Assoc. Fronteira Católica: Mons. Fellay
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sermão do XXI Domingo Depois de Pentecostes - Pe. René Trincado


Nestes dias, os padres devem ler, no Breviário, os livros dos Macabeus, que relatam certos feitos acontecidos em Israel uns 150 anos antes do nascimento de Nosso Senhor, e que contem grandes lições para nossas vidas, especialmente nestes tempos terríveis de apostasia e de combate pela Fé.

Sucedeu primeiro –diz a Escritura (I Mac 1 – 2)- que “surgiram em Israel uns rebeldes que seduziram a muitos dizendo: ‘Vamos, façamos acordos com os povos que nos rodeiam – como o Vaticano II, acordo entre a Igreja e os inimigos de Deus; como o intento de acordo de Mons. Fellay- porque desde que nos separamos deles, nos sobrevieram muitos males.’ E obtiveram autorização para viver segundo os costumes dos gentios.” Deus castigou esta traição com as calamidades que seguiram: o rei Antíoco, da Síria, “enviou um exército que caiu de repente sobre Jerusalém, matando a muitos. Saqueou a cidade, a incendiou e arrasou suas casas e a muralha que a rodeava e seus soldados levaram cativos a mulheres e crianças. Depois reconstruiram a Cidade de David –este era um lugar contiguo ao templo- com uma muralha grande e forte, com torres poderosas, e fizeram sua fortificação. Estabeleceram ali uma raça perversa de rebeldes, que se atrincheiraram nela.” Os modernistas que se apoderaram de Roma e não podem ser expulsos. “Foi um perigoso laço que se converteu em emboscada contra o santuário, em adversário mau para Israel em todo tempo. Derramaram sangue inocente em torno ao santuário e o profanaram. Desde os postos de poder, os modernistas usurpadores fazem cair na libertinagem e na apostasia aos católicos de todo o mundo. “Caiu o santuário desolado como um deserto, suas festas convertidas em duelo, seus sábados em escárnio, sua honra em desprezo”. A obra destruidora do modernismo da Igreja. “E o rei – o Anticristo- publicou um edito ordenando que em seu reino todos formaram um único povo e abandonara cada um seus costumes próprios. Todos os gentios acataram o edito real e muitos israelitas aceitaram seu culto, sacrificaram aos ídolos e profanaram o sábado. Deviam suprimir no santuário os holocaustos, sacrifícios e libações; profanar sábados e festas; ultrajar o santuário e o santo –é o que vemos todos os dias- levantar altares, lugares santos e templos idolátricos; sacrificar porcos e animais impuros; deixar a seus filhos não circuncidados; tornar abomináveis suas almas com toda classe de impurezas e profanações, de modo que esquecessem a Lei –a Fé- e mudassem todos os seus costumes. Colocou o rei sobre o altar dos holocaustos a Abominação da desolação”. A estátua de um ídolo, como essa estátua de Buda colocada sobre o altar de Assis em 1986. “Ao que descobriam cumprindo os preceitos da Lei, lhe condenavam à morte. Mas muitos em Israel se mantiveram firmes e se resistiam a comer coisa impura. Preferiram morrer antes que contaminar-se com aquela comida e profanar a aliança santa; e morreram. Imensa foi a Cólera que se descarregou sobre Israel”.

Por aquele tempo, um sacerdote chamado Matatías deixou Jerusalém e foi viver em Modín”. Mons. Lefebvre que se separa da “igreja conciliar”. “Ao ver as impiedades que se cometiam exclamou: ‘Ai de mim! Nasci para ver a destruição de meu povo e a ruína da cidade santa?’ A Igreja. “O templo ficou como homem sem honra – a revolução litúrgica-, os objetos que eram sua glória, levados como recompensa – recordemos que Paulo VI, grande demolidor da Igreja, fez leiloar a Tiara Pontifícia, objeto de incomensurável significado e valor espiritual, logo depois de haver feito a solene deposição da mesma- mortos nas praças com seus filhos, e seus jovens por espada inimiga”. O pecado mortal e os frutos amargos do Concílio. As almas vencidas pelo diabo, autor do Vaticano II. “Todos seus adornos lhe foram arrancados e de livre passei à escrava. Vejam nosso santuário, nossa formosa e nossa glória, convertido em deserto, mirem-no profanado pelos gentios. Para quê viver mais?’.

Certo dia os comissários do rei, encarregados de impor a apostasia, chegaram à cidade de Modín para obrigar a oferecer sacrifícios e queimar incenso aos ídolos e abandonar a Lei de Deus. Muitos dos israelitas uniram-se a eles, mas Matatias e seus filhos permaneceram firmes. Em resposta disseram-lhe os que vinham da parte do rei: Possuis nesta cidade notável influência e consideração, teus irmãos e teus filhos te dão autoridade. Vem, pois, como primeiro, executar a ordem do rei, como o fizeram todas as nações, os habitantes de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Serás contado, tu e teus filhos, entre os amigos do rei; a ti e aos teus filhos o rei vos honrará, cumulando-vos de prata, de ouro e de presentes. Matatias respondeu-lhes: Ainda mesmo que todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens, eu, meus filhos e meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída por nossos antepassados. Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos! Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda. Mal acabara de falar, eis que um judeu se adiantou para sacrificar no altar de Modin, à vista de todos, conforme as ordens do rei. Viu-o Matatias e, no ardor de seu zelo, sentiu estremecerem-se suas entranhas. Num ímpeto de justa cólera arrojou-se e matou o homem no altar. Matou ao mesmo tempo o oficial incumbido da ordem de sacrificar e demoliu o altar. Com semelhante gesto mostrou ele seu amor pela lei, como agiu Finéias a respeito de Zamri, filho de Salum. Em altos brados Matatias elevou a voz então na cidade: Quem for fiel à lei e permanecer firme na Aliança, saia e siga-me. Assim, com seus filhos, fugiu em direção às montanhas, abandonando todos os seus bens na cidade. Formaram, pois, um exército e na sua ira e indignação massacraram certo número de prevaricadores e de traidores da lei; os outros procuraram refúgio junto aos estrangeiros. Ora, chegou para Matatias o dia de sua morte e ele disse a seus filhos: O que domina até este momento é o orgulho, o ódio, a desordem e a cólera. Sede, pois, agora, meus filhos, os defensores da lei e dai vossa vida pela Aliança de vossos pais. Não receeis as ameaças do pecador, porque sua glória chega à lama e aos vermes: hoje ele se eleva e amanhã desaparece, porque tornará ao pó, e seus planos são frustrados. Quanto a vós, meus filhos, sede corajosos e destemidos em observar a lei, porque por ela chegareis à glória.

Estimados fiéis: durantes séculos os sacerdotes leram estes santos exemplos no Breviário e no Martirologio, mas finalmente a Igreja caiu na trama diabólica do Vaticano II e seu acordo de paz com o mundo; e finalmente a FSSPX está caindo hoje na trama diabólica do acordo de paz com os hereges modernistas. Disse o grande santo Matatías: “não temais às ameaças do homem pecador”, mas Mons. Tissier revelou recentemente que Mons. Fellay apresentou à Roma modernista sua traidora “Declaração doutrinal” de Abril do ano passado “para evitar à Fraternidade a excomunhão com que à ameaçava o Cardeal” Levada (Carta de Mons. Tissier de 29-3-2013). Que tem a ver esta atitude covarde com a fortaleza heróica dos mártires e dos santos? Pois absolutamente nada. Nunca é lícito fazer mal para conseguir um bem. Não se pode cometer um pecado, por mínimo que seja, para evitar ser excomungados, nem para salvar a própria vida, nem para salvar uma alma, nem sequer para salvar todas as almas. Mas a FSSPX mudou e atualmente são outras as prioridades, como o prova este outro escândalo incrível: a congregação abriu um colégio na Australia em cuja página de internet se diz o seguinte: “O programa e o ensino do Colégio Santo Tomás de Aquino, apoia e promove os princípios e práticas da democracia Australiana, incluindo um compromisso com: O governo eleito. O estado de direito. A igualdade de direitos de todos ante a lei. A liberdade religiosa. A liberdade de expressão e de associação. Os valores de abertura e tolerância.” A congregação fundada por Mons. Lefebvre “apoiando e promovendo” as “liberdades modernas”, maçônicas! Satânicas! Condenadas pelo Magistério da Igreja! Deus nos livre!  

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Carta de súplica ao Pe. Morgan e padres britânicos pelos fiéis do distrito

Fonte: SPES
Tradução: Ana Luara Rinaldi - Grupo Dom Bosco

21 de Maio de 2013

Estimado Padre Morgan, estimados padres,

Vos suplicamos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote e amante das almas, e em nome de sua Santíssima Mãe, e em nome de Monsenhor Lefebvre, e em nome de todos os santos ideais que os levaram à converter-se em Pastores de almas, ajudem a nossas almas agora, neste momento de necessidade.

A subversão da FSSPX

Desde há algum tempo, nos sentimos traídos por uma porção da FSSPX e deixados e abandonados pela falta de resposta da outra porção. A direção da FSSPX está seguindo voluntariamente uma nova direção e uma nova agenda: refazer a Fraternidade à sua própria imagem e com temerário desprezo pelas almas que a Divina Providência colocou sob seu cuidado. Cada mês, algumas vezes por semana, novas evidências surgem do liberalismo na cabeça da Fraternidade, o qual desce até seus membros de menor classe e por fim aos fiéis. Não escutamos nem sequer uma só explicação convincente, nada que tranquilize nossas mentes, ainda que não é raro que Menzingen ou o DICI façam "aclarações" proclamando que Mons. Fellay foi mal interpretado de algum modo.

O que nos preocupa especialmente é que vemos que a nova direção está agora oficialmente arraigada na FSSPX. Recentemente comprovamos o liberalismo de Mons. Fellay na forma de uma "Declaração Doutrinal" modernista, uma declaração de sua própria posição doutrinal apresentada à Roma com sua assinatura e supostamente também representando-nos, nós os fiéis da FSSPX. Entre outras coisas, agora podemos ver que Mons. Fellay aceita a legitimidade da nova Missa (Novus Ordo), à qual Mons. Lefebvre e a FSSPX sempre tiveram como ilegítima; aceita a idéia da colegialidade, contra a qual Mons. Lefebvre sempre lutou desde o concílio porque ia contra à noção do Magistério da Igreja, substituindo-a por algo como "democracia docente" realizada pelos bispos modernos; aceita a "hermenêutica da continuidade" e a idéia de que a Tradição e a Revolução podem ser consideradas como consistentes entre si; aceita todo o Código de Direito Canônico de 1983, do qual João Paulo II disse que era o Vaticano II transformado em lei e que inclui o cânon 844 o qual prevê dar-se os sacramentos a não-católicos; ele declara explicitamente que as modernas idéias diabólicas como o ecumenismo e a liberdade religiosa são reconciliáveis com o verdadeiro ensinamento da Igreja e com a Tradição; e finalmente declara explicitamente que o Vaticano II "ilumina e aprofunda... a vida e doutrina da Igreja".

Padres, os senhores podem ver tão claramente como nós que esta declaração doutrinal é um sério insulto a Deus Altíssimo, uma traição total à missão da Fraternidade fundada por Mons. Lefebvre. Também é uma traição pessoal a cada uma das almas que coloram sua confiança na FSSPX e que trabalharam para levanta-la e fortalece-la, e consequentemente, um insulto pessoal ao Arcebispo que, longe de aceitar a nova religião da igreja conciliar, declarou que: "Começa em heresia e termina em heresia, inclusive se nem todos seus atos são formalmente heréticos". Permita-nos recordar-te, Padre, que este documento em questão não é uma declaração descartável, uma má tradução, ou uma infeliz escolha de palavras feitas no calor do momento - teve meses para prepara-la, e uma vez entregue, se esperou dois meses para saber-se se havia sido aceita ou não. Este documento, ademais, é uma Declaração Doutrinal: seu propósito é declarar a doutrina. Se um declara algo, é de se esperar que se declare em público e não secretamente. Como pode haver uma doutrina secreta?

E também, já que é uma declaração de doutrina, isto é, é a declaração do que crê Mons. Fellay, é uma perfeita estupidez que ele diga que a "retirou" - como é possível que se possa "retirar" a doutrina? Se Mons. Fellay estava preparado para crer essas coisas recentemente, mas agora diz que "retirou" seu documento secreto já que saiu à luz, então podemos assumir que ele ainda crê no documento. Como foi apanhado traindo à Fraternidade, seria muito "otimista" até o ponto da irresponsabilidade temerária, crer que ele é um de nós outra vez. Nem ele nem seus aliados são confiáveis e pensamos que se os senhores são honestos consigo mesmo, devem admiti-lo.

Como permaneceremos fiéis à Tradição?

Juntando isto com todos os outros sinais do ano passado, especialmente o Capítulo Geral e suas escandalosas "Três Condições" (e as três "condições desejáveis" - que na realidade são "três coisas pelas quais não estamos preparados para lutar e portanto estamos felizes de perder"), estabeleceram a revolução na FSSPX, e com a desobediência do Superior geral no Capítulo de 2006, se legitimou a revolução e agora é a posição oficial da Fraternidade - isto é o que nós vemos agora: a revolução dentro da FSSPX estabelecida completamente no poder.

As idéias e não as pessoas são o que nos preocupa mais. E na pessoa de Mons. Fellay, do Pe. Pfluger e em grande número de Superiores e membros do Capítulo Geral, vemos novas idéias, as mesmas que odiamos e com as quais não queremos ter parte.

Não queremos estar abaixo da influência destes padres cujas idéias e posições doutrinais são tão diferentes às nossas, e também não queremos que haja nenhum risco ou perigo para a Fé ao continuar abaixo destes padres com os quais não estamos de acordo. Não podemos deixar de recordar estas simples mas perspicazes palavras de Mons. Lefebvre: são os superiores quem formam os inferiores, não o contrário.

Para nós está claro que a FSSPX é agora um barco que afunda. Os homens que têm a autoridade sobre ela são um problema, e não podem serem removidos de suas posições (a única oportunidade real para faze-lo foi o último Capítulo geral). O que atraiu as bênçãos de Deus até à FSSPX foi sua adesão fiel à Tradição e sua determinação a não comprometer-se com o modernismo. Agora isto está sendo fraudado pelos superiores oficialmente, estes atributos já se foram. Sua ausência é a diferença essencial entre a FSSPX de antes e a de hoje. Os bons padres que se opõem ao compromisso mas que permanecem dentro da Fraternidade, são bons apesar de estar nela e não por ela. Como os senhores não podem servir a dois senhores, devem perguntar-se: à qual FSSPX desejam permanecer fiéis? Ainda que os senhores permaneçam sem ser perturbados por Menzingen à comparação de outros, têm que estar ciente do que se passa em todo o mundo com a Fraternidade. Sendo este o caso, agora é só uma questão de tempo: mais cedo ou mais tarde se os senhores não escolheram permanecer fiéis à Tradição a custo de sua adesão à FSSPX, os senhores verão que escolheram permanecer membros da FSSPX à custa de sua fidelidade à Tradição.

Padres, por favor considerem: em seu juizo, Deus não os julgará como servidores fiéis pelo que os senhores disseram ou pensaram em segredo, mas sim pelo que os senhores falaram abertamente e pelas ações que empreenderam publicamente. Nós que somos seus fiéis esperamos já há um ano que o liberalismo se torne evidente. Não quisemos atuar precipitadamente. Pedimos que nos dirijam. Sem dúvida, se os senhores não o farão, nós partiremos com grande tristeza. Está claro que a situação somente pode piorar, e sob tais circunstâncias, não vemos outra alternativa que começar novamente. Podemos ter confiança no futuro, já que a única coisa que começará novamente seriam as estruturas administrativas. A Fé permanece, e isso é o que importa.

Se nós fizermos o correto, Deus nos ajudará, pois Deus ajuda àqueles que ajudam a si mesmos, como se diz o ditado. Vos suplicamos e vos imploramos que venham em nossa ajuda e não abandonem as almas que vos necessitam por uma falsa obediência aos superiores que nos vêem como um problema, no melhor dos casos, e com quem os senhores terão cada vez menos em comum.

Deus os abençoe e os pague pelos anos de trabalho, cuidando de nossas almas.

Gregory Taylor
Waltraud Taylor
Olivia Bevan
Jeremy Bevan
Susan Warren
Alun Rowland
Anna Thompson