Assoc. Fronteira Católica: crise
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sermão do Pe. Jean Faure - Bogotá, 26 de Janeiro


O Pe. Faure está de passagem por Bogotá (Colômbia).

Neste importante sermão, o fundador da FSSPX na América Latina nos explica a crise atual da FSSPX e faz uma série de revelações de alto interesse.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Sermão do III Domingo do Advento - Pe. René Trincado

Se a trombeta dá um toque ambíguo, ninguém se prepará para a batalha. (I Cor XIV, 8).


O Evangelho deste domingo, como o anterior e o seguinte, fala desse grande santo que foi João Batista. Diz: E este foi o testemunho de João quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas a perguntar-lhe: “Tu quem és?” E confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Cristo”.

Confessou e não negou: confessou a verdade e não a negou. São João Batista é um modelo perfeito de santo amor à verdade para todos os cristãos e, porque tinha a missão de anunciar a Cristo, em particular para os ministros de Deus, para os que devem falar em nome de Deus. Suas palavras sempre foram frontais, claras e diretas, nunca se valeu de rodeios, nunca usou expressões complicadas ou alambicadas. Alma reta até o extremo da mais elevada santidade, as palavras de Batista não eram ambíguas nem fazia cálculos sobre o efeito de seus feitos: sensivelmente dizia a verdade nua e crua. E por isso, precisamente por isso, o mataram: por ter falado sempre como deve falar um profeta de Cristo, um homem de Deus; sempre com esse “sim sim, não não” que manda Nosso Senhor Jesus Cristo. Por haver procedido de maneira covarde, diplomática ou política; por ficar calado, por mentir ou por ter usado uma linguagem complicada ou ambígua, nunca haveria de ser degolado. Mas, São João Batista não era esta classe de homem e soube levar sua cruz para a glória de Deus.

Quê diferença, estimados fiéis, entre a fortaleza, a veracidade e a franqueza heróicas de São João Batista e a atitude do clero modernista e, também e infortunadamente, das atuais autoridades da FSSPX, cujas palavras vazias de verdade chegaram a ser algo habitual. Nos últimos dias temos sido testemunhas do triste espetáculo de dois novos escândalos nesta ordem de coisas: em um, publicamente um Superior de Distrito nega de maneira direta um ponto da doutrina católica sobre o deicídio; em outro, o Superior Geral renega de uma verdade “politicamente incorreta” sobre Francisco, que havia dito meses antes. Fez uma retratação parcial e disfarçada de esclarecimento. São João Batista, cujo coração era um incêndio de amor à verdade e de correlativo ódio ao erro, confessou e não negou a verdade. Estes depreciaram a verdade... mas, a verdade é Cristo, e – disse São Paulo – não vos enganeis: de Deus nada se burla (Gal VI, 7).

Quem és ­– perguntavam a São João Batista – para que podamos dar resposta aos que nos enviaram? Quê dizes de ti mesmo? Ele disse: “Eu sou a voz que clama no deserto: endireitai no caminho do Senhor, como disse Isaías, o profeta”.

Disse Santo Tomás de Aquino, citando a Orígenes (Catena Áurea), que o efeito desta voz que clama no deserto deve ser que as almas separadas de Deus voltem ao caminho reto que conduz a Deus, não seguindo mais a malícia dos passos retorcidos da serpente, senão que (agindo)... sem mescla alguma de mentira. Por isto diz: endireitai no caminho do Senhor.

São João Batista era a voz que ia adianta de Cristo, o reto Caminho, a Verdade e a Vida; anunciando-O e guiando os homens até Ele como as trombetas guiavam aos soldados nos combates antigos. Cada toque da trombeta indicava aos combatentes quê movimento ou manobra fazer no campo de batalha, começando pelo toque de alarme (al arma, pegar o armamento, munir-se) que era a ordem inicial. Por isso diz São Paulo (em I Cor): se a trombeta dá um toque confuso, ambíguo, ninguém se prepara para a batalha.

Os Bispos e Sacerdotes são as trombetas de Deus que, através de palavras claras, diretas e cheias de sabedoria divina, guiam aos homens para que estes militem sob a bandeira de Cristo, levem esforçadamente o estandarte da Cruz e combatam valorosamente por N. Senhor. Mas, sem os Bispos e Sacerdotes mudam a claridade de Cristo nas palavras pela obscuridade de uma linguagem deliberadamente ambígua ou falsa, se fazem a si mesmos trombetas inúteis que dão toques confusos ou enganosos, e que de nada servem nas batalhas, como não seja para desorientar, confundir e paralisar aos que devem pelejar por Cristo, causando a derrota.

Essas trombetas deliberadamente ambíguas, esses Bispos e Sacerdotes que falam como o que são: almas irresolutas, covardes e incostantes, canas dobradas por qualquer vento; se tornam traidores. São semeadores de joio. São maus pastores, mercenários. São sal desvirtuado: Vós sois o sal da terra. Mas, se o sal se desvirtua, com quê se salgará? Já não serve para nada mais que para ser atirado fora e pisoteado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode ocultar uma cidade situada no cume de um monte. Nem tampouco se acende uma lâmpada e a colocam debaixo do alqueire, senão sobre o candeeiro, para que ilumine a todos os que estão na casa. Brilhe assim vossa luz diante dos homens – por vossas palavras cheias de franqueza, de amor à verdade e de fé! – para que vejam vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt V, 13-16).

São maus pais: Quê pai há entre vós que, se seus filho lhe pede um peixe, no lugar de um peixe lhe dá uma cobra das palavras pouco retas; ou, se lhe pede um ovo, lhe dá um escorpião das expressões confusas ou ambíguas que envenenam? Ou se lhe pede pão lhe uma pedra da mentira? (Mt VII, 9; Lc XI, 12).

São autores de escândalo, porque com essa linguagem indigna dos ministros da Verdade, causam perplexidade entre as pobres ovelhas e induzem ao erro às almas dos débeis e indefesos. Deus tenha misericórdia destes homens traidores porque disse Nosso Senhor: Mas, se alguém escandalizar um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! (Mt XVIII, 6-7).

Que pela intercessão de São João Batista e de Maria Santíssima, Deus nos conceda perseverar na Resistência a todo erro e no verdadeiro amor à Verdade.

Tradução: Grupo Dom Bosco

Sermão do III Domingo do Advento - Pe. Faure

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Carta Aberta de Fiéis Argentinos ao Pe. Bouchacourt


Pe. Christian Bouchacourt:

Devido à falta de resposta a nosso email remetido ao Sr. sobre o mesmo assunto, decidimos fazer pública esta carta. Cremos que a importância do tema, assim como o interesse de muitos fiéis, que não se animam a falar por temor a represálias, o justificam.

Desde o domingo 1º de dezembro, em que saiu publicada uma entrevista sua no matutino Clarín, o escândalo, a polêmica, a crítica e a dúvida se instalaram entre os fiéis, fazendo-se eco de tais declarações suas diversos sites e blogues na Internet, favoráveis ou contrários à FSSPX, de cujo Distrito América do Sul é o Sr. responsável.

Não é surpreendente a repercussão, dada a massividade da publicação onde o Sr. falou, o diário de maior tiragem da Argentina.  Em contrapartida, surpreende a alguns, e confunde e escandaliza a muitos (a outros, lhes confirma em suas opiniões prévias) o feito de que o Sr. oficialmente não teve nada que dizer, esclarecer, confirmar ou desmentir, sobre tal entrevista. E ninguém pode escapar da gravidade do assunto que o exige.

Por isso lhe dirigimos esta carta para fazer-lhe as seguintes perguntas, concernentes neste caso ao principal tema que suscitou a atenção e o escândalo:

Disse o Sr. na entrevista que “O povo judeu não cometeu deicídio”?

Se não o disse, porque até esta data não desmentiu e iniciou a correspondente ação formal e legal contra o meio de imprensa que o deturpou? Lhe parece um tema banal e irrelevante?

Se o disse, se da conta que contraria a teologia católica de vinte séculos, o ensinamento dos Santos Padres, de Santo Tomás, coincidindo, além disso, com a declaração inovadora do Vaticano II Nostra aetate: “Ainda que as autoridades dos judeus e os seus sequazes urgiram a condenação de Cristo à morte não se pode, todavia, imputar indistintamente a todos os judeus que então viviam, nem aos judeus do nosso tempo, o que na Sua paixão se perpetrou. E embora a Igreja seja o novo Povo de Deus, nem por isso os judeus devem ser apresentados como reprovados por Deus e malditos, como se tal coisa se concluísse da Sagrada Escritura.”?

Não podemos deixar de observar o seguinte:

Se o Sr. fez estas declarações, está traindo a doutrina da Igreja, presumivelmente com intenções acomodatícias com a igreja conciliar – o que coincidiria com seus elogios a Francisco e sua condenação aos sacerdotes e fiéis que protagonizaram o episódio recente da Catedral de Buenos Aires, quando antes em uma entrevista em rádio (13 de Novembro) não o fez; curiosamente coincidente com novas declarações de Mons. Fellay onde, em parte, se contradiz de certa declaração condenatória sobre Francisco.

Acaso é possível pensar que, concedeu a entrevista para dizer as coisas que disse e desse modo acalmar uma pressão que o ameaçava, que pode ter recebido a FSSPX? Se foi assim, então pode negar-se a doutrina de Cristo para conservar o status quo da Fraternidade? Tão pouco valeria a doutrina católica? A paz e a tranqüilidade da FSSPX, sua boa imagem ante Roma e o mundo, permitem adulterar a doutrina católica? É lícita a mentira oficiosa? Então Mons. Lefebvre se equivocou ao aceitar ser “excomungado” pelos liberais de Roma?

Se o Sr. não fez estas declarações, ainda assim: realizou uma entrevista em um meio anticristão e no qual não lhes interessam a verdade; segundo: não fez correspondente esclarecimento e/ou desmentiu; e, terceiro: acusou aos sacerdotes e fiéis subordinados ao Sr. de atuar estupidamente e de maneira estéril, mas nos parece que quem principalmente agiu desta forma foi o Sr., admitindo além do mais, de maneira indireta, que os sacerdotes a seu cargo são rebeldes e/ou imprudentes, pela qual sua condenação resulta deficiente e imprudente, já que havia cometido um ato “estúpido e estéril” tal como acusa a seus subordinados. De outra parte, o Sr. antes (entrevista de Radio La Red) se manifestou de acordo com o protesto na Catedral. Com o que ficamos?

Poderá dar-se conta, Pe. Bouchacourt, que julgar correta sua decisão de conceder essa entrevista para dizer o que ali disse só pode se sustentar à luz de um possível acordo com Roma. Do contrário, deverá concluir-se que foi um grosseiro erro que dana à FSSPX, mais do que já está. Em conseqüência, o Sr. deveria dar um passo ao lado, não sem antes fazer um mea culpa pelos grandes danos causados.

Agradeceremos se responder a esta carta, para bem de todos e na Verdade a quem desejamos servir, Cristo Rei.

Deus abençoe,

Carmen R. Fernández
Flavio Mateos
Diego A. Tomas
Rodrigo Tomas
Tradução: Grupo Dom Bosco

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sermão do XXI Domingo depois de Pentecostes - Dom Tomás de Aquino em Foz do Iguaçu

Sermão na Festa de Cristo Rei - Pe. René Trincado


Esta festa pode parecer um anacronismo sem sentido, porque é verdade que Cristo é Rei, mas também é verdade que Cristo foi destronado. Nosso Senhor deve reinar sobre almas, famílias, Estados, mas os homens lhe disseram não queremos que Este reine sobre nós, como os maus súditos da parábola das minas. Os liberais destronaram a Cristo.

O Papa Leão XIII disse: é incalculável o número de almas que se condenam à causa das condições que os princípios do Direito liberal impõem aos povos. Estas palavras foram ditas em fins do século XIX. O que pensar do século XX? E nem falemos de nosso século.

Esta festa foi instituída por Pio XI em 1925, em plena luta entre a Igreja e a maçonaria, essa maldita besta promotora do liberalismo. E o satânico liberalismo triunfou com o Concílio Vaticano II, nele foi que a hierarquia se rendeu aos falsos princípios liberais, os fez seus, e os ensina desde então em Nome de Cristo. Os pastores se convertem em lobos: a Hierarquia liberal da Igreja ensina a mentira em Nome da Verdade que é N. S. Jesus Cristo. Os Papas, desde João XIII adiante, os Bispos e os Padres, se fazem envenenadores das almas.

Algumas dessas mentiras maçônicas-diabólicas, alguns desses falsos princípios são: a separação de Igreja-Estado, a liberdade religiosa, o democratismo, e a soberania popular, a doutrina dos chamados “direitos humanos”. Todas estas falsas doutrinas nasceram no segredo das obscuras lojas e agora são difundidas não só desde as tribunas dos políticos, senão também desde todos os púlpitos e desde a mesma Sé de Pedro.

Por isso, ante a evidência da vitória do liberalismo sobre os direitos reais de Cristo, podemos perguntarmos se vale à pena seguir falando da realeza social de N. S. Jesus Cristo. A resposta, junto com a explicação da atual derrota, podem ser encontradas nas Sagradas Escrituras, especialmente no Salmo II:

Por quê se amotinam os povos – diz o salmo- e as nações tramam planos vãos? Isto se cumpre hoje ao pé da terra e mais claramente que nunca. O instigador desta rebelião é o diabo, de quem disse o Espírito Santo a Jeremias: desde os séculos quebraste meu jugo, rompeste minha cadeia e disseste: não te servirei. Non serviam. Não te servirei, senão que serei livre. Esta idéia diabólica de liberdade como independência de Deus é a essência do liberalismo. Disse Santo Tomás de Aquino que o diabo tenta desde o princípio apartar o homem da obediência a Deus, baixo o pretexto de liberdade (Suma Teológica III c. 8 a. 7), mas não é senão até o século XIX que o demônio logra inspirar à humanidade um sistema de pensamento que exalta a liberdade até o grau de colocá-la no lugar de Deus. Esse é o liberalismo: a idolatria da deusa liberdade. Se amotinam os povos: vivemos em um motim permanente, em “estado de revolução”. A Revolução Francesa, a violenta demolição da antiga ordem cristã e sua substituição pela ordem – ou, melhor dizendo, desordem- liberal, começou em 1789, mas não terminou. O Card. Ratzinger disse, em certa ocasião, que o concílio Vaticano II “foi um 1789 na Igreja”.

Segue o salmo dizendo: Erguem-se os reis da terra e os príncipes se confabulam unidos contra Deus e contra Seu Ungido, isto é, contra Cristo, pois Cristo significa ungido. Todos os poderosos do mundo, liberais de esquerdas e de direitas; os Caifás, os Herodes, e os Pilatos de todos os tempos e do presente: sobre suas diferenças, os unem a comum oposição a Cristo: todos são liberais.

Seguinte versículo: Quebremos seu jugo, disseram eles, e afastemos para longe de nós as suas cadeias! Fora correntes, fora jugos! Liberdade! Liberdade! Grito de guerra este que lhes ensina seu pai, o demônio. Os sediciosos ou revolucionários, os sodomitas e, em geral, os grandes criminosos, são chamados “filhos do diabo” na Bíblia. Quebremos seu jugo: os vínculos da Fé e da Caridade. Afastemos de nós suas cadeias: a moral verdadeira, os deveres do Cristianismo e a mesma Cruz de Cristo (“porque meu jugo é suave e meu fardo leve”). Sem dúvida, estes jugos e cadeias são o que nos une a Deus e salva nossas almas.

Aquele, porém, que mora nos céus, se ri, o Senhor os reduz ao ridículo. A seu tempo lhes falará em sua Ira, continua o salmo. Devemos ter ânimo, porque ainda que reconhecemos a derrota atual e passageira dos direitos soberanos de Cristo, também temos certeza absoluta – causa da Fé Divina- na vitória final de Cristo sobre todos os seus inimigos.

Termina o salmo dizendo: Bem-aventurados todos os que se refugiam nEle. Estas palavras assinalam qual deve ser nossa atitude: nenhuma dúvida dos direitos que Cristo tem como Rei de tudo e todos; nenhum negócio ou acordo traidor com o inimigo: o demônio e seu liberalismo, senão resistir contra tudo e contra todos refugiando-nos na Fé verdadeira e nas verdades de sempre, mantendo-nos firmes e intransigentes em nosso posto de combate nesta guerra, ainda que o território esteja arrasado e ocupado pelo inimigo; para o qual, ante tudo, devemos procurar que Cristo reine ali onde é possível fazermos que Reine e não seja destronado jamais: em nossas almas. Submetemo-nos totalmente a Deus, obedecer sempre a sua vontade: isso é ser anti-liberal convencido e militante; católico cabal, resoluto e combatente. Se não fazemos isto, há uma mentira em nós, uma certa hipocrisia, e terminaremos mais ou menos liberais.

E para que Cristo reine em nossas almas, estimados fiéis, devemos recorrer a três meios principais: cumprir seus mandamentos, freqüentar os sacramentos e rezar, e em particular rezar o Santo Rosário, porque Nossa Senhora prometeu em Fátima: por fim, meu Imaculado Coração triunfará. E quando triunfar o Coração de Nossa Mãe, triunfará o Coração Sacratíssimo do Rei nosso e de todos e de tudo, o Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tradução: Grupo Dom Bosco

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sermão do XXI Domingo Depois de Pentecostes - Pe. René Trincado


Nestes dias, os padres devem ler, no Breviário, os livros dos Macabeus, que relatam certos feitos acontecidos em Israel uns 150 anos antes do nascimento de Nosso Senhor, e que contem grandes lições para nossas vidas, especialmente nestes tempos terríveis de apostasia e de combate pela Fé.

Sucedeu primeiro –diz a Escritura (I Mac 1 – 2)- que “surgiram em Israel uns rebeldes que seduziram a muitos dizendo: ‘Vamos, façamos acordos com os povos que nos rodeiam – como o Vaticano II, acordo entre a Igreja e os inimigos de Deus; como o intento de acordo de Mons. Fellay- porque desde que nos separamos deles, nos sobrevieram muitos males.’ E obtiveram autorização para viver segundo os costumes dos gentios.” Deus castigou esta traição com as calamidades que seguiram: o rei Antíoco, da Síria, “enviou um exército que caiu de repente sobre Jerusalém, matando a muitos. Saqueou a cidade, a incendiou e arrasou suas casas e a muralha que a rodeava e seus soldados levaram cativos a mulheres e crianças. Depois reconstruiram a Cidade de David –este era um lugar contiguo ao templo- com uma muralha grande e forte, com torres poderosas, e fizeram sua fortificação. Estabeleceram ali uma raça perversa de rebeldes, que se atrincheiraram nela.” Os modernistas que se apoderaram de Roma e não podem ser expulsos. “Foi um perigoso laço que se converteu em emboscada contra o santuário, em adversário mau para Israel em todo tempo. Derramaram sangue inocente em torno ao santuário e o profanaram. Desde os postos de poder, os modernistas usurpadores fazem cair na libertinagem e na apostasia aos católicos de todo o mundo. “Caiu o santuário desolado como um deserto, suas festas convertidas em duelo, seus sábados em escárnio, sua honra em desprezo”. A obra destruidora do modernismo da Igreja. “E o rei – o Anticristo- publicou um edito ordenando que em seu reino todos formaram um único povo e abandonara cada um seus costumes próprios. Todos os gentios acataram o edito real e muitos israelitas aceitaram seu culto, sacrificaram aos ídolos e profanaram o sábado. Deviam suprimir no santuário os holocaustos, sacrifícios e libações; profanar sábados e festas; ultrajar o santuário e o santo –é o que vemos todos os dias- levantar altares, lugares santos e templos idolátricos; sacrificar porcos e animais impuros; deixar a seus filhos não circuncidados; tornar abomináveis suas almas com toda classe de impurezas e profanações, de modo que esquecessem a Lei –a Fé- e mudassem todos os seus costumes. Colocou o rei sobre o altar dos holocaustos a Abominação da desolação”. A estátua de um ídolo, como essa estátua de Buda colocada sobre o altar de Assis em 1986. “Ao que descobriam cumprindo os preceitos da Lei, lhe condenavam à morte. Mas muitos em Israel se mantiveram firmes e se resistiam a comer coisa impura. Preferiram morrer antes que contaminar-se com aquela comida e profanar a aliança santa; e morreram. Imensa foi a Cólera que se descarregou sobre Israel”.

Por aquele tempo, um sacerdote chamado Matatías deixou Jerusalém e foi viver em Modín”. Mons. Lefebvre que se separa da “igreja conciliar”. “Ao ver as impiedades que se cometiam exclamou: ‘Ai de mim! Nasci para ver a destruição de meu povo e a ruína da cidade santa?’ A Igreja. “O templo ficou como homem sem honra – a revolução litúrgica-, os objetos que eram sua glória, levados como recompensa – recordemos que Paulo VI, grande demolidor da Igreja, fez leiloar a Tiara Pontifícia, objeto de incomensurável significado e valor espiritual, logo depois de haver feito a solene deposição da mesma- mortos nas praças com seus filhos, e seus jovens por espada inimiga”. O pecado mortal e os frutos amargos do Concílio. As almas vencidas pelo diabo, autor do Vaticano II. “Todos seus adornos lhe foram arrancados e de livre passei à escrava. Vejam nosso santuário, nossa formosa e nossa glória, convertido em deserto, mirem-no profanado pelos gentios. Para quê viver mais?’.

Certo dia os comissários do rei, encarregados de impor a apostasia, chegaram à cidade de Modín para obrigar a oferecer sacrifícios e queimar incenso aos ídolos e abandonar a Lei de Deus. Muitos dos israelitas uniram-se a eles, mas Matatias e seus filhos permaneceram firmes. Em resposta disseram-lhe os que vinham da parte do rei: Possuis nesta cidade notável influência e consideração, teus irmãos e teus filhos te dão autoridade. Vem, pois, como primeiro, executar a ordem do rei, como o fizeram todas as nações, os habitantes de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Serás contado, tu e teus filhos, entre os amigos do rei; a ti e aos teus filhos o rei vos honrará, cumulando-vos de prata, de ouro e de presentes. Matatias respondeu-lhes: Ainda mesmo que todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens, eu, meus filhos e meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída por nossos antepassados. Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos! Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda. Mal acabara de falar, eis que um judeu se adiantou para sacrificar no altar de Modin, à vista de todos, conforme as ordens do rei. Viu-o Matatias e, no ardor de seu zelo, sentiu estremecerem-se suas entranhas. Num ímpeto de justa cólera arrojou-se e matou o homem no altar. Matou ao mesmo tempo o oficial incumbido da ordem de sacrificar e demoliu o altar. Com semelhante gesto mostrou ele seu amor pela lei, como agiu Finéias a respeito de Zamri, filho de Salum. Em altos brados Matatias elevou a voz então na cidade: Quem for fiel à lei e permanecer firme na Aliança, saia e siga-me. Assim, com seus filhos, fugiu em direção às montanhas, abandonando todos os seus bens na cidade. Formaram, pois, um exército e na sua ira e indignação massacraram certo número de prevaricadores e de traidores da lei; os outros procuraram refúgio junto aos estrangeiros. Ora, chegou para Matatias o dia de sua morte e ele disse a seus filhos: O que domina até este momento é o orgulho, o ódio, a desordem e a cólera. Sede, pois, agora, meus filhos, os defensores da lei e dai vossa vida pela Aliança de vossos pais. Não receeis as ameaças do pecador, porque sua glória chega à lama e aos vermes: hoje ele se eleva e amanhã desaparece, porque tornará ao pó, e seus planos são frustrados. Quanto a vós, meus filhos, sede corajosos e destemidos em observar a lei, porque por ela chegareis à glória.

Estimados fiéis: durantes séculos os sacerdotes leram estes santos exemplos no Breviário e no Martirologio, mas finalmente a Igreja caiu na trama diabólica do Vaticano II e seu acordo de paz com o mundo; e finalmente a FSSPX está caindo hoje na trama diabólica do acordo de paz com os hereges modernistas. Disse o grande santo Matatías: “não temais às ameaças do homem pecador”, mas Mons. Tissier revelou recentemente que Mons. Fellay apresentou à Roma modernista sua traidora “Declaração doutrinal” de Abril do ano passado “para evitar à Fraternidade a excomunhão com que à ameaçava o Cardeal” Levada (Carta de Mons. Tissier de 29-3-2013). Que tem a ver esta atitude covarde com a fortaleza heróica dos mártires e dos santos? Pois absolutamente nada. Nunca é lícito fazer mal para conseguir um bem. Não se pode cometer um pecado, por mínimo que seja, para evitar ser excomungados, nem para salvar a própria vida, nem para salvar uma alma, nem sequer para salvar todas as almas. Mas a FSSPX mudou e atualmente são outras as prioridades, como o prova este outro escândalo incrível: a congregação abriu um colégio na Australia em cuja página de internet se diz o seguinte: “O programa e o ensino do Colégio Santo Tomás de Aquino, apoia e promove os princípios e práticas da democracia Australiana, incluindo um compromisso com: O governo eleito. O estado de direito. A igualdade de direitos de todos ante a lei. A liberdade religiosa. A liberdade de expressão e de associação. Os valores de abertura e tolerância.” A congregação fundada por Mons. Lefebvre “apoiando e promovendo” as “liberdades modernas”, maçônicas! Satânicas! Condenadas pelo Magistério da Igreja! Deus nos livre!