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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Sermão do XXI Domingo Depois de Pentecostes - Pe. René Trincado
Nestes dias, os padres devem ler, no Breviário, os livros dos
Macabeus, que relatam certos feitos acontecidos em Israel uns 150 anos antes do
nascimento de Nosso Senhor, e que contem grandes lições para nossas vidas,
especialmente nestes tempos terríveis de apostasia e de combate pela Fé.
Sucedeu primeiro –diz a Escritura (I Mac 1 – 2)- que “surgiram em Israel uns rebeldes que
seduziram a muitos dizendo: ‘Vamos, façamos
acordos com os povos que nos rodeiam – como o Vaticano II, acordo entre a Igreja e os inimigos de
Deus; como o intento de acordo de
Mons. Fellay- porque desde que nos
separamos deles, nos sobrevieram muitos males.’ E obtiveram autorização para
viver segundo os costumes dos gentios.” Deus castigou esta traição com as
calamidades que seguiram: o rei Antíoco, da Síria, “enviou um exército que caiu de repente sobre Jerusalém, matando a
muitos. Saqueou a cidade, a incendiou e arrasou suas casas e a muralha que a
rodeava e seus soldados levaram cativos a mulheres e crianças. Depois reconstruiram
a Cidade de David –este era um lugar contiguo ao templo- com uma muralha grande
e forte, com torres poderosas, e fizeram sua fortificação. Estabeleceram ali
uma raça perversa de rebeldes, que se atrincheiraram nela.” Os modernistas
que se apoderaram de Roma e não podem ser expulsos. “Foi um perigoso laço que se converteu em emboscada contra o santuário,
em adversário mau para Israel em todo tempo. Derramaram sangue inocente em
torno ao santuário e o profanaram. Desde os postos de poder, os modernistas
usurpadores fazem cair na libertinagem e na apostasia aos católicos de todo o
mundo. “Caiu o santuário desolado como um
deserto, suas festas convertidas em duelo, seus sábados em escárnio, sua honra
em desprezo”. A obra destruidora do modernismo da Igreja. “E o rei – o Anticristo- publicou um edito ordenando que em seu reino
todos formaram um único povo e abandonara cada um seus costumes próprios. Todos
os gentios acataram o edito real e muitos israelitas aceitaram seu culto,
sacrificaram aos ídolos e profanaram o sábado. Deviam suprimir no santuário os
holocaustos, sacrifícios e libações; profanar sábados e festas; ultrajar o santuário
e o santo –é o que vemos todos os dias- levantar altares, lugares santos e
templos idolátricos; sacrificar porcos e animais impuros; deixar a seus filhos
não circuncidados; tornar abomináveis suas almas com toda classe de impurezas e
profanações, de modo que esquecessem a Lei –a Fé- e mudassem todos os seus costumes. Colocou o rei sobre o altar dos
holocaustos a Abominação da desolação”. A estátua de um ídolo, como essa estátua de Buda colocada sobre o altar de Assis em 1986. “Ao que descobriam cumprindo os preceitos da Lei, lhe condenavam à
morte. Mas muitos em Israel se mantiveram firmes e se resistiam a comer coisa
impura. Preferiram morrer antes que contaminar-se com aquela comida e profanar a
aliança santa; e morreram. Imensa foi a Cólera que se descarregou sobre Israel”.
“Por aquele tempo, um
sacerdote chamado Matatías deixou Jerusalém e foi viver em Modín”. Mons.
Lefebvre que se separa da “igreja conciliar”. “Ao ver as impiedades que se cometiam exclamou: ‘Ai de mim! Nasci para
ver a destruição de meu povo e a ruína da cidade santa?’ A Igreja. “O templo ficou como homem sem honra – a revolução
litúrgica-, os objetos que eram sua
glória, levados como recompensa – recordemos que Paulo VI, grande demolidor
da Igreja, fez leiloar a Tiara Pontifícia, objeto de incomensurável significado
e valor espiritual, logo depois de haver feito a solene deposição da mesma- mortos nas praças com seus filhos, e seus
jovens por espada inimiga”. O pecado mortal e os frutos amargos do
Concílio. As almas vencidas pelo diabo, autor do Vaticano II. “Todos seus adornos lhe foram arrancados e de
livre passei à escrava. Vejam nosso santuário, nossa formosa e nossa glória,
convertido em deserto, mirem-no profanado pelos gentios. Para quê viver mais?’.
“Certo dia os comissários
do rei, encarregados de impor a apostasia, chegaram à cidade de Modín para
obrigar a oferecer sacrifícios e queimar incenso aos ídolos e abandonar a Lei
de Deus. Muitos dos israelitas uniram-se a eles, mas Matatias e seus filhos
permaneceram firmes. Em resposta disseram-lhe os que vinham da parte do rei:
Possuis nesta cidade notável influência e consideração, teus irmãos e teus
filhos te dão autoridade. Vem, pois, como primeiro, executar a ordem do rei,
como o fizeram todas as nações, os habitantes de Judá e os que ficaram em
Jerusalém. Serás contado, tu e teus filhos, entre os amigos do rei; a ti e aos
teus filhos o rei vos honrará, cumulando-vos de prata, de ouro e de presentes.
Matatias respondeu-lhes: Ainda mesmo que
todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos
renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens, eu, meus filhos e
meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída por nossos antepassados. Que
Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos! Não obedeceremos a essas
ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem
para a esquerda. Mal acabara de falar, eis que um judeu se adiantou para
sacrificar no altar de Modin, à vista de todos, conforme as ordens do rei.
Viu-o Matatias e, no ardor de seu zelo, sentiu estremecerem-se suas entranhas.
Num ímpeto de justa cólera arrojou-se e matou o homem no altar. Matou ao mesmo
tempo o oficial incumbido da ordem de sacrificar e demoliu o altar. Com
semelhante gesto mostrou ele seu amor pela lei, como agiu Finéias a respeito de
Zamri, filho de Salum. Em altos brados Matatias elevou a voz então na cidade: Quem for fiel à lei e permanecer firme na
Aliança, saia e siga-me. Assim, com seus filhos, fugiu em direção às
montanhas, abandonando todos os seus bens na cidade. Formaram, pois, um
exército e na sua ira e indignação massacraram certo número de prevaricadores e
de traidores da lei; os outros procuraram refúgio junto aos estrangeiros. Ora,
chegou para Matatias o dia de sua morte e ele disse a seus filhos: O que domina até este momento é o orgulho,
o ódio, a desordem e a cólera. Sede, pois, agora, meus filhos, os defensores da
lei e dai vossa vida pela Aliança de vossos pais. Não receeis as ameaças do
pecador, porque sua glória chega à lama e aos vermes: hoje ele se eleva e
amanhã desaparece, porque tornará ao pó, e seus planos são frustrados. Quanto a
vós, meus filhos, sede corajosos e destemidos em observar a lei, porque por ela
chegareis à glória.”
Estimados fiéis: durantes séculos os sacerdotes leram estes
santos exemplos no Breviário e no Martirologio, mas finalmente a Igreja caiu na
trama diabólica do Vaticano II e seu acordo
de paz com o mundo; e finalmente a FSSPX está caindo hoje na trama
diabólica do acordo de paz com os hereges
modernistas. Disse o grande santo Matatías: “não temais às ameaças do homem pecador”, mas Mons. Tissier revelou
recentemente que Mons. Fellay apresentou
à Roma modernista sua traidora “Declaração doutrinal” de Abril do ano passado “para evitar à Fraternidade a excomunhão com
que à ameaçava o Cardeal” Levada (Carta de Mons. Tissier de 29-3-2013). Que tem a ver esta atitude covarde com a fortaleza heróica
dos mártires e dos santos? Pois absolutamente nada. Nunca é lícito fazer mal
para conseguir um bem. Não se pode cometer um pecado, por mínimo que seja, para
evitar ser excomungados, nem para salvar a própria vida, nem para salvar uma
alma, nem sequer para salvar todas as almas. Mas a FSSPX mudou e atualmente são
outras as prioridades, como o prova este outro escândalo incrível: a
congregação abriu um colégio na Australia em cuja página de internet se diz o
seguinte: “O programa e o ensino do
Colégio Santo Tomás de Aquino, apoia e
promove os princípios e práticas da democracia Australiana, incluindo um compromisso com: O governo
eleito. O estado de direito. A igualdade de direitos de todos ante a lei. A liberdade religiosa. A liberdade de
expressão e de associação. Os
valores de abertura e tolerância.” A congregação fundada por Mons.
Lefebvre “apoiando e promovendo” as “liberdades modernas”, maçônicas! Satânicas!
Condenadas pelo Magistério da Igreja! Deus nos livre!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Carta de súplica ao Pe. Morgan e padres britânicos pelos fiéis do distrito
Fonte: SPES
Tradução: Ana Luara Rinaldi - Grupo Dom Bosco
Tradução: Ana Luara Rinaldi - Grupo Dom Bosco
21 de Maio de 2013
Estimado Padre Morgan, estimados padres,
Vos suplicamos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote e amante das almas, e em nome de sua Santíssima Mãe, e em nome de Monsenhor Lefebvre, e em nome de todos os santos ideais que os levaram à converter-se em Pastores de almas, ajudem a nossas almas agora, neste momento de necessidade.
A subversão da FSSPX
Desde há algum tempo, nos sentimos traídos por uma porção da FSSPX e deixados e abandonados pela falta de resposta da outra porção. A direção da FSSPX está seguindo voluntariamente uma nova direção e uma nova agenda: refazer a Fraternidade à sua própria imagem e com temerário desprezo pelas almas que a Divina Providência colocou sob seu cuidado. Cada mês, algumas vezes por semana, novas evidências surgem do liberalismo na cabeça da Fraternidade, o qual desce até seus membros de menor classe e por fim aos fiéis. Não escutamos nem sequer uma só explicação convincente, nada que tranquilize nossas mentes, ainda que não é raro que Menzingen ou o DICI façam "aclarações" proclamando que Mons. Fellay foi mal interpretado de algum modo.
O que nos preocupa especialmente é que vemos que a nova direção está agora oficialmente arraigada na FSSPX. Recentemente comprovamos o liberalismo de Mons. Fellay na forma de uma "Declaração Doutrinal" modernista, uma declaração de sua própria posição doutrinal apresentada à Roma com sua assinatura e supostamente também representando-nos, nós os fiéis da FSSPX. Entre outras coisas, agora podemos ver que Mons. Fellay aceita a legitimidade da nova Missa (Novus Ordo), à qual Mons. Lefebvre e a FSSPX sempre tiveram como ilegítima; aceita a idéia da colegialidade, contra a qual Mons. Lefebvre sempre lutou desde o concílio porque ia contra à noção do Magistério da Igreja, substituindo-a por algo como "democracia docente" realizada pelos bispos modernos; aceita a "hermenêutica da continuidade" e a idéia de que a Tradição e a Revolução podem ser consideradas como consistentes entre si; aceita todo o Código de Direito Canônico de 1983, do qual João Paulo II disse que era o Vaticano II transformado em lei e que inclui o cânon 844 o qual prevê dar-se os sacramentos a não-católicos; ele declara explicitamente que as modernas idéias diabólicas como o ecumenismo e a liberdade religiosa são reconciliáveis com o verdadeiro ensinamento da Igreja e com a Tradição; e finalmente declara explicitamente que o Vaticano II "ilumina e aprofunda... a vida e doutrina da Igreja".
Padres, os senhores podem ver tão claramente como nós que esta declaração doutrinal é um sério insulto a Deus Altíssimo, uma traição total à missão da Fraternidade fundada por Mons. Lefebvre. Também é uma traição pessoal a cada uma das almas que coloram sua confiança na FSSPX e que trabalharam para levanta-la e fortalece-la, e consequentemente, um insulto pessoal ao Arcebispo que, longe de aceitar a nova religião da igreja conciliar, declarou que: "Começa em heresia e termina em heresia, inclusive se nem todos seus atos são formalmente heréticos". Permita-nos recordar-te, Padre, que este documento em questão não é uma declaração descartável, uma má tradução, ou uma infeliz escolha de palavras feitas no calor do momento - teve meses para prepara-la, e uma vez entregue, se esperou dois meses para saber-se se havia sido aceita ou não. Este documento, ademais, é uma Declaração Doutrinal: seu propósito é declarar a doutrina. Se um declara algo, é de se esperar que se declare em público e não secretamente. Como pode haver uma doutrina secreta?
E também, já que é uma declaração de doutrina, isto é, é a declaração do que crê Mons. Fellay, é uma perfeita estupidez que ele diga que a "retirou" - como é possível que se possa "retirar" a doutrina? Se Mons. Fellay estava preparado para crer essas coisas recentemente, mas agora diz que "retirou" seu documento secreto já que saiu à luz, então podemos assumir que ele ainda crê no documento. Como foi apanhado traindo à Fraternidade, seria muito "otimista" até o ponto da irresponsabilidade temerária, crer que ele é um de nós outra vez. Nem ele nem seus aliados são confiáveis e pensamos que se os senhores são honestos consigo mesmo, devem admiti-lo.
Como permaneceremos fiéis à Tradição?
Juntando isto com todos os outros sinais do ano passado, especialmente o Capítulo Geral e suas escandalosas "Três Condições" (e as três "condições desejáveis" - que na realidade são "três coisas pelas quais não estamos preparados para lutar e portanto estamos felizes de perder"), estabeleceram a revolução na FSSPX, e com a desobediência do Superior geral no Capítulo de 2006, se legitimou a revolução e agora é a posição oficial da Fraternidade - isto é o que nós vemos agora: a revolução dentro da FSSPX estabelecida completamente no poder.
As idéias e não as pessoas são o que nos preocupa mais. E na pessoa de Mons. Fellay, do Pe. Pfluger e em grande número de Superiores e membros do Capítulo Geral, vemos novas idéias, as mesmas que odiamos e com as quais não queremos ter parte.
Não queremos estar abaixo da influência destes padres cujas idéias e posições doutrinais são tão diferentes às nossas, e também não queremos que haja nenhum risco ou perigo para a Fé ao continuar abaixo destes padres com os quais não estamos de acordo. Não podemos deixar de recordar estas simples mas perspicazes palavras de Mons. Lefebvre: são os superiores quem formam os inferiores, não o contrário.
Para nós está claro que a FSSPX é agora um barco que afunda. Os homens que têm a autoridade sobre ela são um problema, e não podem serem removidos de suas posições (a única oportunidade real para faze-lo foi o último Capítulo geral). O que atraiu as bênçãos de Deus até à FSSPX foi sua adesão fiel à Tradição e sua determinação a não comprometer-se com o modernismo. Agora isto está sendo fraudado pelos superiores oficialmente, estes atributos já se foram. Sua ausência é a diferença essencial entre a FSSPX de antes e a de hoje. Os bons padres que se opõem ao compromisso mas que permanecem dentro da Fraternidade, são bons apesar de estar nela e não por ela. Como os senhores não podem servir a dois senhores, devem perguntar-se: à qual FSSPX desejam permanecer fiéis? Ainda que os senhores permaneçam sem ser perturbados por Menzingen à comparação de outros, têm que estar ciente do que se passa em todo o mundo com a Fraternidade. Sendo este o caso, agora é só uma questão de tempo: mais cedo ou mais tarde se os senhores não escolheram permanecer fiéis à Tradição a custo de sua adesão à FSSPX, os senhores verão que escolheram permanecer membros da FSSPX à custa de sua fidelidade à Tradição.
Padres, por favor considerem: em seu juizo, Deus não os julgará como servidores fiéis pelo que os senhores disseram ou pensaram em segredo, mas sim pelo que os senhores falaram abertamente e pelas ações que empreenderam publicamente. Nós que somos seus fiéis esperamos já há um ano que o liberalismo se torne evidente. Não quisemos atuar precipitadamente. Pedimos que nos dirijam. Sem dúvida, se os senhores não o farão, nós partiremos com grande tristeza. Está claro que a situação somente pode piorar, e sob tais circunstâncias, não vemos outra alternativa que começar novamente. Podemos ter confiança no futuro, já que a única coisa que começará novamente seriam as estruturas administrativas. A Fé permanece, e isso é o que importa.
Se nós fizermos o correto, Deus nos ajudará, pois Deus ajuda àqueles que ajudam a si mesmos, como se diz o ditado. Vos suplicamos e vos imploramos que venham em nossa ajuda e não abandonem as almas que vos necessitam por uma falsa obediência aos superiores que nos vêem como um problema, no melhor dos casos, e com quem os senhores terão cada vez menos em comum.
Deus os abençoe e os pague pelos anos de trabalho, cuidando de nossas almas.
Gregory Taylor
Waltraud Taylor
Olivia Bevan
Jeremy Bevan
Susan Warren
Alun Rowland
Anna Thompson
Vos suplicamos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote e amante das almas, e em nome de sua Santíssima Mãe, e em nome de Monsenhor Lefebvre, e em nome de todos os santos ideais que os levaram à converter-se em Pastores de almas, ajudem a nossas almas agora, neste momento de necessidade.
A subversão da FSSPX
Desde há algum tempo, nos sentimos traídos por uma porção da FSSPX e deixados e abandonados pela falta de resposta da outra porção. A direção da FSSPX está seguindo voluntariamente uma nova direção e uma nova agenda: refazer a Fraternidade à sua própria imagem e com temerário desprezo pelas almas que a Divina Providência colocou sob seu cuidado. Cada mês, algumas vezes por semana, novas evidências surgem do liberalismo na cabeça da Fraternidade, o qual desce até seus membros de menor classe e por fim aos fiéis. Não escutamos nem sequer uma só explicação convincente, nada que tranquilize nossas mentes, ainda que não é raro que Menzingen ou o DICI façam "aclarações" proclamando que Mons. Fellay foi mal interpretado de algum modo.
O que nos preocupa especialmente é que vemos que a nova direção está agora oficialmente arraigada na FSSPX. Recentemente comprovamos o liberalismo de Mons. Fellay na forma de uma "Declaração Doutrinal" modernista, uma declaração de sua própria posição doutrinal apresentada à Roma com sua assinatura e supostamente também representando-nos, nós os fiéis da FSSPX. Entre outras coisas, agora podemos ver que Mons. Fellay aceita a legitimidade da nova Missa (Novus Ordo), à qual Mons. Lefebvre e a FSSPX sempre tiveram como ilegítima; aceita a idéia da colegialidade, contra a qual Mons. Lefebvre sempre lutou desde o concílio porque ia contra à noção do Magistério da Igreja, substituindo-a por algo como "democracia docente" realizada pelos bispos modernos; aceita a "hermenêutica da continuidade" e a idéia de que a Tradição e a Revolução podem ser consideradas como consistentes entre si; aceita todo o Código de Direito Canônico de 1983, do qual João Paulo II disse que era o Vaticano II transformado em lei e que inclui o cânon 844 o qual prevê dar-se os sacramentos a não-católicos; ele declara explicitamente que as modernas idéias diabólicas como o ecumenismo e a liberdade religiosa são reconciliáveis com o verdadeiro ensinamento da Igreja e com a Tradição; e finalmente declara explicitamente que o Vaticano II "ilumina e aprofunda... a vida e doutrina da Igreja".
Padres, os senhores podem ver tão claramente como nós que esta declaração doutrinal é um sério insulto a Deus Altíssimo, uma traição total à missão da Fraternidade fundada por Mons. Lefebvre. Também é uma traição pessoal a cada uma das almas que coloram sua confiança na FSSPX e que trabalharam para levanta-la e fortalece-la, e consequentemente, um insulto pessoal ao Arcebispo que, longe de aceitar a nova religião da igreja conciliar, declarou que: "Começa em heresia e termina em heresia, inclusive se nem todos seus atos são formalmente heréticos". Permita-nos recordar-te, Padre, que este documento em questão não é uma declaração descartável, uma má tradução, ou uma infeliz escolha de palavras feitas no calor do momento - teve meses para prepara-la, e uma vez entregue, se esperou dois meses para saber-se se havia sido aceita ou não. Este documento, ademais, é uma Declaração Doutrinal: seu propósito é declarar a doutrina. Se um declara algo, é de se esperar que se declare em público e não secretamente. Como pode haver uma doutrina secreta?
E também, já que é uma declaração de doutrina, isto é, é a declaração do que crê Mons. Fellay, é uma perfeita estupidez que ele diga que a "retirou" - como é possível que se possa "retirar" a doutrina? Se Mons. Fellay estava preparado para crer essas coisas recentemente, mas agora diz que "retirou" seu documento secreto já que saiu à luz, então podemos assumir que ele ainda crê no documento. Como foi apanhado traindo à Fraternidade, seria muito "otimista" até o ponto da irresponsabilidade temerária, crer que ele é um de nós outra vez. Nem ele nem seus aliados são confiáveis e pensamos que se os senhores são honestos consigo mesmo, devem admiti-lo.
Como permaneceremos fiéis à Tradição?
Juntando isto com todos os outros sinais do ano passado, especialmente o Capítulo Geral e suas escandalosas "Três Condições" (e as três "condições desejáveis" - que na realidade são "três coisas pelas quais não estamos preparados para lutar e portanto estamos felizes de perder"), estabeleceram a revolução na FSSPX, e com a desobediência do Superior geral no Capítulo de 2006, se legitimou a revolução e agora é a posição oficial da Fraternidade - isto é o que nós vemos agora: a revolução dentro da FSSPX estabelecida completamente no poder.
As idéias e não as pessoas são o que nos preocupa mais. E na pessoa de Mons. Fellay, do Pe. Pfluger e em grande número de Superiores e membros do Capítulo Geral, vemos novas idéias, as mesmas que odiamos e com as quais não queremos ter parte.
Não queremos estar abaixo da influência destes padres cujas idéias e posições doutrinais são tão diferentes às nossas, e também não queremos que haja nenhum risco ou perigo para a Fé ao continuar abaixo destes padres com os quais não estamos de acordo. Não podemos deixar de recordar estas simples mas perspicazes palavras de Mons. Lefebvre: são os superiores quem formam os inferiores, não o contrário.
Para nós está claro que a FSSPX é agora um barco que afunda. Os homens que têm a autoridade sobre ela são um problema, e não podem serem removidos de suas posições (a única oportunidade real para faze-lo foi o último Capítulo geral). O que atraiu as bênçãos de Deus até à FSSPX foi sua adesão fiel à Tradição e sua determinação a não comprometer-se com o modernismo. Agora isto está sendo fraudado pelos superiores oficialmente, estes atributos já se foram. Sua ausência é a diferença essencial entre a FSSPX de antes e a de hoje. Os bons padres que se opõem ao compromisso mas que permanecem dentro da Fraternidade, são bons apesar de estar nela e não por ela. Como os senhores não podem servir a dois senhores, devem perguntar-se: à qual FSSPX desejam permanecer fiéis? Ainda que os senhores permaneçam sem ser perturbados por Menzingen à comparação de outros, têm que estar ciente do que se passa em todo o mundo com a Fraternidade. Sendo este o caso, agora é só uma questão de tempo: mais cedo ou mais tarde se os senhores não escolheram permanecer fiéis à Tradição a custo de sua adesão à FSSPX, os senhores verão que escolheram permanecer membros da FSSPX à custa de sua fidelidade à Tradição.
Padres, por favor considerem: em seu juizo, Deus não os julgará como servidores fiéis pelo que os senhores disseram ou pensaram em segredo, mas sim pelo que os senhores falaram abertamente e pelas ações que empreenderam publicamente. Nós que somos seus fiéis esperamos já há um ano que o liberalismo se torne evidente. Não quisemos atuar precipitadamente. Pedimos que nos dirijam. Sem dúvida, se os senhores não o farão, nós partiremos com grande tristeza. Está claro que a situação somente pode piorar, e sob tais circunstâncias, não vemos outra alternativa que começar novamente. Podemos ter confiança no futuro, já que a única coisa que começará novamente seriam as estruturas administrativas. A Fé permanece, e isso é o que importa.
Se nós fizermos o correto, Deus nos ajudará, pois Deus ajuda àqueles que ajudam a si mesmos, como se diz o ditado. Vos suplicamos e vos imploramos que venham em nossa ajuda e não abandonem as almas que vos necessitam por uma falsa obediência aos superiores que nos vêem como um problema, no melhor dos casos, e com quem os senhores terão cada vez menos em comum.
Deus os abençoe e os pague pelos anos de trabalho, cuidando de nossas almas.
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