação.”
Mas, na carta que 37 Sacerdotes do Distrito da França lhe dirigiram em
fevereiro passado lemos: “Pode dizer, em
consciência que tu e seus assistentes assumiram suas responsabilidades? Depois
de tantas declarações contraditórias e nefastas, como pretendem que podem
governar ainda? Quem é que prejudica à autoridade do Superior Geral, senão tu
mesmo e seus Assistentes? Como pretende falar-nos de justiça depois de lhe
lesionar? Quê verdade pode sair da boca do mentiroso? (Ecl. XXXIV, 4). Quem
semeou joio? Quem foi subversivo usando a mentira? Quem escandalizou os
sacerdotes e fiéis? Quem mutilou a Fraternidade diminuindo sua força episcopal?
Quê é a caridade sem a honra e a justiça?
Estimados fiéis: o que nos une é a defesa da Verdade. Nos chamamos
e somos a Resistência Católica porque combatemos contra todo inimigo da
Verdade, da Verdade que é atacada não só por meio da mentira, senão também e
mais eficazmente mediante a ambigüidade. A ambigüidade é a manifestação pública
da fé católica em tempos de apostasia geral, como são os nossos, é uma traição
gravíssima a Cristo, um pecado extremamente abominável. Se amamos realmente a
Verdade, devemos rejeitar aos semeadores de joio, aos maus pastores que com
palavras confusas fazem a obra do demônio, adulterando a Verdade.
Tradução: Grupo Dom Bosco
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